Pensamento
do dia 08 de julho de 2015.
Quando
fordes tomados pela desilusão, agradecei e entregai-vos ao Supremo.
Trigueirinho.
Pois
bem, a desilusão é dolorida, não é.
Ontem,
providencialmente, falamos muito sobre isto na reunião. Poucos tiveram a
oportunidade de ouvir as informações que nos foram fornecidas.
Esta
afirmação de que a desilusão é dolorosa, procede pelo fato de que vivemos numa
grande ilusão.
Esta
ilusão nos reporta ao mundo material, a uma vida finita, ao conceito de fim, à
morte, a uma paixão que não virou amor e assim por diante.
Especialmente
no Brasil, os momentos atuais da nossa economia, tem retratado “às duras penas”
a ilusão que fomos condicionados a viver nos últimos anos, do chamado “milagre”
econômico social.
Não me
reporto a política ou políticos, mas a situação atual, que vem se repetindo no
mundo inteiro em todas as épocas.
A ilusão
acontece porque permitimos que ela aconteça.
Não é
preciso ser agressivo, violento ou coisas do gênero para não sermos iludidos.
Isto se combate, pacificamente, com inteligência, conhecimento e sabedoria.
Por isso
que os momentos atuais do planeta, onde nada está bem, espelha o que temos sido
por “dentro e por fora”, ou em outras palavras, por termos trocado a
oportunidade pela preguiça.
É fácil
deixar-se ser conduzido, é fácil deixar-se ser iludido, mas é difícil lutarmos
para obter conhecimento, sabedoria, informação, enfim saímos do lugar comum.
A
maioria gosta de ser oportunista, aproveitar as “coisas feitas”, ou o famoso
“copiar e colar”.
Não se
iludir é usar a criatividade, a busca, a inteligência, o pensar e refletir, a
procura continua e constante da própria existência. É uma superação dos medos e
dos preconceitos.
Obviamente
é para todos mas não é para aquele que se “aninham” na preguiça ou em cima da
“coisa feita”.
A “coisa
feita” é ilusória, extremamente mentirosa, mas nos dá um certo conforto
momentâneo, pois logo transforma-se em sufoco.
O medo
tem sido arduamente trabalhado em nosso coração. Somos tão medrosos, que temos
medo do escuro, da morte, do silencio, do equilíbrio, da ausência de
movimentos, do pensar corretamente e principalmente de DESCOBRIR.
Quando
descubro algo fica inseguro, temeroso, ou muitas vezes apavorado, pois aprendi
que alguém irá lidar com isto, menos eu.
Nesta
vida ilusória que temos vivido, tudo tem sido providenciado no plano material,
por estruturas que me dominam. Mesmo que não me dê nenhuma satisfação interna e
externa, aceito, acato, mas mantenho meu “conforto”, pois acostumei-me com
estas forças negativas que irão me dar o mínimo necessário para que continue me
iludindo.
Culpo o
estado, a sociedade, a infraestrutura, a religião, o governo, pois sempre me
deixei levar pelos critérios do estado, da sociedade, da religião, do governo
pois é mais fácil alguém pensar por mim e fazer por mim.
Nunca
posso, estou sempre ocupado, tenho milhões de compromissos, enfim justifico
sempre, a minha manutenção na insatisfação e na ilusão.
Nesta
situação é difícil sair.
Somente
um grande trauma, um romper das estruturas de apoios, a falta do essencial que
poderá me fazer sair desta situação. Por isto que as crises são cíclicas, vão e
vem, pois o Plano Maior percebe esta necessidade de rompermos com o comodismo.
A crise
ocorre em grande escala, num governo, num país, como em pequena escala, numa
empresa, numa comunidade, na família, ou isoladamente em alguém que a alma
julgou ser oportuna, dando a chance para que o despertar acontecesse.
Teremos
nos próximos momentos (sem relação com tempo do relógio), o rompimento total de
todas as estruturas de apoios. Acordaremos sem que nada, absolutamente nada
funcione. Isto será o derradeiro, a última oportunidade para que alguns se
convençam da ilusão em que vivem e se voltem para seus assuntos internos e
permita que a sabedoria os acesse.
Portanto,
divinamente, a última oportunidade será dada, na esperança de que continuemos
no processo evolutivo que inexoravelmente, temos de estar.
Para os
que tiverem tempo, reflitam sobre isto.
Hilton
Nenhum comentário:
Postar um comentário