terça-feira, 3 de outubro de 2017

Os sonhos e a minha realidade.

Pensamento do dia 03 de outubro de 2...

Os sonhos podem mostrar nossa realidade com clareza

Geralmente somos mais livres nos sonhos, de modo que eles podem colocar-nos em contato com níveis mais elevados do nosso ser, de onde podem vir orientações precisas.
Todos os que passaram pela experiência de um sonho marcante sabem que depois de vivenciá-lo não continuaram a ser os mesmos.
No nível da consciência de vigília, de desperto, temos a ilusão de que somos separados uns dos outros, de que somos uma coisa e o universo é outra, como algo distante e fora de nós. Todavia, um sonho pode mostrar que essa não é a realidade.
Um sonho pode apresentar o que vem realmente do nosso lado interno, profundo, e não da nossa parte mais superficial, aparente ou racional. Num sonho, isso pode ser liberado, e então ficamos diante da realidade, vendo-a com mais clareza.
Quanto mais nos aprofundamos nesse assunto, mais temos sonhos simbólicos, ligados a fatos não concretos, conforme costumamos pensar. Em vários casos, esses sonhos simbólicos podem ser considerados a linguagem da nossa alma, a qual não se atinge com a mente comum.
Na vida de desperto, um mais um é igual a dois, ao passo que, na linguagem da alma, não é assim.
Na vida espiritual, se interpretarmos um sonho simbólico em termos lógicos e racionais, dificilmente chegaremos a uma conclusão correta. Para sabermos o que ele está manifestando, é preciso despir-nos de toda preocupação de ver as coisas logicamente, de querer introjetar nossas ideias sobre o significado que possa ter. E preciso que nos liberemos de conceitos; do contrário, não compreenderemos o símbolo.
Diante de um sonho, convém ficarmos imparciais, tanto ao passá-lo a outros, se for o caso, como para a nossa própria compreensão.
Devemos registrá-lo com fidedignidade, com detalhes, mas sem acrescentar-lhe nada.
Se me coligo em silêncio com o símbolo que vi e fico quieto, isentando-me de formar uma opinião, provavelmente outros elementos surgirão na minha consciência. Esses elementos podem ter um significado específico que emergirá de dentro de mim, não através de explicações mentais, mas de estados de ânimo que me transformam.
Ainda que, quieto e imparcial diante do símbolo, eu não consiga chegar a conclusão alguma, não tem importância; pelo simples fato de ter ficado nessa atitude, impassível e impessoal, permito que o símbolo me transforme. Por ser ele um concentrado de energias de um outro nível, com minha atitude de imparcialidade acabo entrando em contato com a energia que traz, mesmo sem compreendê-lo.
Se um símbolo for muito abstrato, de tal modo que meu grau de compreensão atual não me permita atingi-lo, basta eu ficar relaxado para ser tocado por sua energia. Talvez o símbolo não queira dizer nada mais que "fique calmo, quieto e atento, olhando para mim"
Quanto mais abstrato e incompreensível for o símbolo visto ou sonhado, mais profundo o nível do qual terá vindo. Cada vez que o recordo, e que nele penso com gratidão e afeto, sou energizado e me coligo com um nível mais interno do meu ser. Tal nível está sendo representado pelo símbolo e, por isso, quando minha mente se volta para ele, sou colocado em contato com meu Eu Superior, na proporção em que isso pode ser feito na atual fase da minha existência.
Trigueirinho.

Pois bem, eis uma indicação de postura que devemos seguir para aprender a compreender os recados da alma.
Geralmente as pessoas interpretam seus sonhos “ao pé da letra”, fantasiam, se impressionam e deduzem estados críticos que não vão acontecer.
Como somos impressionáveis, se os sonhos importantes não forem marcantes, pouca ou nenhuma atenção lhe será dada e os recados não são absorvidos.
Como exemplo, sonha-se em certos momentos da nossa vida, com a morte.
A morte pode ser o fim de um estágio que vem se percorrendo, de uma situação que está prestes a se encerrar, enfim de algo que termina e outra que começará.
Como cada um se encontra num nível de consciência, de compreensão e evolução, os sonhos divergem de pessoa para pessoa.
Poderemos ter sonhos coletivos quando algo de âmbito coletivo poderá acontecer.
As grandes descobertas mundiais, na ciência, na física, na medicina, na mecânica, com em todos os outros setores, foram inspirações vindos do alto que “tocaram” certos indivíduos aptos a estes desenvolvimentos.
Os sonhos são simbólicos e expressam estados de consciência, atuais, futuros e do passado, que pendem de ajustes atuais, para o futuro e os passados.
Esta forma de comunicação anímica (da alma) foi uma maneira encontrada face a nossos bloqueios mentais fortemente controlados pela personalidade.
No futuro isto muda, o formato será outro e a comunicação anímica mais direta.

Atente para o que sonha, anote, preencha com o máximo de detalhes, não seja telegráfico ou se prenda ao que você considera mais importante, pois o conjunto é que dará o formato que precisamos conhecer.
Sonhar com outras pessoas, nem sempre significa recados que temos de dar, pois nos espelhamos nos outros. Ou seja, muitas vezes o que vemos nos outros são nossos próprios reflexos, nossos próprios defeitos ou qualidades, portanto, nunca devemos nos isentar.
Consulte pessoas, se necessário, com certas aptidões e não curiosos ou tendenciosas que poderá atrapalhar mais do que ajudar.
O ideal sempre será um trabalho interno, pessoal para a devida interpretação.

Bons sonhos, o que não significa sonhos tranquilos.
Hilton

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