Pensamento
do dia 06 de junho de 2...
O
Ensinamento é para ser constantemente reexaminado, para que se amplie, se
atualize, para que fique o mais próximo possível de nossas ações. “ Quem não
teme ver a luz tem olho de águia”, diz o Ensinamento Agni Ioga. “ Quem não teme
entrar no fogo é de nascimento ardente. Quem não teme o invisível pode atravessar
as trevas. Ao perdermos algo, nós nos livramos das paixões.” E, insistindo, o
Ensinamento repete com novas palavras: “ Todas as ações devem ser permeadas
pela purificante aspiração ardente.”
HPB.
Pois bem, temos algumas máximas
transmitidas a HPB por seus Instrutores.
Quem não teme ver a luz tem olho de águia.
A luz(no sentido de ser iluminado) deveria ser o motivo principal da nossa existência,
e não a acumulação de bens materiais.
O homem se sente bem quando possui algo material e para isto abre
mão da luz.( do despertamento interior)
Quem não teme entrar no fogo é de nascimento ardente,
ou seja utiliza-se da sua base divina, original e impenetrável, para caminhar
na aspereza dos solos, no rigor dos climas, na insensatez humana, assimilando e
compreendo o que precisa para seu processo evolutivo. Não teme perder pois sabe
que perdendo ganhará o novo.
Quem não teme o invisível pode atravessar as trevas.
Compreendeu que a ignorância é a sua escuridão e ao enfrenta-la na busca pelo
conhecimento, esta se dissipará.
Ao perdermos algo, nós nos livramos das paixões.
As paixões são correntes e quanto mais intensas mais grossos tornam-se seus
elos.
Não é a toa que a vida é recheada de perdas. Pessoas, objetos, status,
sistemas, sempre se perde após certa convivência, pois temos o Universo inteiro
para conhecer, para explorar e a Vida, na fase atual, nos empurra.
Posterior a esta etapa, este caminhar será sereno, tranquilo,
alegre e nos conduzirá sem esta sensação de perda e de separatividade. As paixões
deixam de dominar.
Todas as ações devem ser permeadas pela purificante aspiração
ardente. Ou em outras palavras, pela fé.
O homem precisa aprender a ser conduzido, desacelerar seus
desejos, reformular seus conceitos e valores, deixar de se espelhar nos outros
e descobrir suas principais características.
O homem para si próprio é uma incógnita. Não sabe o que
representa, de onde veio, para aonde vai, o que faz aqui e nem porque.
Prende-se a atos mesquinhos, pensa sempre em si próprio, tem como meta a satisfação
de seus desejos, por mais insanos que sejam, não respeita e não preserva.
Estamos no final de um ciclo. Sem a conscientização de certos
valores, de nada adiantará.
Hilton