quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Escutamos nossa Mãe?

PENSAMENTO DO DIA

Lavai vossos corpos com as puras águas que a Mãe vos oferece.
Trigueirinho.

Pois bem, a princípio podemos entender que estamos distantes desta colocação.
Muito sutil, muito subjetiva, mas pensando com mais calma e fazendo algumas reflexões, podemos compreender o recado que foi dado e sua razoável praticidade.

Podemos entender que a Mãe nos quer muito próximo de Si, pois como mãe, sempre quer seus filhos ao seu lado.
Estar ao seu lado, supera em muito o caráter de mãe que conhecemos, no sentido da superproteção, do aninhamento (ninho) e de certo egoísmo que uma mãe tem para com seus filhos, quando os classifica de “meus”, pois somos indivíduos que viemos ao mundo para evoluímos e ela como mãe deve nos ajudar e não nos tornar sua “propriedade”.
Teremos com Ela, o grau de liberdade que cada indivíduo tem necessidade de ter, sem no entanto perder sua proteção.

Hoje vemos mães cuidando dos seus filhos como proprietárias, sob domínio intenso, manifestando nestes, frustrações, carências, manias e tantas outras coisas que acabam por desviar o caráter e a personalidade que a criança deveria adquirir de forma livre e arbitraria, condicionada somente ao seu verdadeiro destino, deixando de influencia-la, em certos momentos, da insanidade e do intenso egoísmo que algumas tem manifestado.
É exatamente isto que a Mãe, aqui referida, não irá fazer, mas fará exatamente o que toda mãe deveria fazer, orientar, aconselhar e se necessário, impor regras de conduta alinhadas com o equilíbrio universal.

Lavar os corpos nas aguas puras é uma purificação dos inúmeros desvios, erros, julgamentos e uma infinidade de faltas que temos cometido no egoísmo.
Quando prestarmos atenção a Ela, estaremos prestando atenção a quem “verdadeiramente” nos ama.
Esta palavra “verdadeiramente” foi colocada, no sentido de confirmar a forma correta e ideal do amor que temos de receber.
Um amor puro, livre, altruísta, isento de contrapartidas, de negociações e principalmente evolutivo, ou seja, um amor que nos arremessa, que nos remete para o Alto, para a convivência universal, para a sabedoria, para o aprofundamento do conhecimento, onde com certeza iremos nos alinhar com os anseios da nossa alma e da nossa mônada, corpos (alma e mônada) com a maior lucidez que poderemos ter nesta fase do universo material.

A maioria não presta atenção a Ela.
A maioria subjuga Sua capacidade de amar, de acolher, de orientar, de aconselhar, de intuir, pois Dela não há cobranças.
Ficamos tão comprometidos em sermos cobrados, que quando isto não acontece parece que não funciona.
Estamos por demais desacostumados a viver livres.
O mundo material, cobra, pune (injustamente muitas vezes), exige sacrifícios (alguns da própria vida), domina, realiza o que quer, conduz a seu bel prazer, elimina quando incomodado, enfim pratica estes atos de tal forma que fomos iludidos que é só assim que funciona.

Precisamos voltar às origens, reconquistar a liberdade, o ir e vir na vida de forma simples, pura, honesta e sincera.

Vamos prestar atenção a Ela, conversar com Ela, escuta-La, seguir Suas diretrizes, Seus conselhos, pois assim estaremos na convivência correta com a Mãe Verdadeira, a Mãe de todos.

No começo termos de limpar os ouvidos (se envolver mais intensamente na fé), mas em seguida os recados serão claros e totalmente oportunos, onde neste alinhamento, deixaremos de nos meter em tantas encrencas que temos nos metido, pois seremos corretamente aconselhados por Ela.

Hilton



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