segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Passos Atuais 361a Parte. Dinheiro.

 O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 118– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.

 DINHEIRO:   O dinheiro é na verdade uma energia e, como tal, não foi ainda compreendido pelo homem comum da superfície da Terra É por ele em geral utilizado como meio de adquirir o que deseja, de submeter outros à sua vontade ou de fazê-los trabalhar para si.  

Indivíduos de evolução mediana costumam usá-lo para satisfazer os que lhes estão próximos, ou seja, é instrumento do amor pessoal.

Quase sempre o egoísmo é o propulsor na utilização do dinheiro, embora neste último caso esteja mesclado com afeição.

Raramente o dinheiro é empregado em prol do bem universal, pois o desejo ou a tendência de um indivíduo são, geralmente, postos à frente de prioridades maiores.

Em vez de cumprir a tarefa que lhe estava destinada, a de materializar o necessário à vida, o dinheiro tomou-se meio para o acúmulo de créditos, de bens e de prestígio - que não são riquezas genuínas, pois o valor que lhes é atribuído decorre de conceitos mentais desprovidos de consistência real.

Um impasse insolúvel pela mente racional foi criado nesta civilização, impasse que apenas a luz Intuitiva pode revelar ao homem como resolver. Surgiu do confronto entre as forças retrógradas e as da evolução. As forças retrógradas criam atrações ilusórias a fim de manter a humanidade submissa ao poder do dinheiro e das correntes involutivas do universo. Para tanto, valem-se da separatividade, da posse e da disputa, normalmente cultivadas pelo homem.

Ao dinheiro foi dado um valor intrínseco, quando, na verdade, não deveria ser mais do que símbolo de um bem material, instrumento para favorecer permutas e prover a base externa para o desenvolvimento da consciência.

O dinheiro, como qualquer outra energia, é neutro e impessoal. Dependendo de como é utilizado pode converter-se em impulso de crescimento e evolução, ou de degeneração e retrocesso. Porém, desde seus primórdios, a circulação do dinheiro no planeta está sob o controle de forças obscuras, que nesta época atuam na humanidade sobretudo no plano mental.

Exacerbam-lhe o instinto sexual, a ambição e o egoísmo: facetas de uma tendência retrógrada que o homem precisa vencer. A sublimação de uma dessas facetas reflete-se nas demais e auxilia a elevação do ser.

A catástrofe mundial hoje iminente é, em grande parte, fruto dessa tendência, do descontrole no uso de energias básicas. Os recursos que a Terra oferece vêm sendo dizimados em nome do supérfluo, sob o estímulo da propaganda sustentada por potências econômicas.

Sri Aurobindo (Índia, 1872—1950) advertiu que três grandes problemas mundiais são insolúveis se não forem considerados segundo parâmetros da vida supramental : o dinheiro, o governo e a saúde.

Segundo a lei espiritual, se o homem se esquece de si e usa os próprios bens para suprir os mais necessitados, ele descobre vida mais abundante. Mas enquanto, nos indivíduos, a alma for imperfeita, haverá sempre pobreza material, desordem e inquietação.

Segundo algumas previsões, o dinheiro perderá a tal ponto o seu valor, que o homem adotará o sistema de trocas ainda antes do término desta civilização.

Obs. O texto, por ser bem claro e conciso, não será comentado.







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