Pensamento
do dia 27 de fevereiro de 2017
O
homem tem de transformar-se em criança, antes de entrar no reino dos céus.
Mabel
Collins.
Pois
bem, as características primordiais das crianças é a sinceridade e a honestidade
nas suas manifestações. Até uma certa idade, 4, 5 e quem sabe até 6 anos, as
manifestações ainda não se enroscaram nas teias da ilusão, portanto, são
autenticas e manifestam o que efetivamente estão sentindo.
Dessa
idade em diante, as influencias são tão intensas que dificilmente não sucumbem
perante o grande tornado das mentiras.
A
criança começa a perceber que tem de mascarar o que sente, pois só assim será
aceita e compreendida perante seus pais, familiares e amigos.
Daí
em diante isto vai se acentuando, formando a personalidade distorcida do que
ela veio trazendo “lá dentro”.
O
adulto que resolve seguir um novo caminho, o caminho da ascenção, da mesma
forma, tem de percorrer o caminho inverso, infantilizar-se até o ponto que
consegue ser autêntico com suas aspirações.
Isto
irá classifica-lo perante a sociedade e será um desafio bem duro para superar.
Normalmente
a sociedade o despreza, qualificando-o como despreparado para o mundo, pois
este torna-se muito menos competitivo, gosta de falar a verdade, exprime o que
sente, olha pra estrelas, vive uma vida mais abrangente, despreocupa-se com o
amanhã, enfim torna-se um sonhador.
A
sociedade não aceita e o rejeita, pois não condiz com o estilo de personalidade
que o tornará “produtivo”, “intenso”, “indiferente”, “competitivo”
como a maioria é.
O
reino dos céus são para os infantis, puros de coração, autênticos, verdadeiros,
que fazem o que o coração manda, assim como uma criança ainda não contaminada
pelas artimanhas da ilusão.
É
duro, é triste, é doloroso ver o que fazemos com nossas crianças, pois estamos
cegos e as cegamos para não perceberem o mundo real e assim mantê-las no
mundo das ilusões.
Castramos
animais, mudamos seu estilo de ser, alteramos seus instintos, aprisionamo-los,
enfim fazemos tantas barbaridades e com nossas crianças e jovens fazemos
a mesma coisa, mudando seus estilos internos, exteriorizando-os com regras
rígidas, leis burras, disciplinas selvagens ao coração, que a princípio
não são dolorosas por fora, mas são intensamente dolorosas por dentro.
O
que fazer?
Não
há o que fazer, a não ser com certas crianças que temos acesso, pois nem todas
poderão ser acudidas, mas acudi-las com carinho, com amor, com compreensão,
afim de confortá-las, pois as mudanças que precisam ser feitas serão feitas em
escala mundial durante as mudanças cíclicas que já nos envolvemos.
O
novo homem será eternamente infantil, pois será autentico e expressará suas
qualidades elevadas, seu elevado conhecimento espiritual, será altruísta, terá
compaixão e exaltará como via de regra o amor, portanto, não temos termo de
comparação com as pessoas que hoje convivemos.
Hoje
manifestar-se abertamente neste contexto, é temerário, pois será de tal forma
“classificado” que será prensado pelas ideias, pensamentos, ações e
formas-pensamento e talvez não consiga sobreviver de tão intensa e nefasta que
são as energias negativas predominantes no contexto atual.
Viva
desta forma internamente e externamente o silencio, pois nada mais irá mudar o
rumo e o ritmo que temos caminhado. Tornou-se um problema de Deus.
Este
foi nosso legado dos ciclos de experiências que realizamos no livre
arbítrio.
Cumpra-se os desígnios do destino.
Hilton
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