Pois bem, continuando aspectos da Instrução, o tema
escolhido foi “Queda do homem”. Entender nossa origem e que
se passou até chegarmos ao contexto atual da vida, é essencial. Esta
possibilidade nos traz um alento e indica objetivos a serem alcançados, bem
como mudanças que serão providas pela Fonte da Vida, pelo Criador. Este processo
não está fora de contexto e fez parte do processo do aprendizado no livre
arbítrio. Temos uma participação muito mais ativa e complementar ao
desenvolvimento evolutivo do que imaginamos. Temos sido omissos em relação ao continuísmo
da vida reencarnatória para os processos de libertação. Estes são vários e
ocorrem em etapas, mas seguir adiante e ultrapassar as etapas continua sendo um
impulso do ser humano no livre arbítrio. Participamos das escolhas e cada uma
delas precisa contar com a vontade e o conhecimento para serem escolhas
alinhadas com a alma.
O principal argumento das forças involutivas tem sido tornar
a mente humana confusa e iludida com a vida material, e esta tem sido efêmera e
superficial. Infelizmente estas forças tem tido sucesso, mas há um despertar que
palpita intensamente no coração de cada um e tem se tornado mais forte e
presente. Um processo de libertação está
em ato, mas o ser humano precisa fazer acontecer.
O texto a seguir foi extraido do Glossário Esotérico – 9ª edição – página 366 – Editora Irdin. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs.
Com a purificação global da superfície terrestre, prepara-se hoje a inteira renovação dessa humanidade. Desse preparo faz parte a incorporação de novo código genético nos níveis suprafísicos do ser humano e a ativação de centros energéticos sutis dele e da Terra. A queda do homem será então equilibrada e fase inédita na história da Terra terá início (NOVA TERRA). O ser humano está sendo chamado a deixar de caminhar a seu modo e a pautar-se por leis cósmicas; essa elevação depende do alinhamento do seu eu consciente com a alma .
Devido à queda do homem, sua alma habitou até agora o terceiro subnivel do plano mental, patamar inferior àquele em que se localiza o átomo mental permanente . Na transição ora vigente na Terra (TRANSIÇÃO DA TERRA), as almas que despertam para realidades mais profundas estão-se trasladando para o nível intuitivo, reassumindo, portanto, a posição que lhes estava destinada.
Nessa ascensão da alma, o ser humano percorre em consciência um trajeto que de certo modo corresponde a algumas etapas de desenvolvimento mencionadas por Paul Brunton (1898 1981) em A BUSCA (Volume 11 de THE NOTEBOOKS OF PAUL BRUNTON, Editora Irdin) e aqui sintetizadas e adaptadas conforme se segue.
Primeira etapa: Percebe que o mundo externo é
insatisfatório. É o grande afastamento dos objetos dos sentidos. E uma fase
ascética, acompanhada de pensamentos, na qual o homem reconhece que a matéria
não é fundamentalmente real. Caracteriza-se pela mudança moral. Num vislumbre,
o homem descobre sua natureza espiritual e tem um enlevado senso de união com o
ser imaterial superior. Sente, ocasionalmente, que é divino.
Segunda etapa: A realidade fundamental, positiva
e única é afirmada. Produz a visão da luz mística do Logos. Essa etapa só pode
ser atingida pelo misticismo. E a entrada no Vazio; é a descoberta do Espírito.
O homem, livre de pensamentos, deleita-se na solidão. Essa clara compreensão de
Deus no coração marca o estado de Observador. O homem sente-se
totalmente desapegado de suas atividades, ou das atividades do mundo, tanto que
é asceticamente tentado a retirar-se da vida. Se, no entanto, o destino
obriga-o a continuar no mundo, ele, de maneira singular, se sentirá o tempo
inteiro como espectador de um filme; mas essa não pode ser a meta
humana final.
Terceira etapa: O homem está no mundo, mas não
é do mundo. Retoma ao mundo exterior dos sentidos e descobre que este também
nasceu de Deus Nunca perde de vista sua unidade com a vida, mas insiste em sua
conexão com a ação. Em vez de transformar-se num refúgio para sonhadores,
faladores e escapistas, transforma-se numa dinâmica inspiradora. É a realização
do Todo em si mesmo e de si mesmo no Todo. Com essa realização ele se lança,
incessantemente, ao serviço da humanidade.
Obs. As 3 etapas demandam estados de consciências distintos. Pode acontecer numa encarnação ou em muitas. Deus não interfere em nossas vontades.
A terceira etapa, que tem uma expressão muito
sábia, “estar no mundo sem ser do mundo”, irá capacitá-lo e incentivá-lo a dar
o melhor de si para todos e assim exercerá seu estado de liberdade.

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