Pensamento do dia, quarta-feira, 17 de dezembro de
2014
"A santidade é fase a ser vivida por todas as
almas, quando vão se libertando dos apegos."
Trigueirinho.
Pois bem, vejam como o desapego pode nos dar um impulso
gigantesco em nosso processo de ascensão.
Exemplos como São Francisco de Assis e tantos outros
homens e mulheres santas, partiram do princípio básico do ato de se desapegar.
Não temos nenhuma pretensão de nos tornarmos santos ou
santas, na fase atual da vida, mesmo que isto seja absolutamente factível, mas
se trabalharmos o desapego em coisas menores, mais modestas e menos
contundentes, daremos passos incríveis em nosso processo de libertação.
Sim, somos prisioneiros acorrentados dos inúmeros apegos
que fomos admitindo em nossa vida e hoje, ilusoriamente, parece que dependemos
deles para nos mantermos vivos.
Nos tornamos escravos de certos aparelhos, de certas
merrequinhas, de certos conceitos, de certos dogmas religiosos inclusive, que
se a nossa forma de viver não estiver rodeada por isto, não sobreviveremos.
Neste final de ciclo, haverá inúmeros processos de
libertação.
Haverá aqueles processos que envolvem os planos
materiais, os planos espirituais, os planos emocionais, os planos mentais,
chegando-se ao nível da alma, em casos mais contundentes.
Os movimentos serão muito fortes e absolutamente
necessários, pois de livre e espontânea vontade o homem atual não consegue mais
se livrar do inútil e do desnecessário.
Nos planos emocionais será onde o homem se verá mais
desprovido, pois emocionalmente estamos muito carentes e ilusoriamente
isolados. De fato, não estamos isolados, mas nos isolamos do resto do universo,
face a predominância da ignorância reinante em assuntos desta natureza para a
maioria.
No plano mental, o remorso será o principal argumento de
dor que iremos passar, face a perda das oportunidades que deixamos
"escorrer entre os dedos" sem nenhuma reação a respeito.
No plano espiritual virá a confusão pois ficamos tão
descrentes e sem fé que nos sentiremos desassistidos e sozinhos, pelo simples
fato de não permitirmos que as ajudas se manifestem.
No nível da alma, alguns serão envolvidos ou enviados
para zonas onde explosões muito fortes irão extinguir suas almas para
renascerem nos níveis bem primordiais da vida individualizada. Não será um
retrocesso, mas um renascimento para recomeçar uma vez que a continuidade é
simplesmente impossível.
Desta forma, o cerne da questão é o apego.
O apego em quaisquer circunstâncias é retardatário na
melhor das hipóteses e exclui na pior hipótese.
Não podemos nos apegar a nada.
Não podemos nos apegar ao conhecimento adquirido, a uma
informação devidamente assimilada, a processos de libertação concluído, a um
nível de consciência alcançado, a estágios de fé, enfim viver deve ser um
eterno desapegar.
Esta é a única forma de crescermos, pois do contrário,
estacionamos.
Podemos ficar estacionados por um certo período, quem
sabe vidas, milênios, mas na eternidade que pertencemos, em algum momento você
terá de se mover e de ascender.
Voltando para a escala atual dos nossos vínculos e
compromissos, quando mais você se desapegar do que é, do que tem, do que foi e
do que pode, mais irá se libertar para aguardar o novo, a novidade, o futuro, o
vir a ser.
Temos de pensar e agir desta forma.
Temos de nos libertar do que somos e do que temos,
obviamente, isto não deve nos levar a recusar o que temos ou o que somos, mas
devemos estar dispostos a liberar tudo aquilo que pode nos prender
a estágios que já vivemos e que já aprendemos.
Desapegar é viver livre.
Temos sido donos de pessoas, de crianças, de nossos
filhos, das pessoas que amamos. Isto é puro apego.
Talvez este tipo de apego seja o mais cruel, para quem
está preso e para quem prende.
Revejam vossos apegos. Libertem, se libertem e sejam
livres para seguir o destino e a ascensão da vida eterna.
Hilton
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