Pensamento do dia 15 de setembro
de 2015
Tudo é um, tudo interage.
Dorothy Maclean.
Pois
bem, vivemos exatamente o contrário, a separatividade, ou seja, o oposto da
unidade, do um.
Eu sou
homem, você é mulher, eu sou preto, você é branco, eu sou brasileiro, você é chinês,
eu sou do partido A, você é do partido B, eu sou santista, você é corintiano, insistimos
enfaticamente que somos diferentes, que não pertencemos às mesmas coisas e nos
distanciamos, nos separamos e rompemos.
Criamos
assim, o banquete das forças involutivas, que irão se alimentar dos nossos
conflitos, das nossas diferenças, da nossa separatividade, incentivando a discórdia,
a diferença, o predomínio, a insensatez, as guerras, a burrice, a ignorância.
Por não
pensarmos a respeito, por sermos completamente analfabetos na religiosidade
evolutiva, adotamos a separativade em troca da unidade.
Deu no
que deu.
O egoísmo
e a ganancia, encontraram solo fértil para dissecar o reino humano na profunda ignorância
que temos vivido.
Deus por
si só é o conceito da unicidade, do único, do tudo e do todo.
Quem
acredita?
Quase ninguém,
no solo da Terra. Alguns tem se esforçado para assimilar, mas a maioria sequer
pensa a respeito, pois somos por demais ocupados na tentativa de manter a ignorância
e as quinquilharias que nos “pertence”.
Será que
uma formiga percebe que existimos como parte dos reinos?
Com
certeza não, pois sua capacidade se limita ao instinto de sobrevivência, dela e
do formigueiro. Este é seu único universo.
Infelizmente,
assim temos sido, tão ignorantes e limitados como uma formiga quando se trata
do universo de Deus.
A grande
diferença é que somos alma pensante, enquanto a formiga não é pensante e não
tem sua alma individualizada, mas conceitualmente nos encontramos, proporcionalmente,
muito próximos em termos evolutivos. (homem = formiga)
É
preciso pensar grande para ser grande. É preciso ousar, arriscar, superar,
interagir universalmente, permitir, permitir e permitir.
Temos
medo de Deus, como nossos antepassados tinham, não permitimos que as divindades
nos acessem, pelos nosso medos e nossas pseudo imperfeições.
Ora, a
imperfeição é o caminho da perfeição, mas se bloqueamos este caminho,
continuaremos sempre imperfeitos.
Abrir-se,
expor-se, permitir, superar os medos que no fundo é uma superação da ignorância,
com certeza nos tirará da imperfeição.
Tenho
sonhado muito com nossas crianças.
Tenho
visto pais se superarem em quase todos os aspectos da vida material para lhes
proporcionar o máximo que podem. Suprem com roupas, brinquedos, educação
escolar, línguas, natação, dedicação, carinho e um “quase” amor, negligenciando
sempre o mais importante, aquilo que dará a este novo indivíduo a capacidade de
ser equilibrado ou desequilibrado, após se desgarrarem da vida maternal.
A
religiosidade e a instrução sobre o que nos anima, o que nos mantem vivos, para
que estamos aqui, qual nosso real e verdadeiro objetivo na vida, porque estamos
neste planeta, são eliminados da
educação, sobrando o que é perecível, que, com certeza, não atenderá o ser
completo que somos.
Daí,
vemos jovens desregrados, contaminados, drogados, ou adultos e profissionais,
com medos, ausentes, incapazes, aproveitadores, confusos, conflituosos,
desonestos, que fatalmente acabarão contraindo uma encarnação inútil e
desprezível.
Lembro-me
de quando tínhamos no Grupo H&F, o Grupo das crianças, onde por 8 anos,
todas as quintas feiras, reunia 15 a 18 crianças, partir dos 10 anos, para
explicar a elas, conceitos como alma, vida, reinos e uma série infindável de
informações, que ludicamente eram expostas de uma forma divertida e
participativa, onde a alegria dominava aquela gostosa reunião.
Sou uma
pessoa muito agradecida a Deus, por ter tido a coragem de fazer algo que foi
necessário.
Conto
isto sem nenhuma intenção de me vangloriar, mas para exemplificar que o que
podemos fazer é muito mais do que imaginamos e do que sentimos que podemos.
Minha
formação é técnica, portanto, passei longe da psicologia, da psiquiatria, ou da
ciência da mente, mas acreditei piamente que minha fé e minha permissão iria
trazer para o meu lado os Instrutores para que isto acontecesse.
Confesso
que antes da primeira reunião, estava inseguro, com certo medo, mas ao deixar fluir,
definimos o conceito de alma, com um robozinho da estrela que acendia as luzes
e andava sozinho.
Portanto,
não há limites para nossa capacidade. Se quisermos conhecer tudo antes de
fazermos algo, estancaremos. A cara e a coragem, aliada com a fé e a confiança
da entrega, nos moverá.
Vamos
refletir, por alguns minutinhos em como podemos modificar nossa vida, se
tivermos tempo.
Hilton