terça-feira, 16 de maio de 2017

Com nossas próprias mãos...

Pensamento do dia 16 de maio de 2...

“Se nenhum homem prejudicasse seu semelhante, o carma não teria motivo para intervir nem armas com que executar seu oficio.
É a presença constante entre nós dos elementos de luta e de oposição, é a divisão das raças, nações tribos, sociedades e indivíduos em Cains e Abéis, lobos e cordeiros, que constituem a causa principal dos chamados Caminhos da Providencia. Com nossas próprias mãos traçamos diariamente o curso sinuoso de nossos destinos, crendo estar seguindo em linha reta no caminho real da respeitabilidade e do dever – e nos queixamos depois de que sejam tão sombrias e inextrincáveis essas curvas sinuosas...”
HPB – Doutrina Secreta – volume II

Pois bem, HPB define com muita clareza a responsabilidade dos atos que praticamos e a separatividade que vivemos.
A raça humana, séculos após séculos, não conseguiu superar o básico que é a convivência comum. Isto, de certa forma, fez que proliferássemos no caminho reprodutivo desenfreado, acumulando esta massa gigantesca de problemas sociais.
A maciça reprodução humana e a manutenção das distinções raciais, separações em fronteiras, ideologias culturais, fez o que hoje podemos chamar de sociedades insociáveis, pois não há sinergia entre povos e nações. Ou seja, fracassamos em mais um quesito, a convivência social entre todos os seres humanos da Terra, como raça humana e corpo único.
Este fracasso mostrou que a raça humana não está pronta para outros formas de convivências, onde aspectos emocionais, mentais e de consciência, não condizem com os demais povos e raças do restante do Universo.
Perdemos a oportunidade de que estes pudessem “nos visitar”  para que uma certa simbiose entre mundos, ocorresse.
O convívio universal é algo comum, lícito, oportuno e traz grandes avanços no campo espiritual e da sobrevivência. É praticado de forma corriqueira e dela deriva as grandes expansões de consciência, neste longo percurso que toda a vida no Universo está realizando.

Mas não, preferimos viver isoladamente, nos de gladiando e consumindo o planeta, num ritmo alucinante, até a próxima etapa, sua extinção.
Felizmente, a extinção do planeta não ocorrerá, graças ao caminho que a Terra percorre, conforme definição da sua alma. Mas na finalização deste ciclo terrestre, aqueles que não tiverem certos requisitos e certos graus da espiritualidade desenvolvidos, irão repetir o mesmo caminho até aqui percorrido, em outro mundo.

De forma nem um pouco inteligente, cada um tem vivido por si, em detrimento dos demais.  Digamos que esta forma de conduta é uma fábrica amplamente ativa de condicionantes cármicas, comprometendo o futuro brilhante que Deus nos reservou se tivéssemos evoluído dentro das premissas estabelecidas.
Poucos pensam assim e poucos agem de forma diferente, tentando conciliar vida física com vida espiritual.
Poucos se interessam pelas “ajudas” à nossa disposição, mas que exige certo desprendimento e certo padrão de energia, um pouco mais elevada, para acessa-las.

Concluindo com HPB, podemos citar :

“ Em verdade, não há acidente em nossa vida, não há um dia mau ou desgraça cuja causa não possa ser encontrada em nossas próprias ações nesta ou em outra existência. Se alguém infringe as leis da harmonia ou, conforme a expressão de um teósofo, as “leis da vida”, deve estar preparado para cair no caos que ele mesmo produziu.”

Hilton 

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