Inútil mostrar àquele que vive de emoções que o seu destino é uma
vida superior e espiritual. Ele não estará ainda disposto a abrir mão da
excitação que a felicidade e o sofrimento lhe trazem.
Qualquer um pode encontrar deleite em servir, quando o serviço
proporciona prazer, mas o serviço que não gera contentamento somente o conhecem
os que vivem a sabedoria.
Se uma consciência é chamada a servir ao planeta ela deve saber
que o serviço estende-se bem mais além dos limites de sua própria vida e que, portanto,
considerações de ordem particular não devem
prevalecer.
Figueira.
Pois bem, raros são aqueles que atendem ao chamado para o Serviço.
Ainda buscamos a reciproca ou troca em tudo que fazemos. Mesmo uma
simples informação, caso não tenha algum beneficio de caráter pessoal
especifico, deletamos rapidamente.
Com diz o pensamento, dificilmente abrimos mão da excitação que a
felicidade e o sofrimento produzem.
Esta falta de neutralidade acaba produzindo mais ambição, gerando
uma química desorganizada no metabolismo humano, exaltando a felicidade ou o
sofrimento.
Creio que ambas as possibilidades, felicidade e sofrimento são originarias
da mesma desorganização no homem. A felicidade e o sofrimento, são sempre
passageiros, portanto esta falta de perenidade transforma as duas numa só,
dando na sequencia a sensação do vazio, da aridez, da falta.
O individuo com a sua atenção voltada para o ato de servir, não
irá sentir nem felicidade e nem sofrimento, independente do serviço que abraçou,
pois sabe de antemão que está a Serviço de Deus, por isso simplesmente, faz.
Não procura desculpas, desvios, ausências, escusas, pois tem no seu
coração o “chamado”, portanto, faz por que sabe que precisa fazer e sabe que esta
é a sua unica finalidade de existir.
Esta forma de pensar gera inúmeros atenuantes no corpo mental, no
emocional, enfim no físico-astral, dando boas possibilidades para que o equilíbrio
se instale. Fora destas possibilidades entramos nas lutas internas e externas,
sentindo “faltas” em tudo que fazemos ou nos envolvemos.
Quem procura a razão da sua existência, chegará a estas
conclusões. Estas atendem as Leis Universais.
Hilton
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