Pensamento
do dia, quinta-feira, 8 de outubro de 2015
"Silencia
teu querer, oferta-o ao Supremo. Silencia... "
Trigueirinho.
Pois
bem, “silencia teu querer”.
Êta
coisinha difícil de fazer para nossa humanidade, que pouco conhece de si
próprio.
Ao
nascermos, já temos definido um destino, ciclo de experiências, ligações
humanas, família que nos acolherá, relações durante toda a vida, circunstancias
que irão nos rodear, ou seja, um conjunto muito grande de oportunidades,
possibilidades e o nível evolutivo que deveremos alcançar.
De
certa forma, nascemos com a “cartilha pronta”, mas com um conjunto de variáveis
para usarmos o recurso do livre arbítrio.
O
carma entra nas hipóteses da cartilha, criando maiores ou menores dificuldades.
Certas
situações de origens cármicas, são imutáveis, como por exemplo a família carnal
que iremos pertencer, o país, a cidade, as condições iniciais em que esta se
encontrará, além de uma série de circunstancias que envolvem desde a formação
do corpo físico, mental e emocional, até a posição social que poderei alcançar
na sociedade que irei conviver.
Estas
escolhas iniciais fazemos antes de nascer, no astral, onde o grau de liberdade
é muito mais amplo que o físico
É
uma situação incrivelmente complexa, pois envolve os corpos que possuo :
físico, emocional, mental, astral, etérico, anímico (alma), de luz, monádico,
espiritual, derivando para várias subdivisões em cada corpo.
A
engenharia de Deus é inimaginável para o estágio mental que nos encontramos.
Como
curiosidade, podemos ainda dizer que a nossa alma se divide em 7, ou seja, aqui
na Terra sou 1/7 do meu corpo anímico completo.
Mas
junto com tudo isto, adquirimos aqui na Terra, o egoísmo, a ambição, a
personalidade e uma série de cacoetes que nos desvia das metas definidas quando
estávamos no astral, antes de nascer.
v O egoísmo
é fatal. Este sentimento detona o conjunto e altera as possibilidades para os
níveis mais baixos e consequentemente os mais cármicos. Podemos dizer que o
egoísmo coloca uma mascará preta no rosto, impedindo a visão e todas as demais
sensações, onde cegamente vamos tateando por caminhos obscuros, tortuosos e
recheados de obstáculos e quedas impressionantes.
v A ambição,
associada ao orgulho, torna-se um desvio fatal das metas evolutivas definidas no
astral, onde iremos percorrer caminhos desconhecidos, ultrapassados, onde nosso
compromisso terreno começa a se afundar na lama escura e malcheirosa da
ignorância, pois podemos perder o senso de direção ou a bússola interna.
v A personalidade
é um registro do nosso passado nos corpos físicos, portanto, se retrai o tempo
todo, pois tem como referências as experiências bem sucedidas ou mal sucedidas
das vidas anteriores. É um bloqueio para o indivíduo ir alcançando o seu estado
de perfeição. “É onde moram os medos”. Um
indivíduo puramente personalista, ou seja que tem atendido somente sua
personalidade, esquecendo-se da sua alma, torna-se medroso por natureza,
retraído, ou
excessivamente espontâneo, muitas vezes agressivo, ou super acanhado, uma vez
que sua luta interior é descomunal, e ao longo do tempo começa a adoecer com as
doenças da mente (pânico, depressão, fugas, sensações de vazio, sensações de
perdas, etc.). Sente-se não amado pelo simples fato de ter se fechado em seu
mundo particular, desviando-se da sua universalidade. Esta possibilidade atinge
a maioria dos cidadãos da Terra.
v Os demais “cacoetes”
são ações gananciosas, predatórias, individualistas, onde o ser, o ter
e o poder dominam a mente confusa e perturbada de cidadãos que se
iludiram com pseudo vantagens sobre os demais. Nosso meio político e o das
instituições empresarias, no âmbito mundial, está forrado de indivíduos desta
natureza. São essencialmente marionetes, cuja vontade e poder colocaram a
serviço das forças involutivas em troca de ilusórias fantasias materiais. A
queda inevitável é expecionalmente dolorosa.
Como
dissemos ontem, as “máscaras estão caindo”. Este processo é irreversível,
perigoso e tem demandado intervenções divinas para não nos auto destruirmos.
Deveríamos
prestar atenção naquilo que é necessária, a evolução espiritual. Se cada um se
focasse neste aspecto, a Terra seria uma extensão do paraíso, pois evoluir é um
aspecto individual que tem por base o benefício coletivo.
Aprenderíamos
a amar de forma altruísta, sem trocas. Isto nos traria um alivio tão grande,
que uma variedade imensa das nossas doenças, simplesmente deixariam de existir.
“Silencia
teu querer” : de certa forma, é isto, pois ao silenciarmos tudo isto que vem
nos confundindo na vida, ficaríamos livres para pensar com clareza, refletir
com clareza e decidir com clareza.
Esta
clareza mental permite que a intuição se aproxime, a coligação aconteça, o
mundo se expanda além dos horizontes atuais e a liberdade finalmente será
sentida.
Ainda
não sentimos o que é liberdade, pois ainda estamos aprisionados ao nosso corpo
mental e emocional, somente.
Nossos
demais corpos, aqui citados, tem pouca ou nenhuma influência sobre nosso mental
e emocional, por isso que nos sentimos tão perdidos.
É preciso quebrar este estigma, sair desta ignorância, romper estes
grilhões, pois só assim iremos alçar voos.Hilton