Aquieta os pensamentos e volta a consciência para o interior de teu ser.
Figueira.
Medos, ansiedades, apreensão sobre o futuro e sobre a preservação
da integridade física tem sido os atuais algozes da vida. A fome e a ausência de
perspectivas de sobrevivência para muitos que continuam na linha da pobreza dos
recursos humanos colabora para o sofrimento de todos.
Estamos vivendo um choque entre duas forças titânicas: Carmas
x Leis. Estas duas forças abalam as estruturas físicas e mentais,
destacando-se a da ilusão. Os carmas coletivos e individuas confrontam as Leis
em curso e deste grande embate surgem formas pensamento materializadas (como vírus,
por exemplo) que geram todo tipo de sofrimento para a humanidade e por consequência
aos demais reinos.
A ilusão tem sido a força contraria da evolução. Ela nos cega e
faz crer que o mundo material é único e absolutamente completo, portanto
qualquer coisa que o abale, abala a “única” estrutura existente na ilusão aceita.
Mesmo os mais fortes e conscientes de que o mundo espiritual
exista, sentem-se abalados pela ilusão e pelo imediatismo que o mundo material
manifesta.
O mundo sutil age por vias ocultas, intercede internamente, atende
o eu interno, mas sua manifestação depende essencialmente da vontade humana em
permitir que assim se faça.
Podemos crer que esta condição, a manifestação eu interno, possa
ser o maior desafio do livre arbítrio.
O eu interno tem como meta primordial o aquietamento dos corpos,
entre eles o mental e o emocional. Controlar os pensamentos negativos e
emocionar-se menos é um dos aspectos mais importantes para que o equilíbrio volte
a se estabelecer. Lutar contra as condições externas, aquelas condições que a
sociedade humana está vivendo, é o mesmo que lutar contra forças involutivas,
pois seu poder e a força são incomensuráveis. Sempre iremos perder.
A sociedade está completamente alinhada com estas forças
involutivas, que tem sido predominante e soberana. A sociedade é estatística,
aglomera quantidades, nivela sempre pela pior referência, não individualiza e
trata a todos como iguais no menor patamar que pode conceber. Não somos iguais,
reagimos de formas diferentes, somos provenientes de mundos distintos, possuímos
características únicas, temos níveis de consciência distintos, destinos diferentes
e metas evolutivas especificas. Mas, nada está errado. Mundos cármicos tem esta
característica, une consciências distintas para aprenderem a conviver.
A espiritualidade, ao contrário, obedece as características únicas
de cada ser vivo, independente das circunstancias externas, emanando padrões de
energias distintas para cada um.
Por isso da necessidade de seguirmos padrões internos, o eu
interno ou eu superior, a voz da consciência, as intuições, os insights, enfim
vários nomes e conceitos são dados para as sensações internas que muitos sufocam
por medo de contrariar o que a maioria faz.
Somos indivíduos e temos de assumir o conceito básico da
individualidade, do individualismo, em que cada ação deveria corresponder com a
vontade do coração.
Nos tornamos estatísticos, comportamo-nos como rebanho sem consciência
que obedece o badalar do sino ou o chicote do condutor.
Voltar-se para o eu interno será cada vez mais necessário e
intenso, pois as demandas da transição em curso tendem a aumentar.
A fé é um instrumento poderoso neste processo de interiorização, dada
a necessidade de passarmos por processos de auto afirmação. Primeiro é preciso acostumar-se
com o som do coração e isto exigirá muita atenção, muita observação. Em seguida
sonhos e indicações externas se tornarão mais claras e concisas, fortalecendo a
confiança para seguir as indicações. Neste processo evolutivo chegará o momento
em que as dúvidas serão pequenas e a vontade de seguir será grande.
É um processo e precisa ser feito. É um destino e terá de ser
feito, mas temos o poder de escolher quando, portanto, poderá ser agora,
oportuno na fase da transição, ou em outro momento, em outros mundos cármicos
que encontram-se à espera dos que assim decidirem.
Como todo processo de aprendizado o começo poderá ser muito incerto,
mas uma postura equilibrada no exercício da fé compensará estas hesitações.

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