quarta-feira, 28 de março de 2018

Em nome da clareza - 3a Parte.


Desapego.

O planeta encontra-se numa fase muito especial de sua evolução e passa por profunda mudança. O desapego é fundamental para os que a estão acompanhando, pois sem desprendimento pelo que já é conhecido não seria possível ingressar livremente no que está para vir.
O desapego deve deixar de ser mero conceito para os que procuram vivê-lo. Não deve ser apenas uma palavra acolhida com boa vontade, mas a superação efetiva dos laços terrenos e do conhecimento atual.
O desapego é sempre necessário para ampliarmos a compreensão, para contatarmos o que ainda não foi desvelado(revelado). Assim, tudo o que captamos, descobrimos, compreendemos e vemos deveríamos soltar tão logo tenha cumprido o seu papel de nos ensinar alguma coisa. Mas deveríamos desapegar-nos com amor e gratidão, cientes de que o objeto de nossa renúncia pode ser útil para os que estão em outros pontos evolutivos, ou até voltar a ser útil para nós mesmos em uma posterior etapa da vida.
O desapego ajuda-nos a ir além do nível dos fenômenos e colocamos em contato com o essencial, com o que não é efêmero e cujas raízes se encontram em planos mais profundos. Se persistirmos na intenção de nos desapegar, as provas do dia-a-dia mostram-nos quão desprendidos estamos da existência material e daquilo de que ainda devemos despojar-nos.
                À medida que nos desapegamos, o que ocorre em nossa vida física não nos afeta tanto e já não aplicamos tempo nem energia na análise de fenômenos. Aproveitamos, isso sim, todas as provas que ela nos traz como oportunidades de  nos transformarmos.
O desapego é o principal fator na busca de uma Vida mais avançada. Mesmo que haja organização, dedicação, pontualidade, obediência e autocontrole, mesmo que muitas virtudes já se façam notar em nosso  ser, sem o desapego tudo isso pouco  vale para a compreensão da realidade nos planos Internos.
                Se não damos excessiva importância às coisas fenomênicas e externas, elas deixam de ser um obstáculo para penetrarmos os níveis profundos da consciência e podem até ajudar-nos a fazê-lo.
Trigueirinho.

Os códigos de valor e de intenção disseminados em nosso corpo determinarão o que será descoberto, decifrado, compreendido e aplicado.
Pois bem, estes códigos são sínteses do aprendizado adquirido, das buscas realizadas, da determinação em nos aprofundarmos na contraparte espiritual.
Ao atingirmos certo padrão de energia, estes “códigos” são liberados e a mente poderá acessar experiencias passadas, realizadas com sucesso, na medida que estas sejam necessárias.
Nesta etapa, o desapego precisa estar presente. De certa forma, estaremos superando, parcialmente, o profundo esquecimento das vidas anteriores, pelo menos no que se refere aos impulsos necessários para o Trabalho em andamento.
Somos uma Biblioteca viva, carregando em nosso DNA aspectos vividos aqui na Terra e fora dela também. Na medida de nosso progresso espiritual e de uma consciência mais plena das nossas responsabilidades, informações necessárias veem à tona e “de repente saberemos coisas que não nunca fluíram”.
O desapego é crucial, mas tem de ser uma postura plena, consciente e presente em todas as nossas ações e pensamentos.
A vida física, em geral, vem sofrendo profundas transformações, está se desfazendo e muitos valores tomados como essenciais e imutáveis estão se desmoronando. A insegurança está se acentuando porque as ilusões estão sendo desfeitas, portanto é um bom momento para nos desapegarmos ao que antes considerado sólido, hoje se liquefazendo.

O objetivo final de todo este processo é a paz aqui na Terra. Na paz iremos conhecer e desfrutar o amor.
Hilton

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