sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Ainda confundimos...

Pensamento do dia 04 de novembro de 2016.

A sabedoria vem da capacidade de manter a calma e o silêncio interior.
Eckhart Tolle.

Pois bem, estávamos falando ontem, na reunião, sobre a calma x sabedoria, que atrela-se à intuição.

A sabedoria que precisamos usar e usaremos no futuro, será a sabedoria universal. Sem travas, sem limitações, esta se ofertará de acordo com a capacidade de absorção de cada um.
Hoje ao nascermos ficamos inconsciente das vidas passadas, mas no futuro daremos continuidade ao que estávamos aprendendo na última encarnação.
Aí, de fato, iremos absorver o continuísmo da Vida.
No entanto, este continuísmo existe e aplica-se a todos, mas como hoje não temos esta percepção, sentimos que interrupções ocorrem com a passagem (morte).
Este problema ocorre pelo fato de que ainda vivemos nos séculos passados, com os mesmos conceitos, as mesmas percepções, a mesma forma de ensinarmos, de aprendermos, de nos manifestarmos.
Fomos habilmente conduzidos de uma forma que nossa inteligência, nossa sensibilidade, nossas percepções e toda a estrutura de apoios que utilizamos, ficassem completamente paralisados a um determinado nível, absolutamente aquém da época planetária que estamos vivendo.
Ficamos passados e ultrapassados e ainda muitos sentem orgulho disto, das suas qualificações, do seu nível intelectual, da sua cultura, dos seus títulos, da sua posição na sociedade, mesmo que tudo isto não passe de uma grande e nefasta ilusão.

Mas, somos culpados desta situação, pois focamos nossas atividades somente em nossa contraparte material. Ao abandonarmos nossa contraparte espiritual, manter nossas ilusões ficou fácil demais.
Hoje basta uma opinião de alguém com certa influência que todos saem atrás, mesmo sem saber para aonde vão. Isto tem sido muito usado pelo nossos sistemas político, militar, comercial, onde toda demanda é veiculada por uma mídia fortíssima que soube identificar nossa frágil estrutura mental e pensante.
Guerras foram travadas em cima de mentiras que muitos, simplesmente, acreditaram, mesmo sabendo que matar é algo inconcebível nas Leis Divinas.
Claro, ao abandonarmos nossa contraparte espiritual, parece que tudo pode e os fins justificam os meios.

Hoje, somos reféns desta ignorância, onde a média da inteligência da população se remete aos níveis iniciais da nossa constituição.
É duro e triste falar assim, mas se examinarmos nossa vida, se fizermos um balanço das nossas atividades, as evolutivas, que é o que interessa, vamos perceber que foram extremamente pobres e omissas.
Ainda confundimos:
·         fé com a reza;
·         fé com religião;
·         fé com postura;
·         fé com barganha;
·         fé com partidos;
·         amor com sexo;
·         gostar com sabor;
·         idolatrar com objetos;
·         educação com postura;
·         equilíbrio com aparências;
·         auto preservação com medos;
·         conquistas só as palpáveis;
·         liderança com poder;
·         guerra com necessidade;
·         respeito com educação;
·         educação com cultura;
·         cultura com conhecimento;
·         entre tantas outras formas erradas de vermos a vida em nosso mundo ilusório, da fantasia, da mentira.

E assim temos continuado a formar as futuras gerações, onde a consistência espiritual foi barganhada pela poeira suja da matéria.

Estamos na eminencia das grandes mudanças, mudanças que jamais ocorreram no nosso planeta, mas mesmo assim nos encontramos tão distraídos e ocupados com a poeira material, que não percebemos o redemoinho que entramos.

A calma e a serenidade deveria ser o foco das nossas atenções. Deveria ser a meta de cada um, pois neste momento temos de ter acesso a esta sabedoria que provem das Hierarquias, dos Planos Divinos, dos nossos “apoios invisíveis”, para que certo equilíbrio possa ser restabelecido em cada um.

Todos os apoios, no plano material estão indo “por agua abaixo”. Acho que é desnecessário comentar que nossa sociedade e nossos governos não tem mais estruturas que possam nos atender nas mínimas coisas, digamos em condições normais, agora imagine em condições anormais.

Sei que poucos dão atenção a isto, pois “é um exagero”, mas o que iremos viver será muito exagerado.
Enfim fica na deliberação de cada um fomentar, se dedicar, se concentrar naquilo que lhe interessa.

Nos resta saber que muitos destes nossos interesses ainda se prendem à vontade daqueles que vem nos conduzindo segundo interesses escusos e ilícitos perante a obra divina.
Hilton 

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