sábado, 6 de março de 2021

Passos Atuais 256a Parte. Porque temos conflitos?

 

Pois bem, neste texto faremos um breve resumo sobre os conflitos, suas origens, decorrências e formas de abranda-los, além da necessidade de conviver com certa harmonia com algo inerente e extraordinariamente necessário nos mundos cármicos.

Os planetas cármicos possuem entre suas características evolutivas, com destaque, o conflito.

Ao ingressarmos num mundo cármico, como a Terra, mergulhamos na atmosfera do conflito .

O conflito na sua definição mais simples e direta, é um desafio, um desafio de lutas e mudanças para a conquista da harmonia. Sem o conflito não entenderíamos a harmonia e sua  necessidade para viver uma vida plena e de realizações.  

Estes desafios tem sido mal compreendidos por diversas doutrinas, que os caracterizam como pagamento pelos erros cometidos. Em algumas doutrinas usa-se o termo pecado e em outras carma. Na realidade são experiências mal sucedidas, definidas pelo destino de cada um, dada a falta de atenção e de preparo sobre o que que deixamos de fazer ao longo da vida material.

 Carma significa, segundo o hinduísmo e o budismo, a lei de causa e efeito, na qual todas as ações de uma pessoa geram reações correspondentes nesta vida ou em encarnações futuras.

 Ou seja, experiências bem sucedidas geram conhecimento ao passo que experiências fracassadas repetem-se na lei da causa e efeito.

Outra definição essencial para compreender os conflitos é que somos divididos em duas partes, uma material e a outra espiritual. A espiritual alimenta a material e esta submete-se a um ciclo de experiências nas encarnações. No momento da morte física a parte espiritual se retira e o corpo deixa de receber a energia vital que o alimenta, encerrando o ciclo definido. A espiritual levará para próxima reencarnação o conhecimento adquirido, bem como as experiências fracassadas para que sejam refeitas.

Portanto, o conflito é o combustível essencial que alimenta o ciclo da vida nos mundos cármicos, gerando oportunidades, aprendizado e conhecimento.

Quando nasce uma criança, ela entra no mundo dos conflitos. Ficará protegida ao longo de um tempo, tempo este em que seu metabolismo físico encontra-se bem acelerado para a formação e o amadurecimento dos órgãos que a sustentará no ciclo de experiências a realizar. Assim que nasce, a proteção é quase plena, mas ao longo dos próximos meses começa a acontecer determinadas interrupções desta proteção para que a criança possa aprender a se defender no ambiente de conflitos que se encontra. Tal proteção foi adotada no catolicismo e em outras doutrinas, como o anjo da guarda.

Esta criança ao atingir a fase infantil, começa a ficar mais vulnerável aos conflitos e a guarda do “anjo da guarda” é parcialmente repassada para seus pais ou tutores que as acompanhará até a fase adulta.

Nesta fase, dada a dificuldade de pais e tutores em compreender este processo simples, geralmente face a não aceitação da parte espiritual da qual somos compostos, troca ensinamentos essenciais e primordiais por compensações materiais, suprindo necessidades básicas por ilusões voltadas para o apego, para o ego, alimentando o desvirtuamento do próprio ciclo reencarnatório. Por falta de ensinamentos e por excesso de materialismo e ilusões, inicia-se na criança uma falsa verdade sobre a vida, os conflitos e as conquistas definidas por um destino previamente traçado pela alma. Nesta toada os conflitos começam a represar estados de ignorância sobre a vida e, por uma questão de tempo, será ilusoriamente atenuado, até o momento em que a represa desmorona e tudo pode vir à tona de uma única vez.

Geralmente na adolescência e no início da fase adulta, as “represas” costumam desmoronar. Os conflitos tornam-se intensos e ainda são potencializados por uma sociedade absolutamente desvirtuada da realidade da reencarnação, no conceito do aprimoramento da vida material e espiritual. Estes tempos de “explosão” varia de jovem para jovem. Em alguns trará consequências irreversíveis, mas para a maioria sequelas que se arrastarão para além da desencarnação.

Todos somos geradores de conflitos, pois vivemos no mundo dos conflitos, portanto, a administração destes conflitos é o grande desafio.

Para imaginarmos tal situação, vamos considerar que um conflito gera em torno de uma pessoa um redemoinho que aumenta ou diminui de tamanho e de velocidade de acordo com o tamanho do desafio que tem de enfrentar, ou seja, do conflito gerador da experiência em curso.

Digamos que um indivíduo vive num apto com mais 3 pessoas, todas com seus conflitos. O apto é cercado de 4 aptos vizinhos com mais 4 pessoas cada um, ou seja, 16 pessoas se somam neste exemplo e com a familia de 4 pessoas, totaliza 20. Dependendo da situação conflituosa de cada um poderemos ter, na pior das hipóteses, 20 pessoas gerando redemoinhos de conflitos que podem se interligar ao mesmo tempo. Temos assim um quadro potencializado de conflitos onde um interfere ou melhor, somatiza o conflito do outro. Dai vem as explosões, as controversas, as brigas internas e externas dada absoluta falta de administração entre o corpo material e o corpo espiritual do mesmo indivíduo.

Imaginem um bebe, uma criança, um adolescente, vivendo conflitos que não são só seus, mas somatizados por ambientes em conflitos de toda ordem. Vamos estender esta situação para toda uma cidade, depois para um pais, para um continente e finalmente para o planeta.

Esta associação de conflitos com uma população planetária cada vez maior e mas ignorante das suas origens verdadeiras tem consequências sérias de desestabilização.

A Terra vive seu pior momento com uma atmosfera psíquica completamente contaminada por conflitos de toda ordem e origem, onde o egoísmo e a ganancia comandam as forças que a cerca, envolvendo toda a sua população de encarnados e desencarnados.

Nos distanciamos demais da nossa origem, de compreender que somos matéria e espirito e que a matéria não vive sem o espirito. Demos ênfase demais ao mundo material, às ilusões da vida, só temos planos traçados para a vida material e despreocupamo-nos com o único corpo que terá sequência após a morte, o espiritual, esquecendo que será este corpo que acumulará as experiências positivas ou negativas no processo evolutivo.

Estamos vivendo a doce ilusão do shopping center, quando magoados e angustiados.

Vivemos mal por não sabermos viver e saber viver independe das situações externas a que estamos submetidos.

Um individuo compenetrado e alinhado com sua parte espiritual administra bem conflitos externos e conflitos internos. Mantem-se em equilíbrio, dosa sabiamente suas atitudes e utiliza-se de 2 ferramentas essenciais: a sabedoria que aprendeu e o que poderá intuir por estar equilibrado, e a compaixão.  

Não substituirá uma ilusão por outra ilusão, com si próprio e com quem lhe foi confiado. Saberá administrar e neutralizar o que lhe chega por vias indiretas, se manterá acima deste psiquismo negativo do planeta e assim irá decidir e acompanhar com sabedoria o que o destino lhe reservou.

A vida material não acontece sem a espiritual. A vida material apoia-se no conflito e deste apoio poderemos compreende-la e conhece-la com sabedoria.

Voltar-se para os dons espirituais, para uma simples oração, olhar seu tutelados e saber identificar que a matéria supre a menor parte da qual são compostos, compreender que a  harmonia se dá pela paz de espirito para aí sim se refletir na matéria, buscar porque estamos aqui, para que e para aonde vamos, são os ensinamentos para os quais os conflitos tem tentado nos motivar a aprender.

Ao iniciar a busca por estas e outras questões, os conflitos não diminuem mas passam a ser compreendidos, tornam-se secundários e passam a ser vistos como combustível para a ascenção do conjunto matéria- espírito. A harmonia acontecerá no meio dos conflitos, nosso redemoinho, como no exemplo dado, limita-se a poucos centímetros, absorverá os demais, minimizando para toda a população terrestre o que tem sido fatores de intrigas, violências e desmandos.

Atualize-se, manter-se na ignorância e ficar ao sabor dos acontecimentos nos enfraquece, desarticula e promove o caos.


 







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