Pensamento do
dia 01 de novembro de 2016.
A calma é nossa
natureza essencial.
Eckhart Tolle.
Pois
bem, só de ler o pensamento já me acalmo.
Estamos
vivendo num mundo onde a calma se transformou numa perda de tempo, falta de
produtividade, recuo, marasmo, preguiça e uma série de adjetivos que não tem
nada a ver com esta postura essencial para nosso equilíbrio.
É
incrível como nossos contatos com nossos Instrutores, além de Seres que vem com
uma informação especifica, se apresentam com muita calma, serenidade, equilíbrio,
onde de forma bem tranquila nos transmitem notícias sempre positivas, mesmo que,
segundo nossos critérios, julgamos ser negativas.
Revendo
a postura de muitos homens e mulheres que deram imensa contribuição em nossa
evolução, nota-se que todos tinham calma em tudo aquilo que transmitiam. Sempre
fomos tratados com muito carinho, acolhimento, sensibilidade, onde o respeito era
prioritário. Tanto é que a maioria das informações sempre vieram por parábolas,
onde cada um de nós as interpretava segundo o grau evolutivo alcançado.
As
notícias, às vezes bombásticas, eram transmitidas de uma forma que não nos desesperava.
Infelizmente,
o tempo veio passando e não tivemos uma aumento do nosso nível de consciência,
da nossa inteligência, para acompanhar os ensinamentos essenciais que foram transmitidos,
pois a transição cíclica sempre foi e sempre será inevitável.
Até
hoje não aprendemos a ler os livros santos e os interpretamos de forma
totalmente errada, realizando cerimonias que nada tem a ver com o que ali foi ensinado,
ou quanto muito de forma incompleta e distorcida, relegando o imenso potencial
que tais cerimonias podem alavancar para os seres humanos e os demais reinos,
das quais somos os responsáveis diretos.
Esta
distorção vem ocorrendo ao longo as eras, pois sempre fomos escravos das nossa
emoções e das nossas ilusões, habilmente trabalhadas.
A
calma é a identificação do ponto do equilíbrio. Não importa as circunstancias
que nos envolve.
É
errado imaginarmos que para termos calma precisamos estar num ambiente neutro,
tranquilo, ao som de músicas doces e com perfume no ambiente.
A
calma tem de se manifestar sobre quaisquer que sejam as circunstancias.
Num
ambiente conturbado, cheio de brigas, ameaças e situações descontroladas é
aonde a calma terá o seu maior e melhor efeito, pois com este sinal claro de equilíbrio
pensaremos e poderemos ser intuídos para o que for necessário naquelas circunstancias.
A
calma num momento de pressão, de decisão é o que devemos ter, em primeiro
lugar, para em seguida tomarmos as decisões.
Num
momento de intensa pressão, de intensos movimentos, feche os olhos, ajuste a
respiração, aquiete-se, saia do problema, desvie seus pensamentos do que está
enfrentando, para abrir-se e RECEBER.
O
que temos feito é completamente errado, ao nos envolvermos de corpo e alma em
cima de situações de conflitos. Esta tem sido a pior postura que fazemos, pois
com isto mantemos nosso coração acelerado, nossa respiração ofegante, exalamos
odores e AFASTAMOS os Instrutores que estão ali para nos orientar. Intuir
nestas condições é absolutamente impossível.
Vejam
nossa postura com a passagem (morte) de alguém, onde nos debulhamos em lágrimas
e em negação de um ato completamente normal e natural, pois faz parte do continuísmo
da vida.
Ao
recebermos uma notícia ruim, como por exemplo de uma doença grave, ou outras
circunstancias que nos envolve ou envolve alguém que amamos, perdemos a calma e
com isto perdemos o senso da gratidão.
Relegamos
Deus por alguns momentos, por alguns dias ou até pela vida inteira. Estamos com
isto mostrando nossa incapacidade de compreendermos as razões que a vida nos
impõem para aprendermos, ou seja, manifestamos claramente nosso despreparo e
nossa ignorância.
Esta
postura também nos impede de ver todos os aspectos positivos, e sempre são
muitos, que “sobraram”. Isto é consequência da ausência da calma e do equilíbrio,
além da ingratidão por não compreendermos a Vida Inteligente .
Quantas
pessoas que foram privadas de certos movimentos, de certas possibilidades acabaram
descobrindo potencias gigantescos que possivelmente se tivessem nascido e se
mantido perfeitas, não teriam dado a devida atenção a estes potencias que
afloraram através das suas limitações.
Sempre
focamos mais nos “defeitos” do que na perfeição e com isto perdemos a calma, o equilíbrio
e deixamos de perceber aquilo que sutilmente irá se mostrando ao longo do
tempo. Cheguemos ao absurdo de “engessarmos” alguém com muitas emoções
negativas pelo fato de serem classificadas fisicamente imperfeitas, sem sequer
notar o imenso potencial que elas carregam em seu coração e em seu espirito.
Ficamos
afoitos em “consertar” a obra de Deus, quem nem sempre poderá ter “conserto”
pois assim deve ser mantido.
Que
tal neste momento aceitar?
Crianças
autistas, com síndrome de down, ou com certas “deficiências” aparentes, tem mostrado
seu imenso potencial, mas da forma delas, ou seja diferentemente do que estamos
acostumados a assistir e nem por isso serão “inferiores” a nós.
Vejam
como somos iludidos, como somos movimentados
pelas aparências, como não nos aprofundamos nos sinais, como não sabemos entender
certos recados, como queremos ser e fazer o que nossa opinião ou daquela
maioria que nos enche a cabeça de opiniões e palpites que são absolutamente
desconexos de todos estes pontos de vista?.
Temos
sempre, com muita CALMA, refletir, orar, pedir, ter calma, ter calma, ter muita
calma, inspirar, expirar, inspirar, expirar, entregar, agradecer, agradecer,
ter gratidão, agradecer, orar, pois estaremos reconhecendo a onipresença, a onipotência
e a onisciência de Deus que sempre nos acolhe como Pai.
Portanto,
meus amigos, muita calma, mesmo que as circunstancias possam ser
desesperadoras, pois nunca estaremos
sozinhos.
Hilton
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