domingo, 15 de janeiro de 2017

Vivemos em 180º quando deveríamos viver em 360º.



Pensamento do  dia 15 de janeiro de 2017

O amor ao Divino é o nosso dever primordial.
Paul Brunton.

Pois bem, este é um posicionamento que poucos, bem poucos conseguem aderir.
São tão poucos que não há representatividade na raça humana.
Ao contrário, fora da Terra, em planetas sagrados isto se torna uma postura unanime pois todos compreenderam que  amar o Divino é o amar a própria Vida.
Então porque aqui não é assim?
Um dos grandes fatores é porque materializamos o conceito da Divindade.
Imaginamos um Deus personalizado, materializado, que expressa seus desejos e vontades, ou seja, transformamos este deus  em um de nós.
Isto foi muito reforçado pela bíblia ao ressaltar que fomos criados à sua imagem e semelhança.
Esta semelhança e imagem refere-se ao potencial intrínseco que temos, que neste momento está em processo de aprendizado, aperfeiçoamento, lapidação, pois no futuro seremos um Deus no conceito desta estrutura de um Criador.

Outro aspecto relevante neste conceito de “imagem e semelhança”, refere-se ao fato de que precisamos nos amar e amar ao próximo.
Outra imensa dificuldade que ainda não conseguimos superar.
A ignorância sobre a espiritualidade, a vida infinita, a evolução, é a grande barreira neste processo, pois em nossa existência sequencial de vidas materiais, nos concentramos na sua materialidade somente, ficando capengas para compreender o contexto da Vida Universal. Esta exprime os dois meios círculos, formando assim o círculo completo, da materialidade com a espiritualidade.
Vivemos em 180º quando deveríamos viver em 360º.

O fato de vivermos ½ “vida”, nos tornou incompletos, confusos, medíocres, onde os erros acumulam-se, os carmas se acentuam, os limites se estreitam e a vida vira uma anarquia que é como nos encontramos no âmbito mundial.
Isto é inconsertável, pois todas as expressões das Hierarquias, ao longo dos séculos, continuou sendo a saída somente para poucos.
A grande massa populacional da Terra mantem-se no deserto, na escassez, na luta exclusiva pela sobrevivência no plano material, onde os horizontes são as eternas dunas secas que mudam de lugar ao sabor dos ventos alísios que percorrem o planeta.

Amar o Divino é amar a tudo e a todos ao mesmo tempo, pois este amor se torna impessoal, não dirigido, espontâneo, infinito.

Iremos alcançar este estágio, mas neste momento isto é uma opção face ao livre arbítrio.
Vamos rever nossa postura, vamos compreender que se isto está sendo colocado é porque temos possibilidade de alcançar.
Temos de pensar seriamente nesta possibilidade, pois tudo passa. O universo tem uma dinâmica incrivelmente veloz. Passado este estágio, nova oportunidade será em um outro ciclo.   
Hilton

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