sábado, 16 de janeiro de 2021

Passos Atuais 244a Parte. Humildade, um sentimento que esquecemos!

Quem está ciente do caminho a percorrer torna-se espontaneamente humilde.

Figueira

Pois bem, a humildade não é uma subserviência, mas um ato de coragem para manter-se centrado nas convicções.

É muito comum defendermos pontos de vista baseado em informações não conferidas. Forças involutivas perceberam nossa elevada fragilidade neste aspecto e utilizam-se de todos os meios para que dúvidas possam colocar em prova o que acreditamos.

Num mundo globalizado, onde a eficiência da comunicação é rápida, provocar a duvida e a confusão tem sido muito fácil e muito conveniente. Isto abre portas que deveríamos manter fechadas pois referem-se a experiências do passado, a ciclos anteriores, a níveis de consciência superados, mas como não temos convicções firmes e sustentadas, voltam novamente para provocar o desequilíbrio.

Se olharmos por outro ângulo e partindo do princípio que nada acontece por acaso, certos retrocessos podem ser a necessidade da confirmação das convicções conquistadas.

A humildade tem muito a ver com esta postura. Evitando-se divergências, evitamos possibilidades de recuar perante conquistas realizadas.

Sabemos que a humanidade, em sua maioria, caminha na base do confronto, da disputa, da competitividade, divergindo exatamente do que a humildade conceitua pela busca incessante do equilíbrio.

A humildade compõem a entrega e as duas compõem um “estado de fé”.

Quando isto ocorre daremos a devida permissão para que, no livre arbítrio, situações confusas e conflituosas possam se resolver mediante interferências espirituais que podem ocorrer sem mudanças no destino programado. Este “estado de fé” apela para o imponderável.

É raro quem pensa assim. A maioria mantem-se apegada e confiante nas possibilidades muito limitadas e muito precárias das atividades humanas que, além de sustentarem grande desequilíbrio, usam uma capacidade muito pequena e muito aquém do seu tempo. Sim, estamos muito mal posicionados no tempo e no espaço, dada a falta de empenho e equilíbrio para que novas conquistas pudessem melhorar a zona de conforto. Além do mais estamos atravessando uma zona de turbulência na transição planetária em curso.

O caminho a percorrer é uma observação importante no pensamento em questão. O caminho da vida evolutiva exige preparação em cada etapa deste caminho. Tivemos a “era da pedra”, a “era do gelo”, a “era industrial” e agora a “era da ciência e da tecnologia”, de forma bem resumida e a título de exemplo.

Cada “era” exigiu que atingíssemos um nível de consciência, um grau de inteligência e domínio sobre certas tecnologias. A descoberta da roda foi importantíssima, depois a agricultura e as atividades sociais, e assim por diante fomos atingindo certos patamares. Toda mudança exigiu, também, adaptações da parte espiritual com a material para que a evolução material ocorresse.

Mas, paramos o entrosamento espiritual com o material e o material assumiu o comando cedendo para o egoísmo o comando deste desenvolvimento.

Hoje percebe-se a imensa falta que isto faz. Estamos inseguros, céticos, caolhos no desenvolvimento de mecanismos e ferramentas mentais, emocionais que alinhar-se-iam com as espirituais.

O ser humano nunca estive tão sozinho e tão perdido como está.

O descaminho, a prepotência, a posse  e as disputas nos levaram para este imenso imbróglio que sozinhos jamais sairemos.

São tempos de humidade, entrega, compaixão e fé. Trabalhar o “estado de fé” tornou-se a única possibilidade de uma sobrevivência digna e razoável para os tempos da transição em curso.

Jamais estareis só, mas permite que de ti Me aproxime. (mensagem de Samana para este texto)


 







  

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