Pensamento do dia 4 de março de
2017
Se não olhássemos outra coisa
senão o caminho, depressa chegaríamos.
Santa Teresa de Ávila.
Pois bem, o
pensamento nos alerta como nos distraímos com as ilusões, no caminho a ser percorrido.
Cada um tem
o seu caminho. Este, definido pela alma, contempla todas as necessidades que
teremos de preencher.
Nem todos
percebem e acabam se espelhando nos demais, iludindo-se que todos os caminhos
são iguais.
Não são, mas
o objetivo e o destino final, sim.
Cada um tem
de se desdobrar para percorre-lo. Os esforços são diferentes, assim como as
dificuldades e as facilidades.
Creio que
esta questão de facilidade e dificuldade está presa aos nossos preconceitos,
pois onde um vê dificuldades outro vê facilidades.
Isto mostra
nosso elevado grau de diversidade dos níveis de consciência, por isso que a
Terra vive um caos no reino humano, que não se vê no reino animal, vegetal e mineral.
Mas faz parte da evolução e do crescimento dos cidadãos da Terra.
Não nos
socializamos no sentido mais elevado desta palavra, simplesmente vivemos em
conjunto por não haver outra opção. O planeta é único e por isso temos de conviver
em conjunto, mas ainda somos separatistas, racistas, enfim preconceituosos.
Esta
separação, no nível mental, provem da ausência do amor. Como não sabemos amar
nos tornamos indiferentes.
Não existe e
não existiu, além da Familia Sagrada, uma única que conseguiu se preservar unida , verdadeiramente.
Olhamos
sempre para os lados, comparando-nos, avaliando eficiências, competindo, enfim
nos tornamos fortes concorrentes uns dos outros.
Assim ocorre
no plano material como tem ocorrido no plano espiritual (segundo nossos
critérios nesta classificação de planos).
Uma religião
se diz melhor que a outra. O meu deus é melhor que o seu deus. A minha religião
cura a sua não. Tenho dons “elevados” você não tem.
Enfim
vivemos nos classificando para obtermos soberania de um sobre o outro, como
ocorre no plano material.
Estamos numa
crise existencial sem precedentes no âmbito de mundos semelhantes.
O que temos
feito para isto? Nada ou menos que nada.
Sei que
muitos não concordam e podem achar até absurdo, mas de fato nada tem sido
feito, pois não há entrega, somente competitividade.
A nossa espiritualidade,
como se existissem espiritualidades diferentes no universo, leva em conta
certas regras hierárquicas, competitividade, domínio, soberania, aprisionamentos
que desviaram e desvirtuaram o conceito primordial da “igualdade e amor”.
Por dentro
somos iguais, por fora somos semelhantes, mas no contexto elevado sempre iguais
e amados, senão não existiríamos.
Esquecemos
desta temporária diversidade de níveis de consciência e com isto classificamos indivíduos
como mais ou como menos.
Estamos completamente
confusos.
No futuro
esta diversidade some e conseguiremos nos identificar, verdadeiramente.
Nesta
diversidade está embutido, de forma cruel, a ausência do perdão e do
acolhimento.
Precisamos
repensar sobre nossas atitudes, sobre nossa rigidez, sobre nossa soberania,
pois espiritualidade e conhecimento não tem nada a ver com posse ou
propriedade.
Temos um
objetivo comum, um foco comum, mas caminhos distintos. Se nos ajudássemos,
verdadeiramente, depressa chegaríamos.
Hilton
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