A alegria é qualidade sagrada, mas torna-se vulgar se não for expressa pelo espírito.
Figueira.
No entanto, há alegrias e alegrias.
A alegria manifestada na animosidade da competição , do desafio,
da disputa vem como falsa alegria sendo atrelada a um humor negro. Limita-se
aos critérios da personalidade e passa a ser conduzida pelo ego. Esta falsa
alegria exalta os sentimentos ruins, onde o “ser mais”, “ter mais” e “poder mais” ficam acentuados.
Esta falsa alegria abate o indivíduo que a manifesta, deixa-o fraco,
e a agonia vem à tona, pois as energias dispendidas consumirão boa parte da
vitalidade que possui. Irá desgasta-lo cada vez mais. Neste ínterim, enfraquecido,
pode tornar-se assediado por forças involutivas que tentará aprisiona-lo e colocá-lo
a seu serviço. Este processo pode tornar-se viciante e o individuo que adere buscará em todos que contatar, pontos fracos para explorar. Pode, em casos extremos,
tornar-se viciado e manter um “roubo” constante da energia de terceiros, pelo
humor negro manifestado. Os atingidos por sua vez se deprimem, encolhem-se e
numa espécie de defesa, exalam ódio, raiva e o sentimento de vingança. Forma-se
assim um cabo de guerra.
A alegria manifestada no bom humor e na inocência, contrário à
anterior, agrega valores, atrai bons fluidos pois estará sempre enfatizando qualidades.
Não havendo competitividade, irá fluir energias positivas entre os envolvidos,
compensando eventuais distorções de um para o outro. Esta alegria congrega
forças elevadas, as auras se purificam e se fortalecem, consolidando uniões
existentes.
A manifestação da alegria pode ser, então, proveniente do ego ou
do espírito. A primeira irá gerar a falsa alegria destacando-se estados de
animosidade e a segunda, a verdadeira alegria, destaca-se pelo alinhamento
saudável entre os envolvidos.
É sempre uma questão de postura precedida de intenções. Quanto
mais puras e neutras, mais saudáveis, quanto mais competitivas mais conflituosas.
O individuo observador, que reflete, alinhado com seu coração, manifestará a alegria
verdadeira, ao passo que o indivíduo competitivo, egocêntrico, que busca a cada
instante defeitos, manifestará a falsa alegria.
É preciso estar atento. Vigiar continuamente para que a falsa alegria
não assuma o controle das manifestações.
Quando nos manifestamos emanamos padrões de energias e estes padrões
obedecem critérios da nossa conduta. Se tais critérios são elevados e evolutivos,
estaremos colaborando com o Plano de Deus.
É preciso eterna vigilância, controlar a espontaneidade. Somos
ainda muito imperfeitos e a espontaneidade poderá ter uma velocidade muito
maior do que a razão provida da reflexão.
Temos um corpo emocional dominante com oscilações extremas, somos egocêntricos
e não reconhecemos nossos defeitos, portanto, “machucar” alguém pode ser muito
fácil.
A disciplina da observação, a reflexão e o
silencio, são fatores essenciais para nos sentirmos seguros de que manifestações
não terão um caráter de ofensa.
Falar menos, falar o essencial e colocar-se no lugar do outro antes
de qualquer comentário, irá colaborar e será um grande aliado para uma boa
conduta.

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