Quanto mais o ser se aprofunda na senda interior, maior capacidade de compaixão é nele despertada.
Figueira.
É necessário certo grau de desenvolvimento e de despertamento
espiritual para que seja praticada.
A compaixão, geralmente, é confundia com a expressão de dó ou pena
sobre o que ocorre com alguém, da qual julgamos ser improcedente.
Ora, nada ocorre com improcedência. Tudo que ocorre é necessário e
por mais desgostoso que seja, ocorre para que nos impressionemos com algo, ou
com alguma atitude, ou com algum evento que precisa ser melhor compreendido e
assimilado.
Assim, uma pessoa que passa por algumas situações ruins, na
compreensão e na aceitação do que ocorre, tais situações, geralmente, se
revertem ou terminam. Podemos dizer que apreendida a lição cessa o motivo dela
permanecer.
Nada cessa por cessar. É uma troca, troco algo que não serve mais,
que me causa dor, que me atrapalha, por um estado novo de ser.
Poucos compreendem este fato e a maioria não quer mudar o que
precisa ser mudado.
A vida não deixa, a vida exige novos movimentos, novos caminhos,
exige que você descubra, que se aventure, que saia do lugar comum.
O instrumento que a vida usa para impor estes movimentos de transformações
é a dor. Manifesta-se quando estacionamos, quando atingimos um objetivo e nele
pretendemos ficar.
A compaixão acolhe com inteligência e esta inteligência alia-se à inteligência
de seres universais, ou seja, deixaremos de agir sozinhos e com estupidez.
Muitos se dão por satisfeitos com o que conquistaram. Estes desalinham-se
facilmente, frequentemente, e sua capacidade de servir e de ser útil esvai-se
rapidamente. Provavelmente tornam-se confusos e prepotentes com o pouco que
sabem. Perderão rapidamente o pouco conquistado face a velocidade com que a espiritualidade
se atualiza.
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