quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Podemos interferir?

Pensamento do dia 30 de setembro de 2015.

Podemos aprender do silêncio de uma árvore a nos conectar com o nosso próprio silêncio, que é uma força viva e criativa.
Dorothy Maclean.

Pois bem, Dorothy nos auxilia com este pensamento a adotar uma postura mais silenciosa e mais pacifica.
Uma árvore, por ser estática no local que nasceu, permanece ao sabor das intempéries da natureza.
Brota, desenvolve, cresce, expande-se e se mantem impassível.
Torna-se subserviente ao meio em que vive.
Refresca com sua sombra, produz alimentos para várias espécies de outros reinos, acolhe a quem dela se aproxima, serve de apoio e de “casa” para outras espécies e tem como meta sua evolução e sua expansão para o “alto”.
Submete-se ao que Mãe natureza determina, de forma pacifica e acolhedora.
Se tiver de ser reciclada, acolhe os raios que produzira o fogo da renovação.

Deveríamos ser assim quanto ao nosso destino.
Subserviente, colocar-se em Serviço, ter a evolução como meta prioritária e exclusiva e acolher.
Acolher o que nos chega de forma prazerosa ou revolucionaria, radical, modificadora.
Acolher quem nos procura, sem as mentiras, sem a falsidade que normalmente empregamos nas diversas máscaras que colocamos em face de cada situação, visando atender inúmeros interesses mesquinhos.
Somos muito diferentes de uma árvore, é claro, mas deixamos de preservar o lado bom que este ser vegetal, infinitamente inferior às nossas condições, preserva.

Ao nos aproximarmos de uma árvore, nos sentimos bem, pois sentimos seu acolhimento, seu silencio, sua imparcialidade, sua neutralidade  e independente do que somos ou demonstramos ela procura nos servir.
Mesmo que a cortemos, na maioria das vezes desnecessariamente, ou usamos nossa fúria para destruí-la, ela nos acolhe.
Quando a transformamos em um abrigo, em algo útil para nossa sobrevivência e nosso conforto (não o luxo e o inútil), somos agraciados com a beleza das suas formas, da sua força, da sua resistência.

Será que fazemos coisas semelhantes entre nós?
Dificilmente.
Entre nós vigora a interferência, a mentira, o interesse, a rivalidade, onde podemos ceder ou interromper algum tipo de benefício sem contrapartida, ou em face de mudanças de postura que temos com estes corpos mental e emocional em completo desequilibrio.
Adoramos interferir.

Muitas vezes, ao ajudarmos alguém a se levantar, interrompemos um ciclo negativo que a vida de forma inteligente criou para aquele indivíduo aprender a se levantar sozinho. Ao fazermos isto, o ciclo terá de ser recomeçado para o mesmo indivíduo. Com isto nos ligamos carmicamente a ele, também.
Hoje não se estende mais a mão para alguém, isto é passado.
Hoje temos de ajudar na transformação, pois transformado este indivíduo ele se levantará e concluirá as condicionantes cármicas definidas pelo seu destino.

A sociedade, o estado, as pessoas, com a ignorância, sustenta o que não deveria ser sustentado, interrompendo ciclos de ajustes que o destino de cada um traçou.
Esta interferência mesquinha, pois os interesses por trás disto são mesquinhos, tem levado a uma repetição de fatos ruins ao longo dos tempos, das vidas, dos ciclos,  consolidando uma queda acentuada da qualidade de vida da humanidade como um todo.
Interferimos demais!

Isto se espalhou como um vírus incontrolável e hoje participamos da convivência com indivíduos repetindo ciclos negativos que não conseguem ser superados, por esta forma errada de se ajudar.
Criou-se um envolvimento global com uma tendência exponencial de crescimento, modificando as estruturas das vidas constituídas no plano astral, alterando o que foi planejado por Deus.
Julgamos e analisamos alguém ou uma situação, somente no momento presente, pois não temos capacidade de avaliar o que está em jogo, das vidas passadas, mas mesmo assim nos colocamos como senhores da sabedoria e com isto, erramos sempre.

As Leis são imparciais, rigorosas e agem de acordo com nosso livre arbítrio, portanto, desconhece-las ou não exerce-las, sem dúvida nos submeterá à contrapartida.
Poucos creem nisto, poucos seguem as regras do coração, mas adoram seguir as regras da razão, da personalidade, da imposição e com isto nossa vida na superfície terrestre entrou definitivamente na era do caos.

Ser imparcial, ter atitudes desinteressadas de qualquer contrapartida, amar altruisticamente, ajudar na transformação e não na manutenção da pobreza espiritual de alguém, deixar alguns ciclos se concluírem, ser acolhedor, saber olhar com os olhos do coração, intuir antes de se movimentar, refletir antes de se movimentar, coligar-se antes de se movimentar, orar antes de se movimentar, poderá nos tornar pessoas melhores e com ações mais alinhadas com nosso destino, com o destino da humanidade.

Vamos seguir o exemplo das árvores, com sua imparcialidade, mas servindo aquilo que estiver ao nosso alcance, com inteligência e sem contrapartidas.
Lembrando das instruções de ontem, somos um cilindro com capacidade limitada de tolerar as energias poderosas que hoje dirigem–se para a Terra, no seu momento de transformação. Ou usamos elas para fazer algo útil, ou cada vez mais nos sentiremos inúteis, frustrados e cansados.

Vamos refletir, com tempo (obvio, para quem tem tempo) e pausadamente com  tantas informações chegando diariamente ao nosso alcance.


Gratidão.

Hilton

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