sábado, 27 de março de 2021

Passos Atuais 263a Parte. Alegria.

 A alegria é qualidade sagrada, mas torna-se vulgar se não for expressa pelo espírito.

Figueira.

 Pois bem, manifestar alegria é  exaltar um componente básico da nossa estrutura física-espiritual. Na alegria nos reequilibramos, o corpo desacelera e retorna para o meridiano e a comunicação mente-alma conecta-se.

No entanto, há alegrias e alegrias.

A alegria manifestada na animosidade da competição , do desafio, da disputa vem como falsa alegria sendo atrelada a um humor negro. Limita-se aos critérios da personalidade e passa a ser conduzida pelo ego. Esta falsa alegria exalta os sentimentos ruins, onde o “ser mais”, “ter mais” e “poder mais” ficam acentuados.

Esta falsa alegria abate o indivíduo que a manifesta, deixa-o fraco, e a agonia vem à tona, pois as energias dispendidas consumirão boa parte da vitalidade que possui. Irá desgasta-lo cada vez mais. Neste ínterim, enfraquecido, pode tornar-se assediado por forças involutivas que tentará aprisiona-lo e colocá-lo a seu serviço. Este processo pode tornar-se viciante e o individuo que adere buscará em todos que contatar, pontos fracos para explorar. Pode, em casos extremos, tornar-se viciado e manter um “roubo” constante da energia de terceiros, pelo humor negro manifestado. Os atingidos por sua vez se deprimem, encolhem-se e numa espécie de defesa, exalam ódio, raiva e o sentimento de vingança. Forma-se assim um cabo de guerra.

A alegria manifestada no bom humor e na inocência, contrário à anterior, agrega valores, atrai bons fluidos pois estará sempre enfatizando qualidades. Não havendo competitividade, irá fluir energias positivas entre os envolvidos, compensando eventuais distorções de um para o outro. Esta alegria congrega forças elevadas, as auras se purificam e se fortalecem, consolidando uniões existentes.

A manifestação da alegria pode ser, então, proveniente do ego ou do espírito. A primeira irá gerar a falsa alegria destacando-se estados de animosidade e a segunda, a verdadeira alegria, destaca-se pelo alinhamento saudável entre os envolvidos.

É sempre uma questão de postura precedida de intenções. Quanto mais puras e neutras, mais saudáveis, quanto mais competitivas mais conflituosas.

O individuo observador, que reflete,  alinhado com seu coração, manifestará a alegria verdadeira, ao passo que o indivíduo competitivo, egocêntrico, que busca a cada instante defeitos, manifestará a falsa alegria.

É preciso estar atento. Vigiar continuamente para que a falsa alegria não assuma o controle das manifestações.

Quando nos manifestamos emanamos padrões de energias e estes padrões obedecem critérios da nossa conduta. Se tais critérios são elevados e evolutivos, estaremos colaborando com o Plano de Deus.

É preciso eterna vigilância, controlar a espontaneidade. Somos ainda muito imperfeitos e a espontaneidade poderá ter uma velocidade muito maior do que a razão provida da reflexão.

Temos um corpo emocional dominante com oscilações extremas, somos egocêntricos e não reconhecemos nossos defeitos, portanto, “machucar” alguém pode ser muito fácil.

A disciplina da observação, a reflexão e o silencio, são fatores essenciais para nos sentirmos seguros de que manifestações não terão um caráter de ofensa.

Falar menos, falar o essencial e colocar-se no lugar do outro antes de qualquer comentário, irá colaborar e será um grande aliado para uma boa conduta.

 Sempre lhes disse o essencial e o necessário. Deixei que deduzissem e extraíssem o que lhes promoveria na seara de meu Pai. Age assim com vossos semelhantes.  (mensagem do Cristo Samana para este texto)


 






     

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