quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Passos Atuais - 30a Parte. Percepção.


No caminho espiritual, a percepção interna é como a bússola para os navegantes: indica-lhes o rumo a seguir. Para que se estabeleça uma relação consciente com o mundo interior é preciso devotar-lhe obediência — e isso alguns seres já fazem, por haverem desenvolvido tal qualidade nesta encarnação ou em anteriores. Todavia, muitas vezes contatos internos importantes não são percebidos por simples falta de atenção.  É como se uma orientação superior chegasse a se manifestar, mas não fosse acolhida por mera negligência.
Basta que o indivíduo olhe o outro imparcialmente para saber aquilo de que ele realmente necessita.   Tal possibilidade deve ser considerada, lembrando-se, contudo, de que a percepção interior não pode ser forçada ou induzida artificialmente, pois seria desastroso se o consciente projetasse qualquer dedução neste campo. A serena atenção ao próprio  e a oferta de si desapego pelos resultados, porém mantendo-se  a corda de um instrumento na correta tensão, são requisitos para que os contatos internos sejam percebidos, o que se toma essencial nesta época e neste mundo, já desorientado.
Figueira.

Pois bem, a percepção interna é algo intrínseco a todos. Nascemos com esta qualidade adquirida ao longo do nosso desenvolvimento, por eras de medos, atropelos, sustos. Portanto é um atributo interno existente em todas as pessoas, mas como temos sido muito materialistas, do tipo “ver para crer”, este atributo, quando se manifesta, geralmente é desprezado.
Poderíamos sair ou não entrar em diversas situações de conflito, de perigo, se déssemos “ouvidos” a estas percepções.
No entanto o ser humano prefere seguir as regras impostas por uma sociedade deturpada da realidade honesta, para atender a realidade desonesta quanto aos princípios básicos da Lei da Vida.
Frequentemente fazemos o que não queremos e não fazemos o que é certo, pelo simples fato de não contrariar a expectativa da maioria, que hoje apoia-se num estado de amplo egoísmo e ferrenha competitividade.  
Vivemos num mundo onde competimos o tempo todo, com todos indistintamente, independente da relação que existe.
Esta ferrenha competitividade tem se sobreposto à razão da alma e às percepções internas; com isto corremos perigo ao deflagrarmos inúmeras ações contrarias ao que nosso coração deseja.

Como cita o texto: “É como se uma orientação superior chegasse a se manifestar, mas não fosse acolhida por mera negligência.” Isto é algo mais comum do que imaginamos e se aplica a pequenos ou a grandes movimentos da nossa parte.  
Geralmente só damos atenção quando podemos dar satisfações de nossos atos. É preciso ter em mente que nem sempre isto é possível, pois para se compreender certas atitudes, posturas ou movimentos, há necessidade de que os níveis de consciência estejam próximos.  Na disparidade de níveis de consciência, a incompreensão reina e não há como justificar.
Isto é algo muito mais comum aqui na Terra, do que se imagina. O progresso da humanidade sofre inúmeras interferências dela própria, tendo em vista a disparidade de níveis de consciência e a predominância dos níveis muito baixos, do que das ações planetárias.
Esta enorme disparidade cessa na nova era, nova Terra, onde deverá manter-se níveis de consciência muito próximos para que a harmonia possa reinar entre todos.

Como cita o texto: “Basta que o indivíduo olhe o outro imparcialmente para saber aquilo de que ele realmente necessita.”, ou seja, não se usa somente a razão ou a emoção, mas usa-se o coração.
O coração se expressa no indivíduo através percepção interna. Ele saberá exatamente o que fazer, quando, de que forma e em que momento, ao seguir o seu coração.
Obviamente isto não significa atender nossos desejos mas perceber as reais necessidades de cada um. É a alma se expressando.

Vivemos numa época confusa, com mudanças incríveis acontecendo, onde os “contatos internos” são essenciais. Tais contatos precisam ser o nosso “norte” e a mente a bússola para identificarmos a direção certa a seguir. Não será pelos 5 sentidos que a percepção se manifestará, pois estes são completamente dominados pelo corpo emocional.
Variamos da  doçura extrema para a raiva intensa, em segundos.
Se formos contrariados rejeitaremos o que for.
Amamos e odiamos com a mesma intensidade, como se isto fosse “natural”.

Portanto para atender as percepções internas, por princípio, nos será exigido o aquietamento, a respiração compassada, o alinhamento. Esta, sem dúvida, é uma postura equilibrada.
Faça acontecer.
Hilton

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