O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 246– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.
De maneira geral, estando identificado com as forças da personalidade,
o homem comum teme as transformações que o contato com energias superiores invariavelmente
traz . Por isso, no princípio essas energias trabalham no profundo do seu ser,
enviando ao exterior tão-somente reflexos de sua obra. Agem de forma oculta, já
que forças contrárias prevalecem não apenas nele mesmo, mas na maior parte das
atividades externas nos dias de hoje. À proporção que ele se vai preparando, a
lei interior estimula a manifestação dessas energias ocultas, que sempre deixam
marcas indeléveis e lhe sinalizam o rumo correto a tomar. Realizam mudanças
importantes, dentro e fora do indivíduo.
Muitos conhecem as diferentes facetas da condução da lei interior:
lembram-se de momentos em que foram levados com suavidade sem se dar conta da
operação dela, como também de momentos em que foram colocados de modo brusco em
situações inesperadas. O valor de ambas as atuações é reconhecido pelo
crescimento advindo.
Percebe-se essa lei agindo em alguém quando a vida externa já não
o satisfaz, quando seu anseio de servir se amplia, quando necessita estar unido
a leis universais, mais próximas da realidade cósmica que as regentes da
civilização atual. O termo lei interior é bastante genérico; pode aplicar-se às
leis da vida da alma, mas, a depender do contexto, inclui as das esferas
espirituais ou divinas.
Bem, o homem não existe sem que ocorra o contato da sua mente com seu
eu interno. As manifestações que expressamos no mundo físico provem desta relação
com o eu interno. Mas, o que ocorre é que na maioria das vezes não compreendemos,
damos uma interpretação errônea e manifestamos atitudes negativas.
O livre arbítrio, manifestado através da personalidade, veio para
aprimorarmos esta relação com o eu interno assim, na dor e no sofrimento vamos
compreendo o que é certo e o que é errado, segundo as Leis de Deus. Na relação
atual, podemos considerar que a mente obedece a critérios da personalidade (que
se relaciona com o passado, com o que já foi vivido) quando deveria obedecer a
critérios do eu interno, mas é o caminho e com certeza chegaremos lá.
O homem do futuro se deixará levar pelas circunstâncias da vida, conduzido
pela Inteligência Divina, o que tornará desnecessário o livre arbítrio. Aprenderá
a viver o eterno presente em harmonia com tudo que o cerca.
A insatisfação vem a contento, definindo que esta relação mente- personalidade
é passado. A nova relação mente - eu interno irá satisfazer todos os anseios
sem contrariar as Leis da vida, dando ao novo homem objetivos muito maiores,
mais elevados e completos.

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