terça-feira, 24 de outubro de 2017

Compaixão.

A compaixão divina pode chegar a todos nós.

É uma arte ter compaixão pelo que assistimos no planeta, sem aflição ou lamento. A compaixão vem de um plano elevado do ser e é feita da energia do amor e da sabedoria.
De fato, a compaixão tem origem no amor e sabedoria, bem como nas energias da vontade e poder. E essas energias nada têm a ver com lamúrias, mas dizem respeito a um perfeito equilíbrio. De nada do que acontece deveríamos ser vítima mas, e tudo deveríamos encarar como oportunidade  de nos libertar de algo que nos tolhe de nós mesmos.
É muito importante estar com isso presente para que diante da situação da Terra tenhamos verdadeira compaixão: aquela que constrói internamente. Isso é válido também em situações em que nos deparamos com o sofrimento de alguém.
“Se não passarmos pelo sofrimento humano, pelo sofrimento terreno, não poderemos compreender em profundidade o sofrimento de um semelhante ou o do mundo. Se não experimentarmos o esforço do trabalho, seja ele interno, mental ou físico, não poderemos guiar alguém que por meio dele precise libertar-se.”
Só podemos aprender a compaixão na escola da vida. Só compreendemos o que sucede com os demais quando já passamos pelo que estão atravessando. Em realidade, estamos na vida para nos tornar seres de compaixão. E o caminho para isso é o do trabalho, do sofrimento e do esforço, bem como o da observação do que ocorre quando alguém o trilha.
A compaixão por tudo o que acontece sem deplorar é um estado a ser alcançado neste planeta. Os bodisatvas — seres de compaixão, como Buda e Cristo — sempre procuraram implantá-la aqui.

No plano terrestre falta tanta compaixão que os seres humanos chegam a se alimentar da carne de animais. Existe a pena, o dó, mas raramente se vê a compaixão. Não podemos perceber o despertar do espírito em nós e reconhecer padrões vibratórios mais elevados se não temos pelo menos um princípio de compaixão. Sem a compaixão nenhum ser humano pode atuar como prolongamento de energias espirituais e divinas nem ser delas mensageiro.
Precisamos da compaixão bem viva em nós. E ela vai se ampliando e confirmando à proporção que buscamos o contato com a alma, com o eu superior. Se lançarmos mão apenas da nossa capacidade  mental, dos nossos sentimentos ou das nossas atividades, jamais poderemos expressar compaixão. Para manifestá-la, todo indivíduo precisa estar permeado e imbuído da energia da alma, que é, em essência, compaixão.
Essa compaixão verdadeira, a da alma, é tão forte e profunda que por meio dela chegamos a nos identificar com os semelhantes e nos tornamos capazes de ajudar de maneira efetiva a sua evolução. É só no nível da alma que podemos atingir tal estado. Se os partirmos do corpo físico, do emocional ou do mental, poderemos experimentar tipos de união superficiais e instáveis; mas para nos identificarmos com os outros seres, nossos irmãos, para sermos o que eles são em suas essências e permitir que eles sejam o que somos, para haver esse grau de união que ergue e impulsiona é preciso que a alma atue.
Quando a energia da compaixão está presente, usamos tudo para o bem, não apenas o que é agradável, bom e positivo. A compaixão é capaz de transformar em bem até mesmo o que é negativo.
Só pela compaixão podemos ser autênticos, só com ela um setor da Verdade pode manifestar-se por nosso intermédio. A compaixão nasce no coração.
Trigueirinho.

Pois bem, a compaixão é um estado de ser e este estado precisa ser alcançado aqui na Terra.
Como seres humanos, temos a obrigação de aprender determinadas qualidades que, provenientes da alma, faz parte do currículo dos indivíduos nesta etapa da 3ª dimensão.
Quando somos reprovados ou recusamos a aprender estas qualidades definidas pela alma, reencarnaremos em condições semelhantes quantas vezes forem necessárias. Vamos reprisando reencarnações até superarmos as experiencias de cada qualidade definida pela alma, atribuídas ao currículo (destino) da vida material na 3ª dimensão.
Percebe-se que a raça humana não vem melhorando, ou seja, não vem cumprindo o currículo (destino) definido pela alma, quanto aos atributos a serem alcançados, por isso que as questões morais vem decaindo e eminentemente os riscos à sanidade e a vida física vem se tornando cada vez mais complexos. Digamos que esta complexidade acompanha a modernidade dos tempos e gera novas oportunidades, mas pelo visto, os atributos tem permanecido os mesmos de séculos atrás.
A compaixão é um dos atributos definidos e bem completo, pois une estados de amor, sabedoria, vontade, inteligência, poder, domínio, equilíbrio, visão,  desprendimento, entre outros. Mas, temos visto o avesso deste atributo, em grande parte da humanidade, em especial aquela que comanda ou tem influência sobre os demais.
Chegamos a tal ponto que esta postura não se reverte mais, independente do número de reencarnações, em face de estarmos tão desalinhados.
A  transição planetária (final do ciclo) pegou uma humanidade despreparada, apesar de todas as oportunidades concedidas ao longo dos tempos, para uma virada evolutiva no plano material e espiritual. Por isso da necessária separação do “joio do trigo”, como forma de não se reter uma raça humana inteira, liberando aqueles que devem seguir adiante dos que devem repetir os mesmos passos.
Por incrível que pareça, temos a opção individual de optar por um ou outro caminho, por isso aqueles que optaram por seguir adiante são chamados de autoconvocados. Mesmo assim poucos atentaram ou perceberam esta oportunidade e continuam completamente distraídos em suas ilusões.
Seja atento. Não desperdice seu tempo, suas energias, seus movimentos.
Priorize o que sente internamente. Isto se confundirá como perdas na vida material, pois faz parte das tuas ilusões.
Hilton



Nenhum comentário:

Postar um comentário