Pensamento
do dia, terça-feira, 31 de maio de 2016
"Concentre-se
no coração. Entre nele, penetre-o, aprofunde-se tanto quanto possível."
A
Mãe.
Comunicado:
Amigos,
hoje não teremos nossa reunião tradicional das terças, pois conforme
orientação, precisamos absorver com certa morosidade as energias das quais
fomos submetidos em Serras de Ibitipoca. Ainda somos meio lerdinhos.
Peço
que reflitam sobre todo os Trabalhos realizados e as comunicações ocorridas,
pois absorve-las ao máximo nos tornará mais habilitados a prestarmos os
Serviços que serão necessários.
Quero
agradecer a todos pelo bom humor, pela alegria, pelas provas (duríssimas) para
os mais “sênior”, pois demandou atividades físicas que desenferrujaram as
“porcas e parafusos” do corpo inteiro.
Como
sempre, tiramos de letra as dificuldades, certos desconfortos, a longa viagem e
soubemos administrar o que nos foi indicado.
O
regime alimentar foi essencial, pois de certa forma depurou certos venenos que
ingerimos diariamente.
Viver
em comunidade exige o máximo da tolerância e durante estes quatro dias, assim
fizemos, pois será de forma comunitária que iremos passar os grandes desafios
que estão por vir.
Quero
destacar que certas fotos que nossos fotógrafos tiraram podem ser inspiradoras
para certos momentos. Devemos disponibilizá-las a todos que foram e que não
foram.
Ibitipoca:
Alguns estudiosos da língua tupi descrevem a
tradução do nome Ibitipoca como “casa de pedra”, pela existência das grutas que
serviam de moradia aos índios. Outros estudos indicam a versão da “serra que
estala” (ibiti= serra + poca = estala), referência aos trovões que são comuns
na serra.
Identificamos
na região uma Cidade Intraterrena, da qual fomos convidados, de forma
inconsciente, a ter acesso a certos locais que foram preparados para nos
receber com nossos quadros emocionais confusos. Foi uma dinâmica incrível de
contatos e alinhamentos dos nossos corpos físico, emocional, mental e astral.
Pensamento:
Pois
bem, como temos comentado, o coração será a Voz que precisamos aprender a
escutar.
Até
agora, temos escutado a voz da razão, da coerência intelectual baseada em
referencias que não servem mais para os tempos atuais.
É
fácil de perceber como as coisas estão de “ponta cabeça” e esta coerência
racional que vínhamos utilizando, encontra-se desencontrada e desatualizada,
não servindo mais de parâmetro para nossas decisões.
Este
processo de desalinhamento do que conhecemos está se acentuando e
acelerando, pois parâmetros, paradigmas e conceitos, dados como líquidos e
certos, estão ruindo e em breve, não serviram para mais nada.
Nossas
escalas de medidas, sejam quais forem, serão ultrapassadas pois o que iremos
enfrentar nenhum de nós jamais enfrentou, portanto, racionalmente não poderemos
medir.
Sem
parâmetros, sem referências, sem escalas, não poderemos decidir de forma
racional.
Se
formos decidir de forma emocional, a irracionalidade será extrema e mortal,
portanto, será intuitivamente, pela voz do coração que teremos de seguir as
indicações do que fazer, para aonde ir, em não manifestar-se ou aquietar-se,
somente.
A
voz do coração, se tivesse sido usado desde os primórdios da raça humana na
Terra, tal qual fomos constituídos, hoje seríamos outra civilização com um
processo de transição completamente diferente do que está em curso.
Podemos
dizer que todos aqueles que ao fazerem uso da fé e da coligação com o Plano
Divino, tem sido intuídos na voz do coração. Apesar de tentarem racionalizar,
pois é o que a maioria faz, ainda assim sobra critérios de bom senso elevado
que os tem levado a decisões importantes para serem conduzidos e ao mesmo
tempo conduzir.
Não
basta somente boa vontade, mas é preciso discernimento, equilíbrio, estudos,
buscas continuas pelo aprimoramento, auto confiança, muita humildade e
compaixão, para usar da melhor forma possível a voz do coração.
Uma
das primeiras posturas a se ter para isto é o auto esquecimento.
Sem
este critério de auto esquecimento, acionamos nosso mecanismo do egoísmo e ele
irá preponderar sobre todos os outros. Aprender a não pensar em si próprio é um
exercício importantíssimo que traz neutralidade, entrega e nos prepara para
seguirmos o que será recomendado pela voz do coração.
Outro
aspecto fundamental é quando aderirmos a um Trabalho, a um Serviço, a uma
Vigília, a uma Doação, o façamos sem pensar um minuto sequer em si próprio,
pois desta forma estaremos sendo isentos e intuídos a produzir o que for
necessário para todos, naquele momento.
Quando
penso em mim, levo em conta somente minhas referências, minhas vontades e
minhas necessidades, excluindo assim as necessidades de muitos.
Precisamos
aprender a ser conduzidos e não mais a conduzir, mas devemos ser conduzidos
pela voz do coração e para isto temos de escutá-la.
Todos,
sem exceção, a escutam, mas a maioria não se dá conta, racionaliza, quer
analisa-la, a limita com inúmeros parâmetros burros, inclui suas vontades e
interesses, enfim a deturpa de tal forma que ela perde a sua real intenção,
tornando-se mais uma elucubração da mente humana, radicalmente afetada pelo
egoísmo.
Os
esforços são grandes e precisam ser praticados para termos o máximo de isenção,
por isso o auto esquecimento precisa ser praticado, pois com isto poderemos
eliminar boa parte dos vícios e da deturpação que fazemos ao “analisarmos” a
voz do coração.
“Entre
nele, penetre-o, aprofunde-se tanto quanto possível” : o conselho é
importantíssimo, pois sem a pratica destas ações, não poderemos distinguir
quando a voz é do coração ou da razão.
Quanto
mais esforços são feitos para esta conquista, mais iremos confiar em nossas
intuições.
Quando
o Grupo resolveu ir até Ibitipoca, assim como fizemos em todas os outros
Trabalhos e Vigílias, nos aventuramos em seguir a voz do coração, confiando que
estávamos fazendo a coisa certa, seguindo as indicações e cientes de que
estávamos ali realizando um ideal elevado, independente das circunstancias que
seríamos submetidos.
Vamos
refletir e se convictos, mudar certas posturas, inclusive reaprendendo a
discernir melhor sobre nossa prioridades.
Hilton
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