A
HIERARQUIA DÉVICA – continuação.
O termo deva costuma ser aplicado a qualquer dos seres desse
imenso reino: desde um pequeno ente construtor de moldes etérico-físicos até
grandes arcanjos, que sustentam a Vida manifestada de galáxias inteiras. Também
os anjos pertencem à Hierarquia dévica.
Essa não é atingida pela
desordem externa que vigora no planeta; pelo contrário, participa da
transformação da Terra, usando para isso energias positivas, negativas ou
neutras, em consonância com a necessidade. Os devas manifestam energias
negativas ou receptivas ao captar os padrões que devem tomar forma; manifestam
energias positivas, ou ativas, ao abrir caminhos para a sua concretização.
Contudo, são sempre neutros, pelo estado contemplativo em que realizam suas
obras.
Figueira.
Pois bem, o termo “deva” tem sido usado, muitas vezes, de forma
inadequada, misturando-se seres elementais (gnomos, fadas, duendes, etc.).
Seres dévicos comandam os seres elementais. Estes, por sua vez,
atuam na manutenção das criaturas constituídas.
Nos reinos da natureza são ativos, predominantes e executores das
formas definidas pelos arquétipos de cada espécie.
São atuantes no reino humano, na nossa formação quando nos encontramos
no útero materno. Neste aspecto, seguem as diretrizes hierárquicas além de aspectos
cármicos e do destino(ciclo de experiencias) de cada um.
Nestes tempos, somos passivos nestas atividades, além de atrapalhar,
mas no futuro iremos colaborar de forma ativa para que as formações possam
alcançar sua perfeição.
Interessante a citação de que os anjos, seres ainda misteriosos,
pertençam à Hierarquia Dévica, mas nos dá uma ideia da abrangência desta
Hierarquia.
Quando se fala que nunca estaremos sozinhos é porque nunca
estamos. A solidão que sentimos nesta etapa da 5ª raça é a ausência de estados
de compreensão e a nossa recusa em seguir o caminho evolutivo.
Estamos defasados, confusos e atônitos com os acontecimentos na
vida material, pela absoluta falta de sintonia com ritmo e o pulsar da vida
universal. Esta defasagem nos colocou aquém do tempo atual, das energias, dos
impulsos e da transição planetária. As consequências deste descasamento é o “medo”.
No momento em que decidirmos prestar atenção na contraparte espiritual,
muitos “segredos” serão revelados e nos aquietaremos. Uma transição planetária é
algo normal na vida dos planetas e de seus reinos, portanto esforçar-se para
compreende-los faz parte da vida, do continuo caminhar, enfim da evolução.
Outro aspecto relevante do texto é a utilização de energias
negativas na modulação dos padrões existentes. Sim, são necessários pois o
caminho do aprendizado inclui as duas forças. Aprender a conviver e se
posicionar com estas duas forças faz parte da nossa atividade criadora.
A neutralidade dos devas e suas realizações no estado
contemplativo, não interferem nosso desenvolvimento e não atrapalha o livre
arbítrio, mas efetivamente, não tomam partido. Não identificam estados de
alegria e sofrimento, simplesmente cumprem o que lhes foi designado. Algum dia teremos
este mesmo comportamento.
É muito importante conhecermos o mundo, as forças, os movimentos, os
seres e as “ideias” de Deus, no local que vivemos, pois só assim iremos
colaborar e viver em harmonia. Buscar outra saída é inconcebível e
absolutamente inútil.
Hilton
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