Pensamento do dia 07 de outubro de 2014
Tudo se passa no silêncio do ser.
Trigueirinho.
Pois bem, como temos sidos informados, decisões de ordem
interna são tomadas no vazio e no silencio do teu ser.
Creio que as decisões internas que temos tomado, são
relativamente coerentes com nossos anseios profundos e elevados.
Você com seu travesseiro, num momento de reflexão, atinge
níveis de bom senso bem elevados. Nesta hora a mente se fortalece, a ajuda
“intuitiva” se manifesta e tua alma aproxima-se do teu coração.
Este é um momento sublime, elevado, honesto e sincero, onde
certas promessas de condutas e de postura na vida são confirmadas por você e
tais promessas levam em conta seus anseios mais sublimes e mais profundos.
Você sente o chamado lhe vem à mente, com grande coerência
com tudo aquilo que de mais elevado você pode reconhecer e você promete.
É um momento alegre, mas uma alegria diferente, onde a
satisfação e a entrega ficam muito próximo do melhor momento que você já
sentiu.
É aquela alegria quando olhamos profundamente para nossos
filhos, para nossos amigos queridos, para a parte mais intensa e elevada das
pessoas estranhas.
Sentimos que estamos muito próximos, que este é o verdadeiro
lugar.
Mas, no dia seguinte, ao voltarmos para a rotina, despertos,
apressados, intolerantes, sisudos, competitivos e alheios às necessidades dos
outros, voltamos a ser o que não queríamos ser, grosseiros, mal educados,
reclamões, impacientes, críticos, desonestos, superando as barreiras da pior
forma possível, destruindo o que ilusoriamente nos impede e tachando todos os
demais como incompetentes, burros e atrapalhados.
Assim tem sido a vida de quase todos, onde ciclicamente, num
momento estamos elevados e vibrando com graça e beleza e no outro estamos
densos, tensos, vibrando quase ao contrário do que gostaríamos de ser.
Caímos na “pegadinha da vida”, das forças involutivas que
procuram arduamente encobrir o que de melhor possuímos, pois sem a disputa e a
concorrência seja sobre o que for, estas forças negativas não sobreviveriam
aqui na Terra.
E o ser humano se deixou levar por isto. Vive atormentado,
insatisfeito, sempre precisando de uma coisa, de outra e acaba buscando o que
tem internamente (desde a sua concepção divina), EXTERNAMENTE.
Obvio que não encontra, pois o que procura não se
materializa, não é denso, não pertence ao mundo perecível, que morre, que se
auto destrói. Mas iludido, busca incansavelmente exatamente aonde o que procura
não encontra, na superficialidade da vida.
Assim tem sido nossas vidas, onde por séculos e séculos
temos vivido insatisfeitos, infelizes e iludidos com certas quinquilharias
momentâneas.
No entanto, somos informados, somos instruídos, somos
assistidos, somos ajudados, mas parece que estamos cegos, surdos e mudos quanto
aos aspectos elevados e espirituais da vida eterna. Vivemos como mariposas
iludidas e hipnotizadas pela lâmpada, não percebendo o sol que se encontra “lá
fora”.
Não temos tempo. Nos ocupamos demais. Usamos o nosso tempo
somente para aquilo que não reflete, que não condiz, que não nos leva para
aquilo que em certos momentos especiais compartilhamos com nossa alma.
Se não sou e não tenho, perante os outros, me sinto infeliz.
No entanto somos todos iguais e completos perante o Criador, mas este tal de
Criador parece muito distante, muito lá em cima e Ele não quer descer.
Mais uma vez nos iludimos com esta profunda ignorância, Dele
lá e nos aqui.
Ele está em nós, dentro de nós, vive conosco, mas fomos
incansavelmente instruídos por aqueles que hoje dominam os homens que Ele está
lá.
Lá em cima, longe distante e que certa forma se tornou
cruel e egoísta, pois nos coloca sempre na berlinda de situações
complicadas e que nos atormentam.
Como bobinhos, caímos legal nesta grande e confusa relação
com Deus e nos desencantamos.
No entanto, temos perdido milhares e milhares de
oportunidades de retomarmos esta relação fácil, estável, simples, perfeita e
uníssona com Ele, pois ficamos iludidos como a mariposa voando ao redor da
lâmpada e quando a oportunidade aparece, não temos tempo, somos muito ocupados,
estamos pré-ocupados e temos que manter as “aparências”, senão serei
classificado como diferente e isto nem pensar.
Realmente somos indivíduos de personalidade muito fraca,
manipuláveis, cuja principal intenção é de atender aquilo que a sociedade julga
como aceitável.
Neste circuito, acabamos sempre por desprezar, por abandonar
as oportunidades que nos tiraria do lugar comum, do ostracismo de assistir a
vida passar no pior lugar deste “trem da vida”.
Para refletirmos.
Obs.: tem sido comum recebermos comentários de
pessoas que ao lerem estes textos em sua “merrequinhas”, sempre dividindo a
atenção com outros afazeres, não compreende. Como falamos, o texto escrito
é insignificante perante a energia que ele contém. Esta energia precisa ser
absorvida durante a leitura, a releitura, pois é esta energia que nos fará
desdobrarmos o texto em questão, na real necessidade que cada um de nós precisa
absorver.
Esta energia, quando aceita e quando a ela foi dada a devida
atenção, continuará vibrando por dias em nosso ser para que possa ativar certos
padrões desconhecidos ou esquecidos ao longo de vidas e vidas desalinhadas com
a vida plena que existe no Universo.
No sono profundo, esta energia interage com nosso corpo
espiritual, podendo nos levar para outras dimensões, muito menos poluídas
psiquicamente que esta, para que possamos compreender e assimilar corretamente
uma instrução passada.
Claro que você dividindo sua atenção, na merrequinha,
dificilmente alcançara certo padrão vibratório que o colocará em contato com
esta energia. Nesta condição, o texto fica chato, confuso, estranho e
incompreensível.
Dúvidas sempre irão existir, pois nossa mente física não
acompanha nossa mente espiritual, portanto é importante sermos esclarecidos,
mas a busca destes esclarecimentos precisas ser de fontes confiáveis.
Hilton