Pensamento do
dia 23 de agosto de 2016.
"Pelo
sofrimento, o homem deixa para trás o que não tem mais valia para ele. "
Trigueirinho.
Pois
bem, o pensamento nos remete a algo que poucos pensam, ou seja, os verdadeiros
motivos do sofrimento.
Já
tínhamos mencionado dias atrás sobre outro motivo do sofrimento, aquele nos
impede de continuarmos errando indefinidamente, pela falta de percepção dos
nossos erros, face ao desconhecimento da nossa contraparte espiritual e das
Leis Maiores.
Esta
outra possibilidade nos liberta do que não tem mais valia.
Por
exemplo, quando começo modificar os atuais procedimentos, vontades e objetivos,
pela dor , pelo sofrimento, uma nova disciplina começa a implantar-se em meu
ser que me eleva, me purifica, mudando o nível de consciência que me encontrava
e que não me serve mais.
É
duro sofrer, é duro sentir dor, mas tem sido esta a única linguagem que a
maioria das pessoas compreende e compulsoriamente precisa aplicar.
Ainda
não conseguimos sair desta metodologia retrograda e ultrapassada de sofrer e
sentir dor para mudarmos de postura.
Continuamos
“presos” na ignorância do passado, do que fomos e não mais deveríamos ser, das leis
do toma lá dá cá, do mais forte, usando a força bruta como principal elemento das
nossas conquistas, das nossas guerras e medalhas olímpicas.
Aqueles
que se arriscam a mudar no nível intelectual, o fazem considerando o egoísmo e
a ganancia, apoiados na personalidade retrograda das ações passadas e repassadas
ao longo das vidas realizadas.
Nossa
contraparte espiritual, divina, lúcida tem sido deixado de lado, pois não
apresenta resultados práticos e concretos, não atendendo nossas ânsias do ser,
ter e poder.
O
homem deveria valorizar o sofrimento e entende-lo como uma nova oportunidade de
mudanças daquilo que não lhe serve mais.
Obvio
que se compreendêssemos sem sofrer, seríamos mais inteligentes e lúcidos, pois
isto iria partir da nossa vontade, da nossa índole, dos nossos esforços que são
sempre valorizados pelo Plano Maior.
Estamos
numa etapa da vida cíclica planetária, onde a maioria do que conhecemos e temos
aplicado não serve mais, é retrogrado, é inútil, não tem mais sentido para tudo
o que virá.
Estamos
na fase em que teremos de abandonar inúmeros conceitos, preconceitos, manias,
procedimentos, posturas, pensamentos, posições, soluções, demandas, etc., pois esta etapa da vida, considerada cármica,
não irá “virar” para o ciclo futuro deste planeta.
Isto
exige coragem, muita coragem. Primeiro em admitir as mudanças, segundo em mudar
o que não irá servir mais e terceiro em adotar a postura da entrega.
Esta
entrega deverá ser plena, envolvendo, inclusive, aquelas escolhas tendenciosas,
pois temos de admitir que não sabemos escolher. Até agora temos escolhido o que
é errado e ultrapassado.
Estamos
nas “vias de fato”, portanto pouco tempo nos resta para mudanças de posturas tão
significativas.
Precisaremos
desencarnar com dignidade, com consciência destas mudanças e com a esperança do
novo em fase da sua derradeira implantação.
Revejam
todos seus valores.
Reavaliem
suas posturas.
Sejam
autênticos com as verdades do seu coração.
Hilton