Pensamento
do dia 6 de março de 2017
Em
se tratando de vontade própria, grande lucro é não lucrar.
Santa
Teresa de Ávila.
Pois bem, este pensamento vai bem na contramão do que nos
ensinaram e no que somos exigidos na vida material.
A vontade própria deveria ter sido utilizada para suprirmos as necessidades
e bens da vida material, assim como e ao mesmos tempo, as necessidades e bens
da vida imaterial.
A concentração em uma atividade com detrimento da outra,
desequilibrou e com isto nos concentramos em ter e ser muito mais do que nossas
reais necessidades.
O lucro foi o passo seguinte, pois nos submetemos à ganancia,
decorrente do nosso aprisionamento na lei do egoísmo.
Este desequilíbrio veio ao longo do tempo sofrendo inúmeros reforços,
acentuando-se na aura humana, consolidando todo nosso sistema na vida material.
Digamos que isto vem se perpetuando e se perpetuará se não for
interrompido por ações que não são as nossas.
Na vida pratica, ao longo dos séculos, muita coisa mudou a partir
dos ensinamentos divinos originais. Não houve fidelização aos testemunhos enviados.
Com isto perdemos referencias e nos desgarramos
Por exemplo, em certas religiões em que se proíbe a cobrança de
juros e apuração de lucros nas aplicações de seus fiéis, todas mascaram de forma ardilosa formas de
remunerações para lucrarem com suas especulações financeiras, monetárias,
serviços, etc.
A troca de mercadorias foi logo substituída por tipos de moedas e
estas acabaram por valorizarem-se sem o devido lastro real que deveriam
representar.
Isto aconteceu no passado e no presente mais do que nunca vivemos
uma ilusão grotesca de moedas cunhadas sem seus devidos lastros.
A moeda representa uma importante energia que deveria circular sem
os vícios que criamos. A energia monetária devera alimentar o mundo, assim como
o sangue alimenta nosso corpo físico. Reter o sangue ou sua irrigação em
qualquer um dos órgãos gera consequências e colapsos.
Assim ocorre com a energia monetária. Temos inúmeros cânceres em
fase adiantada, ou seja, próximo do estado terminal, nas sociedades mundiais,
pois retemos a energia monetária e esta não abasteceu com o que deveria suprir.
De certa forma e por analogia assim ocorre com a energia
espiritual. Esta não foi enviada para ser retida e sim para suprir as necessidades
de todos, com informações, conhecimentos, compreensão, discernimento, inclusão,
entre outros.
Religiosos e religiões sentiram-se donos de muitos “segredos” para
que se viessem a público, pois isto transformaria as sociedades. Desde os
primórdios, sociedade secretas retiveram estes segredos com o único intuito do domínio
e subserviência de seus seguidores.
Assim tendo sido e assim continua desde os primórdios das
civilizações, portanto, pouco mudamos, simplesmente atualizamos as “máscaras”
que sempre foram mantidas.
Os grande seres que aqui estiveram para nos ajudar, sempre
dirigiram-se para as massas, para o público comum, para todos e sua forma de
expor, geralmente em parábolas, atingia vários níveis de consciência, podendo
assim, cada um assimilar o que conseguia compreender.
Não vamos aqui relembrar todas as distorções que ocorrem nas
religiões, mas é importante sermos claros, transparentes, compreensíveis no que
entendemos e transmitir com certa base, com certo carinho, amor. Precisamos
estudar, aprofundar-se, assimilar sucessivas formas de utilização das informações
que chegam do Alto.
A boa intenção é essencial, mas não basta sem uma busca incessante
onde esforços próprios são continuamente utilizados nesta busca essencial.
Hoje se repete muito o que já dito, mas com muito despreparo e
isto ao invés de ajudar atrapalha. Acaba por distorcer a informação correta.
Sem os devidos aprofundamentos não devemos nos aventurar, pois
imensas responsabilidades acontecem quando este caminho é trilhado.
Um religioso mal intencionado ou despreparado, assume
responsabilidades cármicas de todos os seus seguidores e ouvintes. Isto é
altamente comprometedor.
Pode ser altamente positivo se bem preparado, intuído, mas o
religioso precisa preparar-se muito bem antes de entrar nesta seara.
Com nossas merrequinhas, informamos centenas de coisas por dia. Pouquíssimos vão conferir a
veracidade daquelas informações. Passa por passar, para marcar presença, porque
foi emocionalmente tocado, mas certos conteúdos podem ser malignos e conterem distorções
da realidade. Como nos acostumamos com uma mídia mentirosa, caímos facilmente na
trama das informações muito bem planejadas e distribuídas, com objetivos bem
sinistros.
Poupe-se, poupe-nos.
Portanto, é preciso grande discernimento e muita responsabilidade
antes de assumirmos certas informações.
O homem precisa voltar a ser sensível.
Hilton
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