terça-feira, 26 de agosto de 2025

Passos Atuais 471a Parte: Vida comum... Ordinary life.

 O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 490 – Editora Irdin*. O texto original está escrito em itálico. Os comentários serão feitos no texto, no campo Obs. O itálico foi adicionado ao texto original. 

 VIDA COMUM - Vida convencional, obedece aos ritmos estabelecidos pelo estado de consciência em que se encontra a maioria.

Na presente civilização, caracteriza-se pela inércia, pelo desejo de bens materiais e de satisfação de apetites, pela corrupção e pelo egoísmo. Procura perpetuar estruturas decadentes, desatualizadas, que se nutrem da conivência com forças degenerativas. Utiliza-se do poder da sensação para fortalecer a ilusão e manter a consciência aprisionada. Tem a seu serviço religiões formalizadas, governos, órgãos da ciência e meios de comunicação. É vórtice poderoso na aparência, porém desprovido de essência: tende à dissolução de si próprio, o que se dará no final de um longo ciclo. De modo explícito ou subliminar, a vida comum leva o ser humano a cultivar a expectativa de obter felicidade na existência terrena voltada para valores materiais. Portanto, causa sofrimento, já que o prazer é fugaz e a insatisfação duradoura.

Quando um indivíduo decide conscientemente assumir a ascensão, as forças intrínsecas à vida comum voltam-se contra ele, tentam dissuadi-lo dessa meta. Chamam-no ao passado, incluindo até mesmo o que neste há de meritório.

O indivíduo liberta-se dessa condição pelo desapego, pela perseverança e pela clareza sobre a meta superior.

Obs.: Bem, percebe-se que a maioria da população vive uma vida comum. Assim pressupõem-se que o nível médio de consciência se encontra numa fase ainda experimental, oscilando entre as opções da materialidade e da espiritualidade. Os bens materiais continuam sendo sinônimo de sucesso.  Alcança-los e exibi-los mantem o individuo incrustado em fortes ilusões e este não percebe que são finitos, passageiros e se desfazem na passagem do mundo material para o astral.

Essa intensa necessidade — ou ilusão poderosa — afasta o ser de inúmeras oportunidades que a vida lhe oferece. Ele deixa escapar possibilidades valiosas e adia, mais uma vez, aquilo que poderia ser conquistado e eternizado na essência da alma. Dessa forma, submete-se a um ciclo repetitivo e monótono, retornando a sucessivas reencarnações quase idênticas, sem avançar de fato em sua jornada evolutiva.

O ambiente terrestre, por sua natureza cármica, apoia-se em estruturas, como cita o texto, incômodas e desafiadoras. Contudo, esse cenário possui um sentido mais amplo: é nele que a coragem, a fé e a perseverança são diariamente testadas, para que se consolide a força espiritual necessária. Assim, aquilo que foi conquistado a duras penas nesse mundo de provas torna-se sustentação interior e verdadeira fortaleza da alma.

Abandonar a vida comum é difícil, porém é a única estrada da evolução

 The following text was taken from the *Esoteric Glossary – 9th edition – page 490 – Irdin Publishing House*. The original text is written in italics. Comments will be made in the text, in the Obs. field. Italics were added to the original text.

ORDINARY LIFE - Conventional life follows the rhythms established by the state of consciousness in which the majority finds themselves.

In our current civilization, it is characterized by inertia, the desire for material goods and the satisfaction of appetites, corruption, and selfishness. It seeks to perpetuate decadent, outdated structures that thrive on collusion with degenerative forces. It uses the power of sensation to strengthen illusion and keep consciousness imprisoned. It is served by formalized religions, governments, scientific bodies, and the media. It is a seemingly powerful vortex, yet devoid of essence: it tends toward self-dissolution, which will occur at the end of a long cycle. Explicitly or subliminally, ordinary life leads human beings to cultivate the expectation of achieving happiness in earthly existence focused on material values. Therefore, it causes suffering, since pleasure is fleeting and dissatisfaction lasting.

When an individual consciously decides to embrace ascension, the forces intrinsic to ordinary life turn against them, trying to dissuade them from this goal. They call them back to the past, even including what is meritorious in it.

The individual frees themselves from this condition through detachment, perseverance, and clarity about the higher goal.

Note: Well, it is clear that the majority of the population lives an ordinary life. Thus, it is assumed that the average level of consciousness is still in an experimental phase, oscillating between the options of materiality and spirituality. Material possessions continue to be synonymous with success. Achieving and displaying them keeps the individual encrusted in strong illusions, and they fail to realize that they are finite, fleeting, and dissolve in the transition from the material world to the astral.

This intense need—or powerful illusion—distases the individual from the countless opportunities that life offers. They miss valuable possibilities and postpone, once again, that which could be achieved and eternalized in the essence of the soul. Thus, they submit to a repetitive and monotonous cycle, returning to successive, nearly identical reincarnations, without truly advancing in their evolutionary journey.

The earthly environment, by its karmic nature, relies on structures that, as the text states, are uncomfortable and challenging. However, this scenario has a broader meaning: it is here that courage, faith, and perseverance are tested daily, so that the necessary spiritual strength can be consolidated. Thus, what was hard-won in this world of trials becomes inner sustenance and true strength of the soul.

Abandoning ordinary life is difficult, but it is the only path to evolution.

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