O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 490 – Editora Irdin*. O texto original está escrito em itálico. Os comentários serão feitos no texto, no campo Obs. O itálico foi adicionado ao texto original.
VIDA COMUM
- Vida convencional, obedece aos ritmos estabelecidos pelo estado de
consciência em que se encontra a maioria.
Na presente civilização, caracteriza-se pela inércia,
pelo desejo de bens materiais e de satisfação de apetites, pela corrupção e
pelo egoísmo. Procura perpetuar estruturas decadentes, desatualizadas, que se
nutrem da conivência com forças degenerativas. Utiliza-se do poder da sensação
para fortalecer a ilusão e manter a consciência aprisionada. Tem a seu serviço
religiões formalizadas, governos, órgãos da ciência e meios de comunicação. É
vórtice poderoso na aparência, porém desprovido de essência: tende à dissolução
de si próprio, o que se dará no final de um longo ciclo. De modo explícito ou
subliminar, a vida comum leva o ser humano a cultivar a expectativa de obter
felicidade na existência terrena voltada para valores materiais. Portanto,
causa sofrimento, já que o prazer é fugaz e a insatisfação duradoura.
Quando um indivíduo decide conscientemente assumir a
ascensão, as forças intrínsecas à vida comum voltam-se contra ele, tentam
dissuadi-lo dessa meta. Chamam-no ao passado, incluindo até mesmo o que neste
há de meritório.
O indivíduo liberta-se dessa condição pelo desapego, pela
perseverança e pela clareza sobre a meta superior.
Obs.: Bem, percebe-se que a maioria da população vive
uma vida comum. Assim pressupõem-se que o nível médio de consciência se
encontra numa fase ainda experimental, oscilando entre as opções da materialidade
e da espiritualidade. Os bens materiais continuam sendo sinônimo de sucesso. Alcança-los e exibi-los mantem o individuo incrustado
em fortes ilusões e este não percebe que são finitos, passageiros e se desfazem
na passagem do mundo material para o astral.
Essa intensa necessidade — ou ilusão poderosa — afasta o ser
de inúmeras oportunidades que a vida lhe oferece. Ele deixa escapar
possibilidades valiosas e adia, mais uma vez, aquilo que poderia ser
conquistado e eternizado na essência da alma. Dessa forma, submete-se a um
ciclo repetitivo e monótono, retornando a sucessivas reencarnações quase
idênticas, sem avançar de fato em sua jornada evolutiva.
O ambiente terrestre, por sua natureza cármica, apoia-se em
estruturas, como cita o texto, incômodas e desafiadoras. Contudo, esse cenário
possui um sentido mais amplo: é nele que a coragem, a fé e a perseverança são
diariamente testadas, para que se consolide a força espiritual necessária.
Assim, aquilo que foi conquistado a duras penas nesse mundo de provas torna-se
sustentação interior e verdadeira fortaleza da alma.
Abandonar a vida comum é difícil, porém é a única estrada da
evolução
ORDINARY
LIFE -
Conventional life follows the rhythms established by the state of consciousness
in which the majority finds themselves.
In our
current civilization, it is characterized by inertia, the desire for material
goods and the satisfaction of appetites, corruption, and selfishness. It seeks
to perpetuate decadent, outdated structures that thrive on collusion with
degenerative forces. It uses the power of sensation to strengthen illusion and
keep consciousness imprisoned. It is served by formalized religions,
governments, scientific bodies, and the media. It is a seemingly powerful
vortex, yet devoid of essence: it tends toward self-dissolution, which will
occur at the end of a long cycle. Explicitly or subliminally, ordinary life
leads human beings to cultivate the expectation of achieving happiness in
earthly existence focused on material values. Therefore, it causes suffering,
since pleasure is fleeting and dissatisfaction lasting.
When an
individual consciously decides to embrace ascension, the forces intrinsic to
ordinary life turn against them, trying to dissuade them from this goal. They
call them back to the past, even including what is meritorious in it.
The
individual frees themselves from this condition through detachment,
perseverance, and clarity about the higher goal.
Note: Well, it is clear that the
majority of the population lives an ordinary life. Thus, it is assumed that the
average level of consciousness is still in an experimental phase, oscillating
between the options of materiality and spirituality. Material possessions
continue to be synonymous with success. Achieving and displaying them keeps the
individual encrusted in strong illusions, and they fail to realize that they
are finite, fleeting, and dissolve in the transition from the material world to
the astral.
This
intense need—or powerful illusion—distases the individual from the countless
opportunities that life offers. They miss valuable possibilities and postpone,
once again, that which could be achieved and eternalized in the essence of the
soul. Thus, they submit to a repetitive and monotonous cycle, returning to
successive, nearly identical reincarnations, without truly advancing in their
evolutionary journey.
The earthly
environment, by its karmic nature, relies on structures that, as the text
states, are uncomfortable and challenging. However, this scenario has a broader
meaning: it is here that courage, faith, and perseverance are tested daily, so
that the necessary spiritual strength can be consolidated. Thus, what was
hard-won in this world of trials becomes inner sustenance and true strength of
the soul.
Abandoning
ordinary life is difficult, but it is the only path to evolution.

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