O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 118– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.
Indivíduos de evolução mediana costumam usá-lo para satisfazer os
que lhes estão próximos, ou seja, é instrumento do amor pessoal.
Quase sempre o egoísmo é o propulsor na utilização do dinheiro,
embora neste último caso esteja mesclado com afeição.
Raramente o dinheiro é empregado em prol do bem universal, pois o
desejo ou a tendência de um indivíduo são, geralmente, postos à frente de
prioridades maiores.
Em vez de cumprir a tarefa que lhe estava destinada, a de
materializar o necessário à vida, o dinheiro tomou-se meio para o acúmulo de créditos,
de bens e de prestígio - que não são riquezas genuínas, pois o valor que lhes é
atribuído decorre de conceitos mentais desprovidos de consistência real.
Um impasse insolúvel pela mente racional foi criado nesta
civilização, impasse que apenas a luz Intuitiva pode revelar ao homem como
resolver. Surgiu do confronto entre as forças retrógradas e as da evolução. As forças
retrógradas criam atrações ilusórias a fim de manter a humanidade
submissa ao poder do dinheiro e das correntes involutivas do universo. Para
tanto, valem-se da separatividade, da posse e da disputa, normalmente
cultivadas pelo homem.
Ao dinheiro foi dado um valor intrínseco, quando, na verdade, não
deveria ser mais do que símbolo de um bem material, instrumento para favorecer
permutas e prover a base externa para o desenvolvimento da consciência.
O dinheiro, como qualquer outra energia, é neutro e impessoal. Dependendo
de como é utilizado pode converter-se em impulso de crescimento e evolução, ou
de degeneração e retrocesso. Porém, desde seus primórdios, a circulação do dinheiro
no planeta está sob o controle de forças obscuras, que nesta época atuam na
humanidade sobretudo no plano mental.
Exacerbam-lhe o instinto sexual, a ambição e o egoísmo:
facetas de uma tendência retrógrada que o homem precisa vencer. A sublimação de
uma dessas facetas reflete-se nas demais e auxilia a elevação do ser.
A catástrofe mundial hoje iminente é, em grande parte, fruto dessa
tendência, do descontrole no uso de energias básicas. Os recursos que a
Terra oferece vêm sendo dizimados em nome do supérfluo, sob o estímulo da
propaganda sustentada por potências econômicas.
Sri Aurobindo (Índia, 1872—1950) advertiu que três grandes
problemas mundiais são insolúveis se não forem considerados segundo parâmetros
da vida supramental : o dinheiro, o governo e a saúde.
Segundo a lei espiritual, se o homem se esquece de si e usa os
próprios bens para suprir os mais necessitados, ele descobre vida mais
abundante. Mas enquanto, nos indivíduos, a alma for imperfeita, haverá sempre pobreza
material, desordem e inquietação.
Segundo algumas previsões, o dinheiro perderá a tal ponto o seu
valor, que o homem adotará o sistema de trocas ainda antes do término desta
civilização.
Obs. O texto, por ser bem claro e conciso, não será comentado.

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