Por
paradoxal que pareça, a chave da entrega de si tem origem na cobiça. A cobiça é
um estado que pode transformar-se e evoluir – ela é uma expressão
primitiva do autentico impulso a seguir adiante no caminho superior.
Aquilo
que leva a cobiçar transforma-se, após transmutado ao longo de experiencias e
sofrimentos, na mola que o impele a não mais querer algo para si, mas a querer
dar-se totalmente.
Figueira.
Dicionário:
Cobiça:
substantivo feminino
- Desejo imoderado e inconfessável de possuir (o que, geralmente, não se merece);
- Desejo
ardente de possuir ou conseguir alguma coisa;
- Desejo
imoderado de bens, riquezas ou honras; ambição, avidez, concupiscência;
Pois
bem, o texto ressalta o processo da transformação dos sentimentos.
Um
sentimento negativo, no ciclo de experiencias, transforma-se (pela
transmutação) num sentimento positivo e autentico com as Leis que regem o curso
da humanidade.
Grande
parte da população terrena anda se encontram na fase da cobiça (possuir o que
não merece), mas uma pequena parte conseguiu transmutar. Uma das
características básicas desta libertação é a necessidade de servir, de ser
útil, com disciplina, seguindo impulsos internos e não desejos.
Os
desejos, inclusive no ato de servir, mostra que a transmutação da cobiça ainda
não foi totalmente absorvida, havendo necessidade de se trabalhar este
processo.
É
preciso que orientações precisas sejam obtidas, pois nesta fase do processo de
transmutação em andamento, confunde-se desejos com entregas.
Uma
pessoa que se aborrece, que se melindra facilmente, mesmo imbuída de
sentimentos nobres vive ainda na fase da cobiça e está tendo dificuldades no
seu processo de entrega.
De
certa forma, a vida desta pessoa tende a inseri-la em contendas, em disputas,
em inconformismos que ela tem dificuldade em administrar. Podemos dizer que ela
se encontra numa fase atribulada de provas a respeito.
É
necessário calma, é necessário grande entrega, é necessário que revoltas não
sejam alimentadas para que o processo se realize a contento.
O
texto é muito rico e esclarecedor, pois não temos sentimentos negativos à toa,
ao bel prazer da vida ou da natureza, mas sempre passamos e iremos sempre
passar por processos de evolução, inclusive dos sentimentos.
O
mal existe para o bem, o ódio vira amor, a raiva termina em calma, a vingança
em doação e a cobiça em entrega.
É
e sempre será um processo de superação do antigo para o novo. Podemos ajudar
este processo e amenizar a dor, ou deixar que a vida, lentamente, nos convença
do contrário.
Hilton
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