quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Passos Atuais 222a Parte. Aprofunde-se na senda inteiror.

 Quanto mais o ser se aprofunda na senda interior, maior capacidade de compaixão é nele despertada.

Figueira.

 Pois bem, a compaixão é um sentimento que poucos podem exerce-lo.

É necessário certo grau de desenvolvimento e de despertamento espiritual para que seja praticada.

A compaixão, geralmente, é confundia com a expressão de dó ou pena sobre o que ocorre com alguém, da qual julgamos ser improcedente.

Ora, nada ocorre com improcedência. Tudo que ocorre é necessário e por mais desgostoso que seja, ocorre para que nos impressionemos com algo, ou com alguma atitude, ou com algum evento que precisa ser melhor compreendido e assimilado.

Assim, uma pessoa que passa por algumas situações ruins, na compreensão e na aceitação do que ocorre, tais situações, geralmente, se revertem ou terminam. Podemos dizer que apreendida a lição cessa o motivo dela permanecer.

 Portanto, focar, centralizar na origem do, ou dos problemas, ao invés de queixar-se somente, é uma atitude necessária.

 Buscar ajuda e disponibilizar-se para ser ajudado é outro aspecto importantíssimo. Geralmente buscamos ajuda e não exercemos o empenho e a vontade suficiente para reverter o incomodo.

Nada cessa por cessar. É uma troca, troco algo que não serve mais, que me causa dor, que me atrapalha, por um estado novo de ser.

Poucos compreendem este fato e a maioria não quer mudar o que precisa ser mudado.

 Viver é um ato contínuo de eternas transformações, nos faz sair do lugar comum, traz movimentos novos, é aventurar-se por caminhos desconhecidos e esta postura a maioria rejeita. A maioria gosta de manter um único ritmo, as mesmas coisas, o previsível e acaba por estacionar. Se a vida deixasse, ficaria eternamente no mesmo lugar e na mesma posição.

A vida não deixa, a vida exige novos movimentos, novos caminhos, exige que você descubra, que se aventure, que saia do lugar comum.

 Evoluir é isto, é aventurar-se, a princípio, como se faz num estado de fé. É caminhar por lugares incomuns.

O instrumento que a vida usa para impor estes movimentos de transformações é a dor. Manifesta-se quando estacionamos, quando atingimos um objetivo e nele pretendemos ficar.

 O universo é dinâmico, está sempre em expansão, mudando, transformando-se e assim devemos ser. O que foi aprendido deve ser descartado. Nada será destruído, mas irá para um arquivo que todos possuem e ficará à disposição quando se precisar.

 Assimilando e utilizando esta dinâmica, a compaixão começa acentuar-se no coração. Deixaremos de sentir dó ou pena, pelo fato de compreender melhor estes processos de transformações.

A compaixão acolhe com inteligência e esta inteligência alia-se à inteligência de seres universais, ou seja, deixaremos de agir sozinhos e com estupidez.

 É preciso manter estes estados de desenvolvimento espiritual para que possam ser melhor compreendidos e utilizados com critérios mais alinhados com a alma.

Muitos se dão por satisfeitos com o que conquistaram. Estes desalinham-se facilmente, frequentemente, e sua capacidade de servir e de ser útil esvai-se rapidamente. Provavelmente tornam-se confusos e prepotentes com o pouco que sabem. Perderão rapidamente o pouco conquistado face a velocidade com que a espiritualidade se atualiza.

 Aprofundar-se na senda interior é exercer movimento evolutivos o tempo todo. É buscar, continuar e aventurar-se para novas experiências, novos movimentos, novas percepções.

 Estais sempre a um passo de aprimorar-se. Não pare e sentirás a todo momento o chamado de Deus. (mensagem de Apolônio de Tiana para este texto)

    

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