Um
grupo de doze seres estava para dar um significativo passo espiritual-interior, e então Jesus convidou-os
para um ato de unificação. Terminada a ceia, deitou água num recipiente e
começou a lavar os pés de todos eles, enxugando-os com uma toalha com a qual
estava cingido. Mas um dos doze disse a Jesus: — Senhor, Tu lavar-me os pés! Jesus respondeu-lhe: — O que faço não compreendes agora, mas em
breve o compreenderás. Mesmo assim o discípulo não admitia que o Mestre lhe
lavasse pés. Diante disso, Jesus afirmou-lhe que se seus pés não fossem
lavados, ele, Pedro, não poderia partilhar da energia espiritual.
Esse
conhecido episódio (Evangelho, segundo João, 13:5-8) simbolizava uma etapa do processo
de purificação, um ciclo de
aperfeiçoamento do homem, que deve cumprir-se antes que a consciência possa
participar totalmente da etapa posterior, mais sutil e poderosa.
Figueira
Pois bem, este episódio, dentro do simbolismo que Jesus dava
para com suas atitudes, representou não só a humildade como a maioria admite,
mas um importante processo de purificação da qual fomos submetidos.
A purificação é uma ato de percepção e compreensão no quê e
porquê estamos envolvidos e o envolvimento é algo que acontece naturalmente
quando estamos prontos.
Podemos estar prontos, mas precisamos conscientemente saber
que estamos prontos e aptos a encarar os novos acontecimentos.
Pedro naquele momento estava pronto, mas ainda inconsciente
das grandes responsabilidades e dos acontecimentos que o aguardava. Jesus,
então, deu-lhe a oportunidade de conscientizar-se da sua prontidão.
Este é um aspecto que acontece constantemente com todos nós.
Muitas vezes estamos prontos mas nos comportamos de forma infantil, omissa e
preguiçosa.
Deixamos a percepção de lado, deixamos a reflexão de lado e
agimos como sempre, fazendo o que sempre
temos feito e o que todos fazem.
“em breve o
compreenderás” como cita a frase pronunciada por Jesus, dá o tom da
responsabilidade e dos esforços que temos de fazer para compreender.
O que somos hoje deveria ser diferente do que fomos ontem. Isto
nos dá medo. Com medo não conseguimos mudar o que precisaria mudar, e com isso
não compreendemos o que deveríamos compreender. Não compreendendo mantemos sempre o que fomos
ontem.
Estamos com uma postura muito aquém dos momentos atuais da
transição planetária, dos movimentos universais, dos contatos, da sintonia com as
novas Leis, com os novos padrões e isto nos faz sofrer, entristece.
Nossos pés foram “lavados”, mas os vemos sujos e incrustados
na poeira da antiga superfície terrestre, sem perceber que a nova superfície está
implantada, em “vias de fato”.
Temos de superar este medo, perceber os novos tempos, os
novos momentos, quebrar paradigmas, entrar no desconhecido, andar no sentido contrário
pois a humanidade não sabe mais para aonde vai.
Ser o que sempre fomos está completamente ultrapassado,
insonso, descabido, atrasado.
A coragem de romper com o passado é o novo tom.
Suplante e será surpreendido com as ilimitadas capacidades
do teu ser. Teus pés já foram lavados.
Hilton
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