Quando uma tarefa ligada ao Plano Evolutivo vem à manifestação por
intermédio de um grupo, todas as "ferramentas" estão separadas e aguardam o momento do uso.
É por falta de resposta dos próprios seres convocados — ferramentas preciosas
de um programa preestabelecido — que o Plano tem de improvisar na construção da
grande obra, contando com aquelas que estão disponíveis, nem sempre as mais
adequadas para a necessidade.
Mas se isso acontece, e é permitido e aceito pela Hierarquia,
certamente mais valor tem a entrega daquele que se doa, do que a exatidão com
que se levantam as paredes dessa obra. Como não há maior beleza do que viver em
uma entrega verdadeira, é mais importante para a vida do Espírito uma
ferramenta que se desgasta por suprir as tarefas do Plano do que uma ferramenta intocada que, por
negação, nem chegou a se dispor ao uso.
O grito de dor do mundo poderia ter sido minorado por aqueles que
o ouviram mas que não o quiseram acudir. Entretanto, os que se doam ao
Espírito, no esquecimento de si, encontram as chaves da transmutação.
Figueira.
Pois bem, todos nascemos com objetivos específicos.
Tais objetivos se dividem em cumprir as condicionantes cármicas,
concluir as experiencias pendentes, pré dispondo-se às novas e realizar
determinadas Tarefas para o bem comum.
As duas primeiras são inexoráveis (há de se fazer), ao passo que a
última é a opção para manter-se em evolução.
A maioria se prende na 1ª e na 2ª. Geralmente não as cumpre com
sucesso, mantendo no processo reencarnatório inúmeras pendencias acumuladas.
A minoria foca-se na 3ª (Tarefas), realizando com mais facilidade os
entraves da 1ª e da 2ª, não porque estas se tornam mais fáceis, mas porque são encaradas
de forma positiva e as dores se tornam bem mais suportáveis.
No geral, todos os seres humanos possuem “ferramentas” apropriadas
para a evolução de toda a raça. Torna-se então uma opção usá-las ou não.
Quantos pensam assim ou reconhecem este formato de vida?
Poucos aproveitam as oportunidades de acessar este conhecimento. A
maioria prende-se ao seu egocentrismo e considera essencial superar, no máximo,
suas dificuldades. Quando se pensa e se age assim, o acesso para as expansões
de consciência vão se fechando e limitando-se unicamente ao instinto de sobrevivência.
Retorna-se ao que fomos no passado, em épocas remotas (quando o homem
percebeu que a morte existe) em que somente o instinto de sobrevivência era
suficiente.
No entanto, grupos de pessoas vem se unindo e reunindo desde os
primórdios da civilização e através de orientações de seres evoluídos, tem
conseguido perceber que possuem muito mais do que, simplesmente, sobreviver.
Hoje vê-se a maioria fazendo isto, sobreviver dentro das melhores
condições materiais possíveis, condensando seu foco no ter e no poder. É um
erro tão grosseiro e ineficaz que o faz viver sob as mesmas condições ou piores
(no estimulo para sair) inúmeras vidas, num repeteco insano.
Como diz o texto, a Hierarquia valoriza demais as intenções. Não
temos clareza sobre as nossas “ferramentas”, desta forma, ao toparmos com algum
desafio neste aspecto, na medida das dificuldades, as “ferramentas” revelam-se
para as usarmos de forma adequada e oportuna. Nenhuma delas ficará tomando
poeira numa prateleira de um aposento secundário.
O grito de dor do mundo é o grito de todos, pois quando um sofre
todos sofrem. Somos um único corpo, corpo humanidade, em que a vida de cada um
reflete o que se passa no todo.
O sofrimento possui inúmeras formas e características, pois
obedece os inúmeros níveis de consciência, mas basta um de nós estar em sofrimento
que todos estaremos.
Olhando para o mundo, dá para perceber porque tem sido tudo tão difícil.
Portanto, é oportuno ressaltar a frase a seguir: Entretanto, os
que se doam ao Espírito, no esquecimento de si, encontram as chaves da
transmutação.
Hilton
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