terça-feira, 6 de junho de 2017

As paixões deixam de dominar.



Pensamento do dia 06 de junho de 2...

O Ensinamento é para ser constantemente reexaminado, para que se amplie, se atualize, para que fique o mais próximo possível de nossas ações. “ Quem não teme ver a luz tem olho de águia”, diz o Ensinamento Agni Ioga. “ Quem não teme entrar no fogo é de nascimento ardente. Quem não teme o invisível pode atravessar as trevas. Ao perdermos algo, nós nos livramos das paixões.” E, insistindo, o Ensinamento repete com novas palavras: “ Todas as ações devem ser permeadas pela purificante aspiração ardente.”
HPB.

Pois bem, temos algumas máximas transmitidas a HPB por seus Instrutores.
Quem não teme ver a luz tem olho de águia. A luz(no sentido de ser iluminado) deveria ser o motivo principal da nossa existência, e não a acumulação de bens materiais.
O homem se sente bem quando possui algo material e para isto abre mão da luz.( do despertamento interior)
Quem não teme entrar no fogo é de nascimento ardente, ou seja utiliza-se da sua base divina, original e impenetrável, para caminhar na aspereza dos solos, no rigor dos climas, na insensatez humana, assimilando e compreendo o que precisa para seu processo evolutivo. Não teme perder pois sabe que perdendo ganhará o novo.
Quem não teme o invisível pode atravessar as trevas. Compreendeu que a ignorância é a sua escuridão e ao enfrenta-la na busca pelo conhecimento, esta se dissipará.
Ao perdermos algo, nós nos livramos das paixões. As paixões são correntes e quanto mais intensas mais grossos tornam-se seus elos.
Não é a toa que a vida é recheada de perdas. Pessoas, objetos, status, sistemas, sempre se perde após certa convivência, pois temos o Universo inteiro para conhecer, para explorar e a Vida, na fase atual, nos empurra.
Posterior a esta etapa, este caminhar será sereno, tranquilo, alegre e nos conduzirá sem esta sensação de perda e de separatividade. As paixões deixam de dominar.

Todas as ações devem ser permeadas pela purificante aspiração ardente. Ou em outras palavras, pela fé.

O homem precisa aprender a ser conduzido, desacelerar seus desejos, reformular seus conceitos e valores, deixar de se espelhar nos outros e descobrir suas principais características.
O homem para si próprio é uma incógnita. Não sabe o que representa, de onde veio, para aonde vai, o que faz aqui e nem porque. Prende-se a atos mesquinhos, pensa sempre em si próprio, tem como meta a satisfação de seus desejos, por mais insanos que sejam, não respeita e não preserva.

Estamos no final de um ciclo. Sem a conscientização de certos valores, de nada adiantará.
Hilton

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