Pensamento
do dia, domingo, 5 de julho de 2015
"Mesmo
as melhores pessoas tendem a ignorar a sublimidade da vida e a prender-se à
mesquinhez."
Trigueirinho.
Pois
bem, é difícil tirarmos o foco das coisas materiais.
O
dia a dia nos envolve de tal forma, que parece que se não dedicarmos, não 100%,
mas 120% do nosso tempo e da nossa atenção, não sobreviveremos.
Pura
ilusão.
Esta
é mais uma ilusão que temos caído desde que surgimos aqui na Terra, há alguns
milhões de anos atrás.
Esta
ilusão, assim como muitas outras, tem sido o principal desafio para atingirmos
nossa cota de evolução no mundo das formas.
Então
porque não superamos esta ilusão?
Pelos
medos, medo de perder as posses, medo de perder a vida, medo de não se dar bem,
medo da dor, enfim uma imensa gama de medos nos mantem acorrentados a esta
ilusão.
Nos
esquecemos que a fé, no fundo é um “ato de superação”.
Quando
você supera seus medos, nada o retém ou tem possibilidade de o reter, pois
somos, por natureza divina e consequentemente material, soberano do nosso
destino e da nossa evolução.
As
forças involutivas, sabendo disto, usam o único artifício que podem nos
atingir, nossos medos, criando as ilusões.
Portanto,
uma pessoa retrograda, que se distancia dos aspectos que a leva a evoluir
espiritualmente, que não acredita, que não aceita estes critérios de fé, que se
mantem distante destas “esquisitices”, que não consegue superar seus
preconceitos, que é craque em arrumar as desculpas para adiar o inevitável,
nada mais é do que uma pessoa presa aos seus medos.
Claro
que dificilmente ela irá admitir, sempre irá mascarar esta situação e
postergará o que no fundo, bem fundo, ela sabe que é inevitável.
Estas
pessoas tem a seu favor o tempo. Não sei bem se isto pode ser considerado a seu
favor, pois adiar o inevitável não é uma decisão lógica e inteligente, mas a
maioria tem feito isto.
Mas,
cedem às forças involutivas, mantem e aumentam suas restrições, alimentam seus
medos, retraem-se ou escondem-se com manifestações às vezes agressivas. Se
sentem incomodadas e mascaram sentimentos que sabiamente às tem chamado para
a razão da sua existência.
Como
diz o pensamento, tornam-se mesquinhas, aprofundam-se no egoísmo, no ser, no
ter e no poder e vivem desconfortavelmente nas “doces ilusões da
materialidade”.
Mas,
estamos num final de ciclo, num momento de decisão, num momento em que todos
terão de optar em continuar ou retroceder.
Continuar
exige coragem e não medo, exige que você desbrave de peito aberto e coração ao
alto, seu desligamento de tudo aquilo que materialmente o tem prendido ao longo
de milhares de encarnações, portanto, é um momento de decisão que talvez seja o
mais importante desde a sua constituição divina, pois agora como alma
individualizada, você decidirá sobre o continuísmo da vida espiritual e
material sob outras circunstancias, ou retrocederá para certos momentos e
reviverá novamente o que já foi vivido.
Não
despreze este alerta, pois nova oportunidade virá, mas milhões de anos serão
refeitos sob as mesmas circunstancias atuais.
Guardada
as devidas proporções, podemos citar um exemplo, quando um anjo celestial
anuncia a Maria o nascimento do Libertador, Jesus.
Maria
com sua intensa fé, oferece-se ao maior sacrifico que uma mãe pode passar, a
entrega de seu filho às dores do mundo.
De
certa forma, podemos dizer que recebemos a “anunciação” da necessidade da
superação dos medos e da entrega do que somos e do que conquistamos.
Teremos
uma ajudazinha, pois como isto será compulsório, todos se submeterão a
perder tudo o que materialmente foi conquistado, portanto, será a forma como
iremos nos submeter ao que virá e que contará para: ou o continuísmo da
evolução sob outras circunstâncias e Leis; ou a permanência no que conhecemos
sob a regência das mesmas Leis (entre elas, o egoísmo e o livre arbítrio).
Vamos
refletir.
Hilton
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