Pensamento do dia 04 de outubro de 2...
Aspiração à busca espiritual e ao serviço altruísta anula o medo
O
medo é, entre outras coisas, o resultado da atividade mental mal
direcionada.
Quando
a mente é orientada para a meta superior da existência, ele se abranda ou
nem surge. Poderíamos dizer que a ignorância acerca do que realmente somos
em essência é que faz surgir o medo. Quase sempre vemo-nos como indivíduos
isolados, e não como células de uma única Vida. Mas à medida que por
amor nos doamos a alguma causa ou serviço altruísta, vamos tomando consciência
da existência de um Universo Maior, e o medo começa a dissolver-se.
Há
também um medo ancestral que costuma emergir do subconsciente de todos,
originado da memória de experiências vividas em épocas pré-históricas, em que o
ambiente sobre a Terra era por demais inóspito. Esse medo é ainda atuante devido
à falta de comunicação livre entre a consciência externa e o nível
supramental -- encontrado além da mente normal e concreta. Quando essa
comunicação se estabelece e se firma, quando a pessoa chega à vibração interior
e profunda da alma, o medo tende a desaparecer.
Importante
saber que medos e sentimentos negativos alheios
podem ser incorporados à nossa aura sensitiva e tomados como nossos.
A
mente individual tem capacidade para captar elementos do nível mental
coletivo e transferi-los para si mesma. Também podemos manifestar
apreensões pelo que está ocorrendo não especificamente conosco, mas de modo
generalizado. Por exemplo, muitos hoje estão sentindo a iminente ruína da
economia no mundo e costumam interpretar isso como algo que seu destino pessoal
lhe reserva. Nesses pode-se redobrar, então, o medo de sofrer privações.
A
humanidade atual sofre de um medo bastante comum: o medo do fracasso. Esse
medo advém de estarmos identificados em demasia com a personalidade e vivermos
em ambientes que nos depreciam. Habituados pela educação normal, a
comparar-nos e a confrontar-nos com os semelhantes, é comum ficarmos
insatisfeitos com nossas possibilidades. Na realidade, cada um é útil com suas
próprias qualidades e virtudes, e as qualidades dos demais têm outra serventia.
O
sentimento de inadequação pode demonstrar que visamos a algo que não nos é
destinado no momento. Se estivéssemos canalizando atenção e energia para a
tarefa imediata que nos cabe, veríamos como estar preparados para desempenhá-la
corretamente: de nada mais precisaríamos além da total entrega ao serviço.
Mas
o sentimento de inadequação pode também resultar da imensa necessidade
planetária. Dado o número insuficiente de pessoas disponíveis para ajudar na
grande obra evolutiva, espiritual, a ser realizada na Terra, às que estiverem
dispostas a servir são oferecidas oportunidades que exigem uma capacidade maior
do que a por elas manifestada. E que se conta com seu potencial oculto.
Assumir
essas tarefas com coragem
atrai uma força desconhecida, que dissolve o medo do fracasso logo que
desponta.
Aceitar
sem receio trabalhos mais complexos do que os de hábito cura-nos dessa espécie
de medo desde que as circunstâncias para
realizá-los venham dos níveis superiores do ser, e não de impulsos engendrados
pela ambição.
Se
fizermos o que for necessário na ocasião propícia e conforme nossa mais elevada
consciência, e se entregarmos à Vida universal o resultado das nossas ações,
liberamo-nos desse sentimento de inadequação.
Trigueirinho.
Pois bem, conforme instruções, tudo é uma questão de
posicionamento perante a vida.
Nos baseamos demais nas aparências, na superficialidade e não nos
aprofundamos o suficiente para perceber o verdadeiro ritmo da vida, da
humanidade, do planeta.
Nos preocupamos sempre em ser, em ter, em poder, essencialmente no
mundo material face nossos medos.
Como foi dito, o medo ancestral, numa época em que as lutas pela sobrevivência
eram intensas ainda persiste em muitos e os torna extremamente gananciosos.
Nosso egoísmo provem dos nossos medos e foi alicerçado no medo
ancestral, só que não conseguimos reverte-lo e este se mantem, pela
incompatibilidade de nos aceitarmos como corpo e alma.
Como sugerido, as Tarefas elevadas, altruístas, desprendidas de
quaisquer interesses tem poderes magníficos para contrabalançar com estes medos
intensos.
Poucos creem nisto e na maioria das vezes troca-se a oferta de si próprio
pelos pedidos para si próprio, estimulando a manutenção dos próprios medos.
No decorrer deste final de ciclo planetário, ativaremos todos os
medos, exporemos os mais ocultos, os mais ferrenhos por ser uma etapa em que
tudo deverá ser exposto e transmutado. As reações serão imprevisíveis,
portanto, estar atento e coligado será essencial, uma vez que a mente não poderá
deduzir reações necessárias para as ações que serão desencadeadas.
Faça o essencial. Dedique-se somente ao necessário.
Hilton
Nenhum comentário:
Postar um comentário