Pensamento do
dia, quarta-feira, 14 de outubro de 2015
"A
simplicidade é o aroma que exala das flores da Sabedoria."
Trigueirinho.
Pois
bem, simplicidade, uma postura difícil de assumir, pois no geral, quanto mais
complicado, ilusoriamente parece ser melhor.
A
vida é bastante simples, desde que sigamos as Leis Regentes.
Simplificando esta frase, se colocássemos
o amor em tudo que fazemos, todas estas Leis seriam naturalmente atendidas.
No
entanto, colocamos a competitividade no que fazemos e pensamos, daí tudo se
complica, desvirtua-se e se enrosca na ganancia, no ciúmes, enfim, no egoísmo.
Além
da ignorância sobre nossa contraparte espiritual, o que vem detonando nossa
humanidade é a competitividade.
Inicialmente
a competitividade gerou efeitos positivos na evolução do plano material.
Fortaleceu a ânsia do progresso material, gerando inúmeras experiências necessárias
para nosso conhecimento no mundo das formas.
Infelizmente,
paramos neste estágio. Não superamos esta fase e permanecemos até hoje num
aspecto que há muito já deveria ter sido encerrado, concluído.
Com
isto, aprimoramos o egoísmo, a ganancia, o poder do dinheiro e a posse acima do
bom senso e da racionalidade da vida comum.
O
resultado não poderia ser diferente. A vida em geral perdeu seu valor e hoje
matamos acentuadamente indivíduos de todos os reinos, desprezando a tênue e sensível
energia do amor.
Nos
desunimos, nos perdemos, violamos e acabamos por ser reféns da própria cobiça e
ambição.
Deixamos
de ser simples, complicamos o que é simples, perdemos o olfato e as
sensibilidades para percebermos o doce aroma que exala as flores da Sabedoria.
Em
compensação, a ignorância assumiu sua forma arrogante e presunçosa de definir,
erradamente, os valores sobre a vida e sobre a morte.
É
preciso restabelecer a simplicidade e uma das formas é a retomada do
conhecimento, da sabedoria, pela busca incessante e incansável sobre os
atributos da nossa contraparte espiritual.
Precisamos
nos conhecer interiormente, aprender a escutar a voz do coração, aflorar
novamente nossas sensibilidades que acabaram por adormecer pelo seu mau uso e
pela sua falta de uso.
Um
pai e uma mãe não conhece o seu filho. Eles podem conhecer todas as “dobrinhas”
daquele corpinho frágil, mas as características que se acentuam naquela
criança, se tornaram irreconhecíveis para seus pais e para todos.
Tais
características irão formar a personalidade, as tendências corretas e
incorretas, o caráter, o potencial e a capacidade de serviço ao bem comum. Isto
é o que realmente importa e o que poderá transformar esta criança numa pessoa
importante para toda a humanidade.
Guardada
as devidas proporções, Maria sabia desde o princípio que seu Filho pertencia à
humanidade e não a ela e seu esposo José. Isto fez com que Ela interferisse
positivamente na educação básica e essencial (que se deu junto aos essênios)
para que seu Filho tivesse a formação necessária para receber o Cristo.
Enfim,
precisamos refletir, parar pelo menos de competir entre si ( na família, nas
amizades, na vida social), já que nas empresas seria algo inadmissível.
Isto
nos tornará mais leves, mais sensíveis, mais receptivos, podendo ampliar nossas
atuais sensibilidades.
Olhar
nossos filhos com outros olhos e não neste conceito, absurdamente ultrapassado,
de “posse e propriedade”, dando a eles a devida responsabilidade, desde que
consigamos ajuda-los a aprender sobre si próprio (na matéria e no espírito).
Ou
seja, precisamos reprender a ver a vida exatamente como a vida é e não a forma ilusória
como a temos visto.
Para
reflexões.