A necessidade da alma ou a do espírito têm de prevalecer sobre os
pequenos caprichos da personalidade.
Figueira.
Pois bem, nos tornamos caprichosos quanto aos anseios da personalidade.
Como a personalidade se restringe às necessidades e desejos da mente para o
plano material, basicamente nosso empenho se dá para as conquistas materiais.
Em geral o ser humano tem vivido na busca do conforto, do luxo, da
abundancia das coisas materiais. Isto tem tomado quase tudo seu tempo, em
detrimento da busca do que não é perecível, não morre e não termina.
É uma troca altamente desvantajosa e por assim dizer, bem
rudimentar. Esta troca tem feito com que repitamos as mesmas coisas em todas as
vidas.
Em cada nascimento repete-se as mesmas diretrizes da vida
anterior, os mesmos conceitos, os mesmos aprendizados, tornando uma sucessão de
vidas enfadonha e cansativa. Não era para ser assim; perdemos nos ciclos
passados a oportunidade de darmos alguns saltos no modelo de desenvolvimento
atual, fazendo com que, a cada nova reencarnação tenho de começar do zero. Poderia
ser possível, se tivéssemos em outro estágio no plano da consciência, abreviar etapas vividas anteriormente, onde o
sucesso nas experiencias passadas tenha sido positivo e completo.
Poderíamos ter uma infância mais produtiva, mais focada na
criatividade e não na repetição como hoje acontece.
Hoje temos uma infância marcada por uma perda de tempo enorme num
processo de aprendizado incoerente, ultrapassado e enfadonho. Começaremos a
despertar alguma coisa para o lado espiritual, se estimulado pelos pais e
familiares, em idades próximas da fase adulta, com muita “sorte”, normalmente
marcada por comportamentos controversos que fogem da rotina dos demais
adolescentes. Os pais, na tentativa de “consertarem” o que julgam estar errado,
acabam por levar estes adolescentes ao encontro de pessoas com certa
sensibilidade que acabam por descobrir qualidades que precisam despertar.
A outra possibilidade, bem pior, é colocar estes jovens para
tratamento psiquiátrico, entupindo-os de remédios que os tornaram apáticos e
omissos às manifestações da alma.
Na fase adulta, a liberdade se torna maior, mas o esforço também para
encontrar o caminho a tanto desejado, que estimulará o desenvolvimento
espiritual, dando ao jovem adulto a oportunidade tão aguardada. Neste caminho
sua consciência irá despertar e o libertará da vala comum para outra vida
enfadonha e com as mesmices das anteriores.
Felizmente temos pais compreensivos que percebem que a
infelicidade de um jovem não está restrita a desejos meramente materiais, mas em
encontrar o grande caminho da libertação interior de onde poderão realizar,
muito bem acompanhados, Tarefas espirituais que comprometeram-se a fazer ao
reencarnarem.
Estas Tarefas trarão a paz interior, o aquietamento, tornando-o
normal aos olhos do Plano Maior. Continuará sua luta pela vida e sobrevivência,
pelas conquistas no plano da matéria, mas de outra forma, com menos pressão e
com mais inteligência. Sentirá a “força” que o acompanha, diminuirá seus medos
e suas preocupações serão menos intensas, pois o crescimento interior segue o
plano traçado pela alma deste jovem.
Terá de conviver com seus carmas, como todos, pois isto é inexorável,
mas compreenderá mais rapidamente que os impasses cármicos existem para que
aperfeiçoe seu próprio crescimento e sua libertação.
Desta forma, é importante compreender o pensamento proposto como
tema, para que de tempos em tempos reavaliemos as situações que nos encontramos
e possamos corrigir o rumo e a direção que caminhamos.
A vida é bela, a vida tem um significado maravilhoso, é recheada
de oportunidades, mas cabe a cada um enxerga-la desta forma.
Sempre, tudo que está ruim poderá piorar, assim como, tudo que está ótimo poderá ser
ainda melhor. Depende de como nos posicionamos perante o destino traçado.
A vida é bela.
Obs.: Cabe a recomendação de um filme italiano, que ilustra,
em parte, o conceito aqui exposto: A Vida É Bela – Wikipédia, pt.wikipedia.org › wiki ›
A_Vida_É_Bela
A
Vida É Bela (em italiano: La vita è bella - [la ˈviːta ɛ
ˈbɛlla]) é um filme italiano de 1997 do gênero comédia dramática.
Roteiro: Roberto Benigni;
Vincenzo Cerami
Produção: Gianluigi Braschi; Elda Ferri









