Pensamento
do dia 10 de outubro de 2...
E preciso vencer nossa própria aridez interior.
A
humanidade precisa ser ajudada a liberar-se da vida comum. Do ponto de
vista espiritual, a vida comum é considerada um deserto.
Por
obedecer a padrões estabelecidos pelo estado de consciência da maioria, é uma
vida que se caracteriza pela inércia, pela tendência ao acomodamento,
pela busca de conforto e de bens materiais, pelo desejo e pela
satisfação de vários tipos de apetite.
Esse
deserto, que é a vida de muitos, procura perpetuar estruturas decadentes,
desatualizadas. As sensações, sobretudo o prazer, ajudam a manter a consciência
aprisionada a esse estado.
É
uma vida em que as aparências determinam as opções, e não o que
está no interior das pessoas, das coisas, dos acontecimentos. Podemos ver esse
deserto espelhado nos noticiários diários. Eles ficam na superficie dos fatos,
não mostram as causas.
E
esse deserto, essa vida comum, ilude as pessoas, promete-lhes
felicidade e bem-estar com base em coisas materiais, em gostos pessoais. E isso
tudo
é
muito mutável, muito fugaz. Quando as pessoas conseguem uma coisa, já querem
outra, pois não conhecem sua verdadeira necessidade. Assim, essa vida
comum é causa contínua de sofrimentos.
Quando
um indivíduo resolve assumir Postura diferente, seguir outra direção,
elevar-se, as forças que compõem as estruturas da vida comum tentam
dissuadi-lo de sua decisão.
As
estruturas às quais ele se dedicou tentam retê-lo. Ficam sempre lembrando-lhe
o passado, e este costuma exercer, em muitos grande influência. E conhecida a história
bíblica da mulher que se transformou em estátua de sal; ao olhar para trás,
cristalizou-se.
Importante
saber que vamos nos libertando desse deserto quando praticamos o desapego. Não
importa a que estejamos apegados, procuramos soltar aquilo, libertar-nos e
tornar-nos independentes do que nos prende. Que aquilo prossiga, se tiver de
prosseguir, mas nós nos desligamos de tudo o que nos detém. Encontramos forças
para isso quando buscamos uma meta superior, mesmo que não saibamos
exatamente qual é. É por essa meta superior que devemos deixar-nos atrair.
Para
sair desse deserto, seria um engano esperar ajuda do que é instituído. O
que é instituído alimenta-se da vida comum, e é instrumento do deserto.
Teríamos de ser uma voz diferente em meio a tudo isso.
Existe
um ensinamento, que encontramos na série de livros do Agni Yoga (Fundação
Cultural Avatar), que se refere a um tesouro destinado a todos. Na mentalidade
comum, crê-se que esse tesouro é dinheiro, que são bens materiais que se tem de
perseguir. Mas o Agni Yoga nos diz que esse tesouro é o que há de mais
próximo de nós. No deserto da mentalidade comum não se mantém a intenção de
ouvir o ensinamento, de encontrar o tesouro. São poucos os que perseveram e que
o têm como o mais importante valor em sua vida.
A
humanidade precisa de forte impulso para sair da vida comum. E como ajudá-la a
fazer isso, como ser voz no deserto?
Todo
dia encontramos coisas fora do lugar, em desarmonia. Devemos, incansavelmente,
colocá-las em ordem. E se as virmos de novo fora do lugar, voltar a ordená-las.
Isso é ser voz no deserto: incansavelmente fazer o que é preciso.
Para
a travessia do deserto precisamos contar com a fé. Com paciência, deixamos que
se consolide em nós.
A
fé transforma a aridez.
Trigueirinho.
Pois bem, temos neste texto argumentos importantes para serem
considerados e analisados.
A vida comum por si só é comum, portanto não nos tira do lugar
comum. Temos vivido incontáveis reencarnações na vida comum, desorganizando o
pouco que organizamos em algumas encarnações especiais.
Temos entrado na rotina das ambições e da ganancia, do ser, do ter
e do poder.
A religiosidade que se espalha pelo mundo, em sua maioria foca-se
na vida comum, como se isto bastasse. Na realidade estamos alimentando a
insatisfação, o desequilíbrio e a insensatez.
Os tempos são outros, são os tempos da grande virada, do sair do
lugar comum e todos que queiram terão a oportunidade.
Para isto, a ordem e
organização é o primeiro passo. Dar a objetos e desejos, limites que não
atrapalhem nossa ascenção espiritual.
Importar-se o suficiente para que nossas necessidades básicas
sejam atendidas e nos voltarmos para o que realmente importa.
Os indivíduos ficarão perdidos, alucinados, quando tudo ao seu
lado começar a se desmoronar. Isto já começou, mas devido as nossas ilusões
poucos conseguem perceber e muitos não querem enxergar.
A fé transforma a aridez. Esta frase é muito importante pois tem a
chave para superarmos nossas angustias conquistadas ao longo de vidas e mais
vidas alimentando a ilusão.
A Terra e seus reinos estão em transformação. Sem se ater para
isto, isto não faz sentido.
Procure perceber, então analise sua vida, a vida comum das pessoas
e os movimentos que a raça humana tem feito no atual processo da auto destruição.
Coloque a fé nas suas conclusões e a esperança renascerá em bases
reais, onde oportunidades poderão ser vislumbradas.
Atente-se.
Hilton
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