terça-feira, 7 de março de 2017

Poupe-se. Poupe-nos.



Pensamento do dia 6 de março de 2017

Em se tratando de vontade própria, grande lucro é não lucrar.
Santa Teresa de Ávila.

Pois bem, este pensamento vai bem na contramão do que nos ensinaram e no que somos exigidos na vida material.
A vontade própria deveria ter  sido utilizada para suprirmos as necessidades e bens da vida material, assim como e ao mesmos tempo, as necessidades e bens da vida imaterial.
A concentração em uma atividade com detrimento da outra, desequilibrou e com isto nos concentramos em ter e ser muito mais do que nossas reais necessidades.
O lucro foi o passo seguinte, pois nos submetemos à ganancia, decorrente do nosso aprisionamento na lei do egoísmo.

Este desequilíbrio veio ao longo do tempo sofrendo inúmeros reforços, acentuando-se na aura humana, consolidando todo nosso sistema na vida material.
Digamos que isto vem se perpetuando e se perpetuará se não for interrompido por ações que não são as nossas.

Na vida pratica, ao longo dos séculos, muita coisa mudou a partir dos ensinamentos divinos originais. Não houve fidelização aos testemunhos  enviados.
Com isto perdemos referencias e nos desgarramos
Por exemplo, em certas religiões em que se proíbe a cobrança de juros e apuração de lucros nas aplicações de seus fiéis,  todas mascaram de forma ardilosa formas de remunerações para lucrarem com suas especulações financeiras, monetárias, serviços, etc.
A troca de mercadorias foi logo substituída por tipos de moedas e estas acabaram por valorizarem-se sem o devido lastro real que deveriam representar.
Isto aconteceu no passado e no presente mais do que nunca vivemos uma ilusão grotesca de moedas cunhadas sem seus devidos lastros.

A moeda representa uma importante energia que deveria circular sem os vícios que criamos. A energia monetária devera alimentar o mundo, assim como o sangue alimenta nosso corpo físico. Reter o sangue ou sua irrigação em qualquer um dos órgãos gera consequências e colapsos.
Assim ocorre com a energia monetária. Temos inúmeros cânceres em fase adiantada, ou seja, próximo do estado terminal, nas sociedades mundiais, pois retemos a energia monetária e esta não abasteceu com o que deveria suprir.

De certa forma e por analogia assim ocorre com a energia espiritual. Esta não foi enviada para ser retida e sim para suprir as necessidades de todos, com informações, conhecimentos, compreensão, discernimento, inclusão, entre outros.
Religiosos e religiões sentiram-se donos de muitos “segredos” para que se viessem a público, pois isto transformaria as sociedades. Desde os primórdios, sociedade secretas retiveram estes segredos com o único intuito do domínio e subserviência de seus seguidores.
Assim tendo sido e assim continua desde os primórdios das civilizações, portanto, pouco mudamos, simplesmente atualizamos as “máscaras” que sempre foram mantidas.  

Os grande seres que aqui estiveram para nos ajudar, sempre dirigiram-se para as massas, para o público comum, para todos e sua forma de expor, geralmente em parábolas, atingia vários níveis de consciência, podendo assim, cada um assimilar o que conseguia compreender.

Não vamos aqui relembrar todas as distorções que ocorrem nas religiões, mas é importante sermos claros, transparentes, compreensíveis no que entendemos e transmitir com certa base, com certo carinho, amor. Precisamos estudar, aprofundar-se, assimilar sucessivas formas de utilização das informações que chegam do Alto.
A boa intenção é essencial, mas não basta sem uma busca incessante onde esforços próprios são continuamente utilizados nesta busca essencial.

Hoje se repete muito o que já dito, mas com muito despreparo e isto ao invés de ajudar atrapalha. Acaba por distorcer a informação correta.
Sem os devidos aprofundamentos não devemos nos aventurar, pois imensas responsabilidades acontecem quando este caminho é trilhado.
Um religioso mal intencionado ou despreparado, assume responsabilidades cármicas de todos os seus seguidores e ouvintes. Isto é altamente comprometedor.
Pode ser altamente positivo se bem preparado, intuído, mas o religioso precisa preparar-se muito bem antes de entrar nesta seara.

Com nossas merrequinhas, informamos centenas  de coisas por dia. Pouquíssimos vão conferir a veracidade daquelas informações. Passa por passar, para marcar presença, porque foi emocionalmente tocado, mas certos conteúdos podem ser malignos e conterem distorções da realidade. Como nos acostumamos com uma mídia mentirosa, caímos facilmente na trama das informações muito bem planejadas e distribuídas, com objetivos bem sinistros.
Poupe-se, poupe-nos.

Portanto, é preciso grande discernimento e muita responsabilidade antes de assumirmos certas informações.
O homem precisa voltar a ser sensível. 
Hilton

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