segunda-feira, 20 de junho de 2016

Não há mais tempo para reflexões.

Pensamento do dia, sexta-feira, 17 de junho de 2016
"No início do processo de purificação, o homem não percebe que ainda é apegado."
Trigueirinho

 Pensamento do dia, sábado, 18 de junho de 2016
"Apenas interiormente é que se pode distinguir a realidade."
Trigueirinho.

Pensamento do dia, domingo, 19 de junho de 2016
"A aparência externa de um fato ou de um ser é mera roupagem."
Trigueirinho.  

Pois bem, não comentaremos os pensamentos acima, mas colocarei algumas observações que fiz ao longo de uma viagem para Foz do Iguaçu – Iguazu (Grande Rio) que foram bem oportunas e muito convenientes:
Num local onde se encontra três fronteiras – Brasil – Paraguai – Argentina – temos as cataratas que se formam no trajeto do rio Paraná.
O local não foi escolhido à toa. Impulsos vinham acontecendo para que este lugar fizesse parte de certa necessidade.
Quem sabe uma viagem dedicada às compras, às mordomias, aos monumentos humanos, geraria satisfações mais imediatas, além de prazeres mais intensos, onde a necessidade de pensar, buscar, alinhar-se, se basearia nas mordomias, no conforto, na organização, na infraestrutura e nas referências daqueles que buscam só isto na vida.
Iniciamos na expectativa de algo diferente, pois o turismo em si, felizmente já superei. Claro que busco apreciar as maravilhas do lugar, mas procuro continuamente me manter focado nos objetivos que venho perseguindo ao longo de muitos anos, tais como o aprendizado, o conhecimento, as oportunidades de interagir nos níveis mais elevados que consigo.
A integração com o local é fundamental, pois cada lugar lhe oferece uma energia diferente, sensações distintas, oportunidades, visões e deslumbres que são únicas para aquele ambiente especifico.
A despreocupação com detalhes como conforto, mordomias, organização, aglomerações, comportamentos, infraestrutura, precisam ser esquecidos, senão você se focará em objetivos que irá distrai-lo e  alimentar suas ilusões, tornando-o crítico para coisas sem o menor sentido neste momento da vida planetária.
Em geral, tudo já está numa profunda reviravolta, pois os colapsos já estão acontecendo.
Desta forma, focado naquilo que o local pode lhe oferecer, em termos de padrões elevados e espirituais, prossegue-se numa busca intensa, mas com calma, com sustentação, observando tudo ao seu redor, sem quaisquer tipos de críticas.
Observa-se os detalhes, os pequenos movimentos, os grandes movimentos, as sensações sobre cada passo em cada lugar que se percorre.
O cansaço, a dor, as dificuldades, que são comuns em locais naturais, precisam ser deixados de lado, senão este poderá ser o único foco que você prestará sua atenção.

A energia das águas, de certa forma, relativamente preservadas, ainda conseguem gerar energias vitais, energia da vida, mesmo que carreguem inúmeros venenos que o homem vem colocando para manter as plantações ativas no seu ambiente de egoísmo e ganancia.
O ambiente te envolve, te acolhe, te molha num banho de gotículas de água que decompõem-se num lindíssimo arco íris, onde você se sente abraçado pela energia da vida – água – e pela energia do amor – sol.

A união da vida vegetal, com a vida animal e a agua (Fonte da Vida), aqui na Terra, forma uma unidade trina, forma a trindade da vida espiritual que reina sem as interferências do livre arbítrio.
Isto nos foi dado de graça, isto por si só manteria nossa integridade, nossa lucidez, quebraria nossas ilusões, nos remeteria para as coisas importantes da vida e do viver, mas não nos sensibilizamos com isto, preferimos explorá-lo comercialmente, destruí-lo em parte, ajeitá-lo segundo nossos critérios gananciosos. Mesmo assim a natureza manteve sua exuberância, nos mostrando que ela por si só, ajusta-se ao “deus homem” em todas as suas necessidades.
A vida animal, com destaque para os pássaros que se aproximam com a inocência que lhes é peculiar, ao voarem distribuem a energia da lucidez, da beleza, nos remetendo para os mundos ocultos que se mesclam com o mundo físico, que se interagíssemos isto seria o suficiente para nos sentirmos feliz.
Fiquei feliz e notei que muitos se tocaram com esta exuberância, pois a força ali existente é tão intensa que nossos principais medos e indiferenças não conseguem suplantar a magnitude das forças e da beleza natural ali predominantes.

Cada lugar tem suas energias e sua energia predominante.
Locais que são mais naturais a energia predominante se aproxima um pouco mais da energia da “vida primordial”. Locais que foram transformados pelo homem, pode ter como energia predominante o egoísmo, o consumo e a transformação para o anti-natural, portanto, nociva a todos nós.
Sim a todos nós, pois esta energia se espalha sobre a Terra, mudando toda sua dinâmica.
Isto colocou nosso planeta em quarentena, pois poderia espalhar-se pelo universo, desvirtuando os objetivos da Criação e do seu Continuísmo.

É interessante como em locais naturais seu cansaço físico é maior, mas seu bem estar é muito melhor, ao passo que em locais transformados, consumistas, seu cansaço físico é menor mas seu mal estar se acentua e as frustrações se intensificam.

Poia bem, uma das lições que recebemos foi com relação à fase atual da vida planetária.
Entendi que hoje nos deparamos, basicamente e de forma bem sucinta, com duas possibilidades, dois caminhos, que chamarei de “caminho curto” e “caminho longo”.
Caminho curto: é o caminho natural, o que te leva a um processo de transformação intenso, pois tem como objetivo a superação do livre arbítrio e o continuísmo da vida num mundo sagrado.
É um caminho estreito, onde a intolerância e a rigidez das regras, das Leis são intensos, determinantes, não permite desvios medos e fracassos.
É o caminho dos autoconvocados, daqueles que se escolheram, que estão determinados a seguir e a acolher o desconhecido, o imponderável, pois o que se sabe, sequer arranha o que será determinante num mundo novo, num solo sagrado.
Um pulo na escuridão total, onde a fé e a confiança no Criador tem de ser absoluta e total.
É um caminho estreito e que continuará se estreitando, na medida que o tempo cíclico planetário se aproxima do seu momento derradeiro.
Não permite incoerências.
Não permite vacilações.
Não permite retrocessos.
Não permite desvios.
Não permite distrações.
Exige muita firmeza de propósitos.
Não tem nenhuma violência. Não nos agride, não nos machuca, pois é percorrido internamente, no nível do coração e não da mente.
A mente teme, o emocional se arrepia, pois tanto um como o outro não tolera o ineditismo, a novidade, o desconhecido. Então será isto que teremos de superar, nossos medos ocultos, nossas ilusões, a irrealidade que conquistamos ao longo de tantas vidas desperdiçadas.
Aquele que tem a ousadia de percorre-lo se acostumará com ele e num determinado momento da jornada se alinhará com ele, confiará nele, se entregará a ele e parecerá que outra opção nunca existiu.
Irá esquecer deste passado ilusório, tenebroso, ardiloso, manhoso e que nos levou a tantas frustrações, medos e agonias.
No entanto, é optativo, precisa ser desejado, precisa ser manifestado em palavras, em atos e pensamentos.
Cada um será seu próprio juiz e cada um se julgará no nível da alma, portanto, na realidade autentica da vida, deverá manifestar o desejo de percorre-lo.

Caminho longo: é o caminho atual, largo, cheios de desvios, curvas, paradas, onde as regras, as Leis, podem ser quebradas (gerando carmas).
Permite retrocessos, vacilações, incoerências, indecisões, distrações.
Neste caminho podemos parar. Podemos apreciar e mudar o que quisermos, mas estas interferências tem um preço alto, pois cada vez que assim o fizermos, nos aprofundamos para os desvios lamacentos e de difícil continuidade e evolução.
Este caminho, ao contrário do caminho curto, não tem hora para acabar.
O caminho curto se encerra no final de um ciclo planetário e o caminho longo o faz mudar de mundo, dando continuidade na etapa que você resolveu “estacionar”.
É o caminho dos indecisos, do medrosos, daqueles que se acovardam perante o ineditismo.
É o caminho dos iludidos em ter mais, poder mais, pois focaram-se nas migalhas da vida material egoísta, quase sempre lutando arduamente para equiparar-se a um conjunto de parâmetros em que o emocional e o racional são preponderantes.
Estes são aqueles de “pé no chão”.
Não querem alçar voo, não querem se incomodar. O que tem tá bom, porque mudar?
No fundo frustram-se continuamente.
Lutam sem saber porque, pois mudam continuamente de posição. Uma ora acham isto, outra ora não acham nada.
São pessimistas e veem o desastre em tudo que lhes é apresentado.
Queixam-se continuamente da vida e iludem-se que podem mudar o que está em andamento, seja na política, nas finanças, na natureza, no clima, na sociedade, nas pessoas.
Competem, porque assim foram instruídos e continuam a ter isto como o dogma das chamadas “oportunidades”
Adoram o network externo, pois aparece, enquanto o network interno, que não aparece, fica relegado a um plano desprezível.
Podemos dizer que são insensíveis ao seus inimigos, mas sensibilizam-se para com os amigos, como se pudéssemos fazer este tipo de separação, considerando parte dos seres humanos como amigos e parte como inimigos.

Estamos diante destes dois caminhos, para que um deles seja escolhido.
A falta de escolha, nos levará, naturalmente, ao caminho longo. Este é um alerta extremamente importante. Não devemos desprezá-lo.

Até agora vínhamos falando na necessidade de refletirmos.
Terminávamos os textos com a frase: para refletirmos.
Isto também terminou.
Não há mais tempo para reflexões, para longos processos decisórios.
O tempo atual é tempo de ação, de movimentos contínuos, de coragens especificas aos temas tratados.
É preciso agora intensa dinâmica, intensas transformações, intensos alinhamentos com o que se aprendeu, com que se conheceu e com aquilo que se considera uma verdade.

Confia!

Pensamento do dia, segunda-feira, 20 de junho de 2016
"Urge desapegar-se de tudo o que é perceptível para cooperar com a purificação. "

Trigueirinho.

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