Quem está ciente do caminho a percorrer torna-se espontaneamente
humilde.
Figueira
Pois bem, a humildade não é uma subserviência, mas um ato de coragem para manter-se centrado nas convicções.
É muito comum defendermos pontos de vista baseado em informações
não conferidas. Forças involutivas perceberam nossa elevada fragilidade neste
aspecto e utilizam-se de todos os meios para que dúvidas possam colocar em
prova o que acreditamos.
Num mundo globalizado, onde a eficiência da comunicação é rápida,
provocar a duvida e a confusão tem sido muito fácil e muito conveniente. Isto
abre portas que deveríamos manter fechadas pois referem-se a experiências do passado,
a ciclos anteriores, a níveis de consciência superados, mas como não temos
convicções firmes e sustentadas, voltam novamente para provocar o desequilíbrio.
Se olharmos por outro ângulo e partindo do princípio que nada
acontece por acaso, certos retrocessos podem ser a necessidade da confirmação
das convicções conquistadas.
A humildade tem muito a ver com esta postura. Evitando-se divergências, evitamos possibilidades de recuar perante conquistas realizadas.
Sabemos que a humanidade, em sua maioria, caminha na base do
confronto, da disputa, da competitividade, divergindo exatamente do que a
humildade conceitua pela busca incessante do equilíbrio.
A humildade compõem a entrega e as duas compõem um “estado de fé”.
Quando isto ocorre daremos a devida permissão para que, no livre
arbítrio, situações confusas e conflituosas possam se resolver mediante interferências
espirituais que podem ocorrer sem mudanças no destino programado. Este “estado
de fé” apela para o imponderável.
É raro quem pensa assim. A maioria mantem-se apegada e confiante
nas possibilidades muito limitadas e muito precárias das atividades humanas
que, além de sustentarem grande desequilíbrio, usam uma capacidade muito
pequena e muito aquém do seu tempo. Sim, estamos muito mal posicionados no
tempo e no espaço, dada a falta de empenho e equilíbrio para que novas
conquistas pudessem melhorar a zona de conforto. Além do mais estamos
atravessando uma zona de turbulência na transição planetária em curso.
O caminho a percorrer é uma observação importante no pensamento em questão. O caminho da vida evolutiva exige preparação em cada etapa deste caminho. Tivemos a “era da pedra”, a “era do gelo”, a “era industrial” e agora a “era da ciência e da tecnologia”, de forma bem resumida e a título de exemplo.
Cada “era” exigiu que atingíssemos um nível de consciência, um
grau de inteligência e domínio sobre certas tecnologias. A descoberta da roda
foi importantíssima, depois a agricultura e as atividades sociais, e assim por
diante fomos atingindo certos patamares. Toda mudança exigiu, também, adaptações
da parte espiritual com a material para que a evolução material ocorresse.
Mas, paramos o entrosamento espiritual com o material e o material
assumiu o comando cedendo para o egoísmo o comando deste desenvolvimento.
Hoje percebe-se a imensa falta que isto faz. Estamos inseguros,
céticos, caolhos no desenvolvimento de mecanismos e ferramentas mentais,
emocionais que alinhar-se-iam com as espirituais.
O ser humano nunca estive tão sozinho e tão perdido como está.
O descaminho, a prepotência, a posse e as disputas nos levaram para este imenso imbróglio que sozinhos jamais sairemos.
São tempos de humidade, entrega, compaixão e fé. Trabalhar o “estado
de fé” tornou-se a única possibilidade de uma sobrevivência digna e razoável
para os tempos da transição em curso.
Jamais estareis só, mas permite que de ti Me aproxime. (mensagem de Samana para este texto)

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