sexta-feira, 31 de março de 2017

Parece impossível afastar-se das coisas externas.



Pensamento do dia 31 de março de 2017.

Não se detenha em dúvidas e menos ainda em julgamentos de seus irmãos; perderia tempo para orar pelas criaturas que vivem na obscuridade.
Consagrados e Servidores.

Pois bem, estamos envoltos num mar de dúvidas, oscilando para um lado e para outro ao sabor, não mais dos ventos, mas das grandes tempestades.
As dúvidas são imensas. Aliada aos medos e a insegurança, podemos dizer que vivemos aqui na Terra um verdadeiro inferno.
Isto por si só já nos deixa confusos e temerosos, mas ainda fazemos questão de julgar, o que acrescenta bastante “pimenta” nesta mistura horrível de se digerir.

Os tempos são tempos de muita introspecção, de voltar-se para si próprio como nunca fizemos.
Realmente estamos num mar em fúria, com prenúncios de fortíssimas tempestades. Digamos que tudo que podemos ou pensamos em fazer não será suficiente para superarmos o que se aguarda.
Quando as coisas se tornam impossíveis, não há o que fazer.
Mas porque se tornam impossíveis?
Deus tá com muita bronca. Quer se vingar das afrontas que fizemos?
Claro que não. Na realidade não demos a Ele outra alternativa de prosseguirmos na linha evolutiva que foi traçada na nossa origem terrena.
Chegamos a um ponto, no livre arbítrio, em que a dinâmica da vida, a Mãe natureza, não viu outra possibilidade a não ser mudar a direção que seguimos.
Como enfrentar estes momentos?
Voltar-se para si próprio, para seu lado interno, para sua alma.
Voltar-se para si próprio exige, antes de tudo muita calma. Na sequência deverá vir o controle dos medos, da ansiedade, a necessidade de focar-se, a auto estima e o distanciamento das coisas externas.

Poxa, mas parece impossível afastar-se das coisas externas.
Pensando assim jamais nos afastaremos, mas com certo esforço e desprendimento veremos que é possível fazer isto sem nos alienarmos das nossas obrigações no plano material da vida.
Regras e disciplinas precisam ser implantadas e, principalmente, não devem ser quebradas pois todo esforço anterior se perde e teremos de recomeçar.
Aos poucos veremos que nossas percepções aumentam, nossa sensibilidade se acentua e começaremos a ter insights. Exigirá de nossa parte muita disciplina e ausências da tentativa de racionalizar e deduzir o que um impulso interno enviou. Neste momento, o ato da fé se torna premente, ou seja, temos de confiar, seguir e fazer, mesmo que não tenha certa lógica, segundo nossas limitadíssimas deduções mentais.
No início seremos testados em coisas pequenas, através de pequenas ações que mexerá com nosso conforto e desafiará nossa preguiça. Neste primeiro ponto muitos fracassam.
Os que vencerem a 1ª fase, passam por outras etapas onde cada vez mais os insights serão mais precisos e mais contundentes.
Temos de lembrar que todo insight, que leva em conta vantagens pessoais, satisfações do ego, são absolutamente falsos e podem fazer parte dos testes para avaliar até que ponto o ato de Servir faz algum sentido.

No momento em que estes insights foram atendidos, segundo as regras das Leis Regentes aqui na Terra, poderemos ser mais úteis do que o peso que tornamos.
Vejam que tudo é muito subjetivo, pois para cada indivíduo, para cada nível de consciência haverá insights distintos.
Terminada esta etapa, o indivíduo passa a ser intuído e instruído para inúmeras Tarefas ao alcance das suas possibilidades espirituais. Estas entram em processos contínuos de expansão e a fé adquire processos de entrega e abnegação bem amplos.
Para certos indivíduos intuitivos, o recolhimento e a religiosidade se acentuam, enquanto para outros a participação nas atividades da vida material e cotidiana, com foco na espiritualidade, passam a ser amplas.

Podemos dizer que tais indivíduos intuitivos encontram-se em “estado de oração”, pois como sabemos existem inúmeras formas de se orar.
Cada um sentirá a sua tendência, seja para a vida religiosa como para a vida “pratica”. Ambas tem o mesmo grau de importância perante Deus, pois ambas são necessárias.

Apegar-se, julgar, preocupar-se, ter medo, aceitar impossibilidades, duvidar, agarrar preconceitos, nesta condição tornam-se inexistentes.
Nos sentiremos tão seguros que não importa o quanto estas imensas tempestades estejam próximas, o quanto já nos envolvemos neste mar em fúria, pois a concepção da vida e da morte adquiriu novo significado. A confiança retorna, mas em outro nível, o equilíbrio permanece mais tempo e o desequilíbrio menos tempo, tudo começa a fazer sentido e o “além da Terra” torna-se algo real, vivo e dinâmico.

Não existe nada mais importante do que adquirirmos esta postura nesta etapa da transição planetária.
Nada poderá substituir esta prioridade, mas desde que nos convençamos que isto é real e imprescindível.
A cada um lhe será dado o que necessita, portanto, torne esta postura tua necessidade.
Hilton

quinta-feira, 30 de março de 2017

Insatisfação.



Pensamento 30 de março de 2017.

Nunca se esqueça de tudo que o Universo fez pela evolução desta raça e, apesar de você estar no abismo escuro, responda ao chamado do Alto.
Consagrados e Servidores.

Pois bem, estar no abismo escuro é uma expressão que identifica que ainda não estamos vivendo na Luz.
Isto significa que deve haver outras formas de se viver, com Luz, claridade, transparência, otimismo, compaixão, amor.
Isto quer dizer que existem outras formas de se viver em harmonia, em sociedade, em abundância, com tolerância,  em irmandade.
Crer nestas afirmações, nestes momentos tão confusos, é um ato de fé, pois o que estamos vivendo no abismo são as contrapartes do que a Luz exprime. Portanto, estamos vivendo o “inferno” na Terra face a ausência da Luz.
Batemos uns contra os outros, nos destruímos, temos destruído, deseducamos os novos seres que aqui aportam em suas encarnações, ou seja, a falta de Luz nos limitou a um único plano, a um único mundo, à 3ª dimensão na superfície da Terra.

Isto vai passar, já se encontra em processo da passagem. Estamos morrendo para o que não serve mais, para o que já cumpriu sua missão, pois nos aprisionamos num único estágio da evolução face ao livre arbítrio. Nos perdemos de tal modo que sem “interferências divinas” não temos como sair.

Responder ao chamado do Alto é uma forma de se manifestar contra aquilo que não mais nos agrada, que não serve mais, que nos cansou, que provocou o ranço nas reencarnações. Isto é possível, é factível e devemos fazer nos manifestando silenciosamente contra este continuo processo reencarnatório.
Claro que não será saindo às ruas com palavras de ordem, bandeiras, apitos e outras coisas, mas a insatisfação que vem ocorrendo em muitos é uma manifestação divina de contrariedade ao que não lhe serve mais.
A insatisfação nos incomoda, nos machuca, nos desanima, mas nos Planos Elevados, nos identifica como indivíduos que querem algo novo, que estão inconformados, que as atuais experiências cansaram e não nos modifica mais.
No plano físico é um grande incomodo, mas no plano espiritual é um apelo autentico e real.
Com absoluta certeza este apelo será atendido, pois denota que amadurecemos e a insatisfação mostra a maioridade que alcançamos. Ela alerta nossa alma que precisamos de algo novo, de novos motivos para viver, precisamos ascender, dar um novo salto, pois aonde estamos nos incomoda.

Vejam que não é com todos, e há pessoas absolutamente entrosadas, contentes e satisfeitas com a forma atual de se viver. Para estas o estagio atual ainda não se completou, as experiências ainda precisam acontecer e o aprendizado ainda é um fato. Estas precisam continuar mais tempo neste mesmo estágio pois estão em processo evolutivo, neste estágio.
Não estão insatisfeitas, no modelo que estamos falando, mas em momentos ocasionais, pois a luta pelo materialismo ainda é intensa e contínua. Isto será respeitado.

Não devemos nos aborrecer, não devemos temer, não devemos desanimar, não devemos nos sentir oprimidos e pressionados, pois a sensação de perda e de termino é normal neste processo. Começamos pela dor e terminaremos na dor. Tem doído para nascer e tem sido doloroso para morrer, portanto, a dor é uma constante nesta etapa da 3ª dimensão.
Tudo está nos conformes, no caminho que estamos percorrendo. As interferências humanas, positivas ou negativas, mensuram a dor maior ou a dor menor, mas a dor é inevitável.
Óbvio que seria melhor se a humanidade caminhasse com algum bom senso, com alguma sintonia entre todos, respeitando algumas regras ou Leis que regem nosso Planeta, mas não tem sido assim, portanto a dor maior está sendo sentida.

Temos de suportar, ser otimistas, ser autênticos exaltando nossas mais elevadas considerações. Isto terminará e seu fim está mais próximo do que imaginamos.
Considere a insatisfação como uma benção, como um sinal dos céus que Ele está ao nosso lado em processo de acolhimento.
Nada irá perdurar para sempre, mesmo que esta seja a sensação.
Creia, estamos sendo acompanhados.
Hilton

terça-feira, 28 de março de 2017

Fazer-se entender depende de ambas as partes.



Pensamento do dia 28 de março de 2017.

Procure não entrar em diálogos excessivos, porque estaria assim perdendo tempo para Deus.
Consagrados e Servidores.

Pois bem, quem está com a razão?
A princípio ninguém, porque a razão não é estanque. A razão existe para um determinado momento num determinado estado de consciência. No momento seguinte a razão será outra.
Com este princípio, os diálogos excessivos são uma perda de tempo.
A fé trabalha com uma lógica ideal, pois nos pede que a princípio aceitemos para que possamos assimilar o novo ensinamento, ou a novidade exposta. Um fenômeno é fenômeno, a princípio, até o momento que passamos a conhecer sua(s) causa(s).
Desta forma, o indivíduo pacifico e cordato, sabe que as discussões nada acrescentam.
Quando temos acesso a uma nova informação, o interessante é absorve-la e estuda-la, mas nem sempre haverá informações complementares à disposição da nossa mente racional. Neste caso, o ideal será partir para  a reflexão, a meditação, onde a exposição das nossas dúvidas atrairá impulsos provenientes da Fonte que nos intuirá a respeito.
Nem sempre será instantâneo, pois na maioria das vezes ainda não estamos suficiente preparados para absorver o que será intuito. Desta forma o trabalho intenso de preparação e elevação, que deve ser continuo e constante preencherá o que temos de aprender para compreender.

Outra forma, talvez a mais comum, para tentarmos compreender a informação recebida, é deixar que sejamos conduzidos. Esta forma é a mais simples e mais fácil pois nos levará para um Instrutor, para um livro, para um filme, para um sonho, enfim para um conjunto de informações suplementares que nos ajudará a compreender a informação principal. Claro que exige desprendimento e muita atenção, pois no mundo espiritual tudo é muito sutil. Obviamente, o orgulho, a prepotência e os preconceitos não podem ser barreiras, pois sem ampla abertura nada acontece. O perigo desta atitude é a preguiça.

O que um crê, não necessariamente todos irão crer. O que um acha maravilhoso, nem todos acharão, o que um sente como sendo algo divino, nem todos sentirão, enquanto uns se sentem apoiados, outros não, enfim vivemos uma confusão de divergências, gostos, conceitos, preconceitos, devido a uma imensa heterogeneidade de níveis de consciência, de vivencias passadas, de origens, de graus de inteligência, de desprendimentos espirituais, de reconhecimentos internos, etc.
Como exemplo, podemos citar o WhatsApp: dá para perceber com clareza o grau de adversidade das pessoas com relação ao recados enviados.

O indivíduo desprendido precisa se adaptar a estas divergências e ajustar-se ao meio que se encontra. Sabendo posicionar-se poderá atrair impulsos positivos que todos se beneficiarão.
Lidar com as injustiças é uma forma de Serviço também, pois no mundo cármico a complacência e a misericórdia não são bem vistos e não são empregados, com raras exceções.

Quanto mais nos coligarmos com Deus, através dos nossos “contatos”, quanto mais nos desprendermos das coisas materiais, quanto mais nos dedicarmos ao saber, mais nos alinharemos com as Tarefas tão necessárias neste mundo tão carente.

A Lei da Economia é empregada em todo o Universo e segue conceitos rigorosos da sua atuação. Fora dos mundos de expiação esta Lei funciona de forma rigorosa e é sabiamente empregada. Ainda estamos longe de conhece-La, mas chegaremos lá.
Diálogos excessivos ferem a Lei da Economia e quando contrariamos uma Lei, entramos em conflito e as dificuldades começam a aumentar. É preciso prudência e discernimento em todos os diálogos, pois fazer-se entender depende de ambas as partes. Muitas vezes o silencio pode ser sábio.

Enfim adotar uma certa disciplina e aprender a dosa-la em face das necessidades é uma boa recomendação que devemos seguir.
Hilton