quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Psiuuu!



Pensamento do dia 9 de fevereiro de 2017

Do seio do silêncio, que é a paz, uma voz ressoante se elevará.
Mabel Collins.

Pois bem, confunde-se silencio com a ausência da voz ou das manifestações.
Não é bem assim.
O silencio é uma condição de aquietamento interior, onde o fluxo dos pensamentos segue ritmos cadenciados para seu desenvolvimento natural e aprimoramento.
Nos geral somos atropelados por enxurradas de pensamentos que circulam em nossa mente, sem direcionamento, avaliações, continuidade, sequencia, mudando de forma tão rápida e imprecisa que acabamos por não formar a devida conclusão sobre cada um deles.
Temos terminado quase tudo pela “metade”, pois na pressa e na ausência de reflexão, não formamos uma correta e segura opinião, ou conclusão a respeito de determinado assunto para uma decisão a ser tomada.
Ai vem o impulso emocional que acaba nos induzindo aos erros e posteriormente aos arrependimentos.

A pressa, a “vida moderna”, a velocidade, onde lutamos literalmente contra o tempo é um inimigo do silencio.
Soma-se a isto a necessidade de interferirmos, pois sempre partimos do princípio que nossa avaliação é melhor que a dos outros, gerando a confusão que temos vivenciado no dia a dia.

O silencio é uma forma e uma fonte de equilíbrio. O silencio primordial é o silencio interno, onde não sentiremos a necessidade de ficar nos convencendo disto ou daquilo.
Este silencio quando exercido, equilibra. Nos sentiremos bem, sem a necessidade de interferências, opiniões, julgamentos e a necessidade de agir, fazer, gerar ações e movimentos cuja maioria não leva a nada e desperdiça energias.
O silencio nos faz compreender.
Exercido este silencio interior poderemos fazer uso do silencio sobre os sons, de forma correta equilibrada e não omissa.
Muitos que praticam o silencio exterior podem ser omissos e egoístas, pois travam oportunidades que outros tem, da necessidade de acessar certas informações.
Somos porta vozes.
Se equilibrados e conscientes das responsabilidades, limites e atribuições, somos porta vozes dos Planos Maiores, podendo dar ampla colaboração para o meio em que vivemos.
Portanto, no silencio interior, o silencio exterior deverá ser praticado de forma intuitiva para que não seja uma omissão.

O silencio exterior pode ser maldoso, pode induzir uma pessoa a erros.
O silencio exterior pode ser exercido, mesmo que leve certas pessoas a erros, quando estas se tornarem impermeáveis a conselhos e opiniões, ou seja, precisam errar para aprender.
O silencio exterior não deve ser um voto, como o da castidade, pois há inúmeras formas de nos manifestarmos para que ensinamentos e informações possam chegar ao conhecimento de quem precisa.
De nada adianta um voto de silencio sem que, interiormente, nosso silencio interior não se encontra resolvido.

A força do pensamento é poderosa.
Tão incrivelmente poderosa que cria formas. São as chamadas formas-pensamento e estas tem manifestação própria, induzidas pelas intenções positivas ou negativas de quem as criou.
Em nossa atmosfera circulam as formas-pensamento e estas tem induzido, no livre arbítrio, pessoas a praticarem atos insanos.
Os vícios em geral, são  mantidos por formas-pensamento que “encostam” em pessoas com tendências cármicas, a consumirem as drogas induzindo-as a verdadeiros atos de suicídio.
As formas-pensamento são oriundas da ausência do silencio interior, somado a outros fatores de desequilíbrio.
Quanto maiores são as aglomerações humanas, maiores serão as influencias que recebemos. Por isso que as grandes cidades possuem tantos problemas e tão acentuados.
Viver numa grande cidade exige esforços intensos para manter certo equilíbrio. As formas-pensamento nos assediam continuamente, exercendo muitos desgastes, cansaços e consumo acentuado da nossa energia vital.
Quando estamos no campo, longe das aglomerações, o alivio é imediato, a sensação de paz é mais acentuada, pois as formas-pensamento estão mais espaçadas.
A ausência do silencio as atrai e as mantem em nosso “cangote”

Enfim o silencio, em geral, para ser praticado exige conhecimento, estudo, muito aprofundamento e ampla reflexão, para não incorrermos em erros grosseiros, simplesmente por ter tido a intenção.
Da intenção para a pratica, há um longo caminho a ser percorrido e este caminho deverá ser percorrido com muita perseverança, abnegação, isenção de arbitrariedades, interesses e tendências.

Exercer o silencio é o auge de amplos desenvolvimentos internos.

Ao se conhecer o silencio, conhece-se o Amor (Trigueirinho)

Nenhum comentário:

Postar um comentário