Pensamento de
Sri Aurobindo.
Cada atividade é
importante em seu lugar; um elétron ou uma molécula ou um grão podem ser coisas
pequenas em si mesmas, mas em seus lugares elas são indispensáveis para
construir um mundo.
Sri.
Pois
bem, o pensamento indica a importância da nossa presença e das nossas
atividades no contexto geral da Criação.
Não
há indivíduo menos ou mais importante, todos somos primordiais para que a Criação
no contexto divino, aconteça.
Todas
as partes é que compõem o todo.
Do
menor elemento do reino mineral ao Ser mais elevado do reino arcangélico, somos
Um, e cada um comporá o Todo.
Se
tivéssemos tempo de refletir sobre estas máximas, estes vínculos inquebráveis,
seríamos com certeza mais amenos, mais tolerantes, mais presentes, pois saberíamos
que as tristezas e dificuldades de um compromete o Todo.
Esta
falta de amor e acolhimento no reino humano, criou argumentos de separação que
vem comprometendo o que se chama Corpo Humanidade.
Num
corpo humano, se temos um órgão ou um membro doente, o conjunto todo sofre pois
acaba por ter certos limites que o impede, no conjunto, de realizar sua
plenitude.
Assim
tem sido o Corpo Humanidade, que vem se limitando na sua ascenção evolutiva e estagnando
em certos estágios que ficam excessivamente prolongados, face à situação de que
grande parte dos seus indivíduos estão carentes, estão doentes, estão relegados
da meta evolutiva definida para o Conjunto.
Temos
nos arrastado na vida, estamos escorregando na incompreensão, na ganancia, no egoísmo,
face a ignorância das coisas eternas o abandono das oportunidades elevadas que
vem até nós e as rejeitamos.
Vejam
como no reino animal a ordem e a organização prevalecem no seu contexto
evolutivo. Sim, temos disputas, temos combates, temos territórios que são
defendidos, pois são expressões instintivas, mas a harmonia neste nível de consciência
prevalece.
Não
existe animal egoísta, mal humorado, vingativo, pois seu comportamento concentra-se
na sobrevivência e na disseminação da prole.
Vejam
como o reino vegetal se ajusta, se ajeita na busca pela luz solar, pela água, pela
terra, onde cada um cede os espaços necessários para quem uma floresta (o
conjunto) aconteça, pois de forma clara este reino compreendeu sua
interdependencia.
Vejam
a integração entre o reino vegetal e o animal, onde a sinergia entre os dois é
fundamental para que a evolução de ambos prossiga.
No
entanto, no reino humano onde temos a individualidade, a alma definida para
cada elemento que o compõem, fizemos desta individualidade um trampolim para a
desarmonia, para a desorganização, onde o individualismo cooperativo migrou
para o combate, a competitividade, a conquista alicerçada na destruição no próprio
reino humano como nos demais.
Não
se reverte mais a não ser por uma interferência divina em todo o Corpo
Humanidade, pois nossas doenças chegaram a uma fase terminal. Portanto, um milagre
se faz necessário e este acontecerá, como nos prometido pelo nosso Tutor –
Jesus Cristo.
A
humanidade da Terra esteve mais de uma vez em condições de ser extinta
totalmente da sua participação universal, pois fracassamos continuamente no uso
da Lei do Livre Arbítrio.
No
entanto, sempre um conjunto pequeno de seres humanos abnegados, conseguiram
manter a chama acesa para que fosse considerada a hipótese de que uma solução
poderia existir.
Após
inúmeras tentativas, nos ciclos que ocorreram no planeta, irá se separar o “joio
do trigo” no contexto Corpo Humanidade, para que a Terra abrace novamente estes
poucos que assim mantiveram a chama acesa neste Corpo tão doente.
Precisamos,
no pouco tempo que nos resta desta encarnação, rever inúmeras posturas,
contextos, preconceitos e conceitos, para que nosso lado bom, positivo,
pacifico, possa se sobressair sobre os aspectos negativos.
Quando
se pensa no coletivo, esquece-se o individual e será assim que cada um de nós,
neste momento de transição planetária, poderá dar foco naquilo que é essencial.
Neste
aspecto, temos que viver duas ou três vidas em uma só, pois nosso desleixo nas
encarnações passadas exigirá extrema dedicação na atual.
Sob
este aspecto, é inconcebível que alguém perca tempo se distraindo com outras
coisas, ocupando-se com o supérfluo, com os objetos, com a vaidade.
Este
é o momento de rever nossa postura, nossas regras, nossos conceitos, pois as mudanças
que estão sendo introduzidas serão absolutamente novas, portanto, o que fizemos
e fazemos, o que pensamos e como agimos, não serve mais.
Hilton