quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Instintos, para que os quero?

Pensamento do dia, terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

"O caminho da consciência é o caminho da fé e da entrega, o caminho do serviço desinteressado."
Trigueirinho

Pois bem, o caminho da consciência é bem diferente do caminho do raciocínio e da intelectualidade.
A consciência expressa o nosso lado mais elevado, o nosso lado melhor, nossa espiritualidade, nossa neutralidade em relação às ações que devemos deflagrar.
A consciência é contata, intuída, dirigida quando necessário, neutra e pode abarcar informações que alcançam a sabedoria universal.
De certa forma, podemos dividir nosso estado mental em 3 tópicos:
·         O instinto;
·         A consciência;
·         A super consciência.

Os instintos são os primórdios da consciência e aconteciam em nós quando pertencíamos ao reino animal. O instinto nos preservou e nos condicionou para proliferarmos a espécie.
A consciência deveria ser utilizada, quando em sua plenitude, sem os instintos. É o momento presente, a situação atual, a forma e as condições que deveríamos agir perante as várias situações da vida.
A superconsciência é a parte mais elevada que podemos manifestar, o vir a ser e nela podemos ter acesso à sabedoria universal.

Hoje somos instintivos conscientes, ou seja, nem uma coisa e nem outra, perdemos a identificação. Somos instintivos pois ainda lutamos para sobreviver e conscientes pois temos uma alma individualizada.
Misturamos instintos guerreiros, lutadores, predadores com consciência que de certa forma tenta nos colocar no mundo espiritual. Nesta miscelânea perdemos a real identificação e hora agimos como animais predadores, ora como seres humanos que deveríamos ser.
Uma das condições que manteve esta estrutura dentro de nós é o atual DNA que englobou a hereditariedade.
Nosso DNA ainda contém muitas estruturas instintivas do reino jurássico, por isso que agimos dentro das condicionantes jurássicas numa época que não tem nada mais a ver. Precisamos matar (em sua várias formas, não necessariamente na exclusão da vida), precisamos destruir, precisamos invadir, precisamos ter, ser e poder e fomos tão rigorosos com estas tendências que estas são as predominantes na maioria dos seres humanos. O sexo como o praticamos e como o fantasiamos, foi outra condicionante que nos levou a esta perda de controle do processo evolutivo que deveríamos ter percorrido.

Portanto, temos uma consciência deturpada e influenciada por instintos animalescos da fase jurássica da vida terrena. Vejam como estamos atrasados e defasados na fase atual da vida, pois ainda nos reportamos em nossa conduta, há coisas de milênios atrás.

A superconsciência tem sido reservada a uns poucos que se destacam por ações corretas, humanitárias, evolutivas, espirituais e que de tempos em tempos apareceram aqui na Terra, para tentar tirar o homem comum da imensa escuridão em que vive.
Na superconsciência o homem conduz, não só a si próprio como a todos os reinos da natureza. Não dependerá de fatores externos mas somente dos internos para sobreviver.
Como um dos exemplos podemos citar a figura do homem Jesus, cujas ações se davam em decorrência do seu acesso à sua superconsciência. Muitos outros seres em várias religiões e em vários momentos da Terra puderam deixar sua contribuição, através da sua conduta na superconsciência.

Pois bem, quando nos apoiamos na fé, em primeiro lugar, no Trabalho, na contribuição, no auto esquecimento, podemos dizer que nossa consciência apoia-se na nossa superconsciência e nesta etapa os instintos ali se mantem sem manifestações, mas simplesmente cuidando das funções primordiais da vida naquele corpo (mantem o coração batendo, os pulmões inflando, os rins filtrando, etc.), pois somente estas são as suas funções. E a mente apoia-se na consciência que detém insights da superconsciência. Desta forma, temos o mundo espiritual manifestando-se no mundo material.

Isto é possível, factível, todos podem alcançar, mas primeiro precisam abortar da vida instintiva e grosseira que vivem, onde a ganancia e o egoísmo tem sido preponderantes.

Enfim, como sempre, todos os recados que nos são colocados, assim o são, pois já alcançamos a possibilidade de realiza-los, de efetivá-los em nossa vida cotidiana, mas para isso precisaremos abrir mão dos instintos e da postura que estes nos levam a ter.


Hilton

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