Não deves temer a queda, mas precaver-te de cair.
Figueira.
Pois bem, ascenção e queda é um fenômeno natural que ocorre em mundos cármicos. Chama-se ciclos e estes se alternam no processo de ascenção e queda, continuamente.
É interessante pois na ascenção temos a oportunidade do aprendizado, da absorção de ensinamentos decorrentes de oportunidades que surgem nesta etapa ascendente.
Na queda é o inverso, as situações complicam-se, as provações
ocorrem, os desafios acontecem e isto se dá para que o conhecimento adquirido
na etapa da ascenção, possa ser empregado e a prova do aprendizado poderá se
confirmar.
Isto ocorre com todos os seres, ou seja, o planeta, os reinos e
entre eles o reino hominal. Foi sempre assim e será sempre assim, em mundos
cármicos.
Em geral temos vivido situações de grande desconforto na fase da
queda, pelo fato de que na fase ascendente desprezamos as oportunidades de buscar,
conhecer e aprender o necessário. Oportunidades não faltam, repetem-se,
persistem, mas enfrentam no ser humano uma capa impenetrável que poderia trazer sabedoria para desviá-lo dos
perigos no caminho da vida. Estes, iludidos, perdem oportunidades incríveis de
acessos mais simples, tranquilos, além de importantíssimos para sua jornada evolutiva.
As diretrizes de buscar, conhecer e aprender referem-se ao ato de compreender
as Leis em curso, ou como a vida rege o caminho evolutivo. Geralmente nossa atenção fica voltada para o
mundo físico, para as ilusões da vida material, para os desejos materiais e
para os conceitos do ser, ter e poder.
A intensidade das quedas e a intensidade das ascensões variam de
individuo para individuo pois neste contexto é considerado o nível de consciência,
a disposição e o compromisso com seu caminho evolutivo.
Do mesmo jeito ocorre com um país, onde a disposição de seus
cidadãos contribuem para uma rápida e forte ascenção ou queda.
Como no período de ascenção a maioria tem buscado poder e utilizado a ganancia e o egoísmo como principais atributos para riquezas e conquistas
materiais, a queda se torna intensa e muito dolorosa.
Temos visto mudanças em pessoas, em famílias, em governos, em países,
em continentes que tem ocorrido em prazos muito curtos e com muita velocidade.
Hoje quem está em cima amanhã estará em baixo e se despreparado
para usar o que deveria ter aprendido, viverá complicações fortes e se sentirá
sem saída nos momentos bruscos.
A queda é inevitável, mas precaver-se é necessário. Esta precaução
ocorre quando se busca o conhecimento, quando nos dedicamos a aprender as
coisas sutis, as coisas do espirito e da nossa formação divina. Este será o
legado que deixaremos para as próximas gerações, o restante não será utilizado
e ilude-se quem acha que sim.

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