sábado, 28 de outubro de 2017

A purificação.

A purificação do ser humano no caminho espiritual.

À medida que uma pessoa progride no caminho espiritual, dedica-se mais tempo ao processo de purificação, que inclui a busca de sintonia com planos sutis, superiores, de existência.
No transcurso desse processo, o indivíduo evolui e deixa de agir só em proveito próprio para devotar-se ao beneficio dos demais. Ao viver um caminho espiritual evolutivo e superior, é lhe dado saber a real necessidade que o cerca e, então, torna-se servidor, a princípio de grupos e, depois, do mundo.
De modo desapegado, quem aspira a servir cuida da pureza do corpo físico, da elevação dos sentimentos e da superação dos desejos, bem como da canalização da vontade e dos pensamentos para a meta superior da existência.
A organização da vida cotidiana segundo ritmos harmoniosos constitui valioso elemento para a purificação. Também o constitui a higiene, que abrange a abstenção de carnes de toda a espécie, álcool e drogas. Apesar de preparatórios para o ingresso no caminho ascensional os cuidados com a purificação vão se sutilizando à medida que neles se avança. Por isso, a auto observação e a compreensão livre de fórmulas e de esquemas mentais fixos são  sempre requeridas.
Todavia, para conseguir a purificação intelectual, o indivíduo precisa dispor-se a buscar ensinamentos em seu próprio interior. Nessa atitude, o que lhe chega de fora — um conselho, uma informação ou  um livro — é visto não mais como aquisição cultural somente, mas como estímulo para a intuição emergir. O relacionamento que assim se estabelece com o  lado interno do ser é a base para a evolução e para os contatos com o mundo espiritual, e a purificação intelectual muito se intensifica a partir da opção por esse conhecimento direto. A análise, a pesquisa, as deduções e o raciocínio vão se tornando instrumentos - e não senhores — e deixam de prevalecer sobre a busca do silêncio interior.
O indivíduo que se dispõe à purificação procura escutar seu próprio ser interno, a alma, em todas as decisões que tem de tomar; e a alma, para alcançá-Io, pode falar por intermédio de outrem ou de fatos da vida. Hoje, diante da confusão geral, a purificação intelectual é trabalho prioritário, e indicações de como conduzi-la podem ser transmitidas à consciência externa por vias intuitivas ou por situações vivenciais compulsórias que levam naturalmente à limpeza mental e moral.
Realizada certa purificação, a mente se torna mais abrangente, e o indivíduo pode superar o envolvimento com aspectos psicológicos. Enquanto focado na mente comum, vive em luta e desarmonia, enredado em questões pessoais corriqueiras; mas quando muda a forma de pensar, quando se descentraliza e passa a perceber necessidades reais e amplas, de grupos ou da humanidade, adquire maior clareza e sua vibração torna-se mais sutil.
No início, a purificação se processa com sofrimento. Mais tarde, todavia, é compreendida como libertação de vínculos com o lado material da vida, e a pessoa tende a abandonar a posição de "vítima" para se tornar mais adulta.
Importante para a purificação é a descoberta do altruísmo, o que ocorre gradativamente: no princípio, a pessoa doa aos outros o tempo vago e os bens que lhe sobram — o que é apenas treino para chegar à inteira doação e ao esquecimento de si em prol da obra evolutiva de Deus na Terra.
Trigueirinho.

Pois bem, a purificação é um estado de ser e esta busca jamais termina.
Na Fase atual esta colocação pode ser desanimadora, assim como pertencer a um Grupo de Trabalhos.
Da mesma forma, num Grupo trabalha-se bastante, a dedicação precisa ser intensa, as tarefas contínuas, os esforços intensos, mas dificilmente poderemos observar resultados palpáveis, visíveis, explícitos.
Isto acontece porque o ser humano volta-se sempre, egoisticamente, para si próprio, para resultados que o favoreça, para coisas visíveis e palpáveis, onde mensura e avalia o toma lá dá cá. “O que eu faço, precisa sempre ser compensado ou recompensado”.
Estes conceitos são exclusivos da 3ª dimensão e são intensos, pois ilusoriamente entendemos que sobrevivemos mediante o “toma lá dá cá”.
Nossa ilusão ainda se prende a “proteções” e “apoios” do estado, mas de fato este não faz absolutamente nada por ninguém, a não ser alimentar o que nos desorganiza como raça, como indivíduos coesos, como corpo humanidade, pois a desagregação é controlável e a união não é.
Assim fomenta-se a competitividade como forma de distração, de metas e objetivos, reorganizando os estados mentais predominantes para que todos sigam as mesmas regras disciplinares, impedindo-nos da liberdade necessária para a evolução espiritual.
Externamente estas regras não podem ser quebradas, mas internamente é possível manifestar esta liberdade na aliança com a alma, com Deus.
Externamente haverá sofrimentos, mas internamente as compensações acontecem.
Externamente o carma é compulsório e te obriga a cumpri-lo, internamente a liberdade e a união com a alma, com Deus, fortalecerá sua posição para vencer estas condicionantes cármicas e ser útil.
Portanto, dependendo da postura de cada um, você pode voltar-se para a liberdade na conquista da realidade ou a ilusão na manutenção da sua prisão.
O “toma lá dá cá” deve ser cumprido, pois as condições de sobrevivência e disciplina no caos que vivemos, assim exige, mas expressar-se internamente, com liberdade é algo inquebrantável.

Purifique-se. Isto depende exclusivamente de você.
Hilton

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