Pensamento do
dia, segunda-feira, 6 de junho de 2016
"É somente
diante da prova que o ser pode manifestar a sua posição real diante da Vida.
"
Trigueirinho.
Pois
bem, prova, sofrimento, dor, neste caso, são sinônimos de uma mesma ação.
São
as provas que determinam o impulso necessário para evoluirmos.
Sabemos
e Eles sabem que de livre e espontânea vontade o ser humano não se mexe. Raros
são aqueles que tem iniciativa própria para dar os passos necessários, ou
melhor dizendo, assumir espontaneamente as provas, as dores, os sofrimentos.
Se
não vierem compulsoriamente ficaríamos estagnados num mesmo estágio ( nível de consciência),
eternamente.
Desta
forma, o livre arbítrio e o carma são imprescindíveis, pois nos movimentam uma
vez que situações vão acontecendo de acordo com as decisões tomadas pela alma e
configuradas no destino escolhido.
Tudo
que nos acontece, escolhemos.
Esta
frase, a princípio, parece ser incoerente para muitos, mas cabe salientar que
esta escolha leva em consideração a necessidade da dor e do sofrimento nos
aspectos evolutivos, além dos aspectos carmáticos.
As
provas acontecem e por elas temos de decidir.
A
princípio, compulsoriamente e na medida que formos evoluindo estas decisões
passam a ser espontâneas.
Assim
tem sido com os seres humanos inteligentes, pois a inteligência está na escolha
pela evolução e não pelo ostracismo.
A
maioria ainda não compreendeu e limita-se a viver a vida como ela vai se
apresentando no dia a dia, ou seja, ficam ao sabor das decisões compulsórias somente,
perdendo tempos preciosos, num planeta em transformação, que poderia dar uma
super alavancagem neste final do ciclo terreno.
Vamos
aguardar os acontecimentos. Assim tem sido a “espontaneidade” da maioria.
Esta
burra posição, impõe, de cara, inúmeros limites de movimentos e acontecimentos que poderiam ser iluminados, elevados, saudáveis
do ponto de vista anímico (da alma), limitando o indivíduo para aquilo que é
somente compulsório.
Em
determinado momento da sua vida, gaba-se das suas conquistas materiais, da sua
brilhante aposentadoria, dos seus lastros financeiros, ou pelo contrário vira o
muro das lamentações da sua pobreza, dos seus limites, das suas inconsequências,
culpando a vida, as circunstancias e pondo a culpa no azar.
Aliás,
azar, deve ter sido uma palavra criada para substituir nossos fracassos
evolutivos.
Assim
tem caminhado a humanidade, onde de fracasso em fracasso, vai reencarnando na “roda
gigante” das reencarnações, levando vida após vida sem evoluir.
Talvez
cumprir carma seja bom, não sei, mas com certeza é algo absolutamente monótono
e repetitivo.
No
entanto, outros preferem correr os riscos de encarar a dor, o sofrimento, as
provas, para as conquistas evolutivas. Refaz suas prioridades, esquece-se de
si, entrega-se aos Trabalhos, busca continuamente, dá graças pela insatisfação
que vive, exerce a compaixão com o próximo, se preocupa com os reinos.
Este
percebeu que sua vida encarnada tem objetivos claros e seguros, pois percebeu que
cada minuto aqui na Terra é valioso demais para ser perdido ou perturbado pelo egoísmo.
Sabe
que tem de sobreviver, luta por isto, valoriza o que a vida lhe dá, limita-se
nas reclamações pois aprendeu a agradecer e doa-se continuamente no que entender
como necessário.
Não
desperdiça seu tempo, torna-se focado, aprende a orar e mais que isto percebe
sua importância, desapega-se mas não vive mendigando, pois sabe que tem a
necessidade de ter um corpo sadio e uma mente sã.
Enfim
torna-se um pessoa mais descompromissada com a vida material e muito compromissada
com a vida espiritual.
Não
convoca ou doutrina ninguém, mas sabe que seu exemplo pode fazer a diferença e
assim procede.
Luta
por ser uma referência libertadora, mas não se preocupa com a libertação pois
aprendeu que a liberdade vem da alma, do seu ser interior, da sua evolução.
Não
se queixa, pois conhece as dores do mundo, o sofrimento libertador e encara as dificuldades
com sabedoria e inteligência.
Não
estanca nas barreiras, pois entendeu que as mesmas existem para serem ultrapassadas.
Não
se esconde, como a maioria faz, mostrando seus medos e seus tormentos, pois
aprendeu a supera-los na medida das suas conquistas.
Crê
piamente na possibilidade de ser conduzido, pois aprendeu que ainda não sabe
nada, que tem tudo para aprender e com humildade respeita.
Vê
símbolos, vê sinais onde ninguém percebe, pois usa os olhos e os ouvidos do
coração.
Percebe
que é contatado e abre-se continuamente para receber, pois aprendeu que a vida é
pulsante em todos os lugares, em todos os tempos, em todas as dimensões e a diversidade
é infinita.
Seus
maiores desejos afunilam-se no “ato de servir”, pois aprendeu que a sabedoria só
pode ser conquistada desta forma. Quanto mais sábio se torna, mais aprimora seu
ato de servir, pois percebeu que esta forma de amar é legítima.
Assim,
diante da prova assume uma posição real diante da Vida e funde-se aos desígnios
de Deus, pois percebeu que este objetivo é o primordial.
Hilton
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