quinta-feira, 19 de março de 2020

Passos Atuais 152a Parte. O sofrimento foi uma conquista que precisa ser abandonada.

O medo deve estar ausente, sobretudo o do desconhecido e o de abandonar as coisas do passado.
Figueira.

Pois bem, o medo é um estigma antigo, primordial na raça humana em face do mundo cármico que vivemos.

Se ele existe, existe para ser superado. O ser humano, no seu atual nível evolutivo, tem entre suas metas de superação, seus medos. Podemos dizer que estamos vivendo uma situação em que os medos afunilaram-se para uma situação generalizada, abrangente e decorrente da descrença pelo não reconhecimento de que temos uma origem e um destino.

Poucos se dão conta do potencial intrínseco que temos em nossa estrutura física-espiritual, justamente por não reconhecermos esta estrutura espiritual e por contarmos somente com a estrutura física, que é por sua natureza passageira, excessivamente limitada.

A atual sensação de impotência, hoje claramente difundida em âmbito geral, vinha ocorrendo da mesma forma no âmbito individual. Somos prisioneiros dos nosso próprios preconceitos e da ignorância sobre nossa estrutura interna como “ser divino”.
Como não reconhecemos esta divindade latente em nosso ser, ficamos joguetes das ilusões e das enormes restrições e limites que o corpo físico possui.

Ora, o corpo físico é o mais denso e o mais limitado, em relação aos corpos que possuímos (físico, alma, espirito, mônada, divino). No conjunto corpo e alma, poderíamos ter expandido e compreendido melhor o potencial latente, com a espiritualidade que compõem o conjunto, todos provenientes da origem que pertencemos, mas parece que pensar assim nos enfraquece.

Pretendíamos ser fortes, soberanos, dominadores no plano material e aí nos deparamos com um inimigo invisível, muito pequeno, astuto, que se infiltra em nossas defesas sem que o percebamos. Isto serve para mostrar a pequenez dos nosso atributos materiais, dos apoios que conquistamos e das defesas infantis perante um inimigo tão astuto como este.

Na realidade é um inimigo invencível, pois produz mutações que o adapta para qualquer circunstancia, portanto, pode-se vencer pequenas batalhas com grandes perdas, mas perderemos a guerra se não mudarmos de nível de consciência.  A história da humanidade é recheada destas batalhas com grandes perdas.  

O destino ao longo de seu curso tenta mostrar que continuamos no caminho errado ao desprezar nossos reais atributos, aqueles que crescem ao longo das encarnações, aqueles que acrescem no ser quando no processo evolutivo, aquele que trata das coisas eternas.

Estamos diante de nova “oportunidade” para implementar mudanças radicais de postura, pensamentos, ações, crenças, comportamentos e conceitos.

Vivemos tempos de mudanças, vivemos tempos de oportunidades, vivemos tempos de
re-união do corpo com a alma.

O isolamento deve ser aproveitado. Deve ser usado para momentos de reflexões, de reformas íntimas, do despertamento da coragem e na busca por instruções e equilíbrio.

A prudência é necessária pois o mundo é cármico, mas os medos precisam ser superados.
Temos de abandonar as coisas do passado. Isto está sendo compulsório e irá se acentuar, portanto, aquele que se coloca à disposição, saberá administrar o conjunto de perdas que irá ter nesta imensa revolução e renovação de valores.

Com certeza o mundo não será mais o mesmo. Este pensamento pode se estender para todos os atuais valores, conceitos e paradigmas. Não se trata do vírus, essencialmente, mas de um plano de mudanças para uma humanidade que não deu certo face ao descaminho conduzido pela ganância e pelo egoísmo.

*     Os planos de Deus ninguém sabe, mas é preciso perceber seus avisos.

*     Não estamos soltos neste Universo sem fim.

*     Tudo e todos tem finalidades especificas e individuais de crescimento e evolução.

      A vida muda quando posturas externas e internas começam a mudar.

*     Uma crise ocorre quando há necessidades de mudanças.

*     A crise termina quando atingimos a meta estabelecida pela alma, caso contrário, pode nos dar uma trégua para repensarmos, mas retorna.

*     A crise coletiva leva em conta a alma coletiva do corpo humanidade e o corpo humanidade considera o carma coletivo.

*     A crise é sempre evolutiva, mas é preciso reconhecer a oportunidade.

*     A crise muda o indivíduo, mas aceitar-se nesta nova mudança depende de cada um.

*     A Terra está em transição, reconhecer esta situação é o princípio das reformas internas.

*     Não existe punição, mas existe evolução e esta pode ser contraria às nossas desatualizadas ideologias.

*     Abrir-se para as mudanças exige o recolhimento dos medos e não sua expansão.

*     Opor-se aos movimentos evolutivos é uma bomba que pode explodir diversas vezes em diversas vidas.

*     O sofrimento foi uma conquista que precisa ser abandonada.


Nenhum comentário:

Postar um comentário